por Erik Azevedo
Um rebocador novo recém entregue encalha em sua primeira viagem rumo ao porto de operação no Pará.
Depois de quase uma semana encalhado no, Litoral Sul de Alagoas, finalmente o rebocador da companhia mineradora Vale do Rio Doce foi desencalhado da praia. O desencalhe aconteceu na madrugada deste domingo, 25, operação realizada por dois rebocadores de empresas particulares que conduziram a embarcação avariada de volta ao estaleiro em Aracaju.
De acordo com o capitão tenente Tadeu Henrique Santos, agente fluvial da Capitania dos Portos da agência Penedo, a operação de desencalhe da embarcação transcorreu sem problemas, aproveitando o horário de pico da maré alta no Pontal do Peba.
“Dois rebocadores puxaram a embarcação com cabos, felizmente sem nenhum problema, mas o trabalho de investigação da Marinha do Brasil continua porque precisamos apurar os motivos que levaram à quebra do rebocador”, explicou o capitão tenente Tadeu Henrique Santos. O risco de vazamento de óleo na embarcação que armazenava 50 toneladas de óleo diesel felizmente não aconteceu.
O inquérito para apurar as causas do encalhe devem ser concluídos em 90 dias, mas pode ser prorrogado se houver necessidade. A princípio, o rebocador da Vale do Rio Doce teria “esbarrado” em um banco de areia, o que causou danos à “hélice e ao leme”(grifo nosso*) da embarcação que tornou-se, ainda que por pouco tempo, mais um ponto de atração aos visitantes e banhistas que frequentam a Praia do Peba.
por Fernando Vinícius – Aqui Acontece.
* Embarcação de propulsão azimutal, não possui leme.
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Matéria publicada na semana passada.
Dois navios devem ser utilizados para tentar desencalhar, neste sábado, dia 24, o rebocador da Mineradora Vale do Rio Doce, encalhado desde a última segunda-feira, dia 19, na Praia do Peba, município de Piaçabuçu.
Rebocador vai parar na praia
A operação de resgate da embarcação – que ironicamente é especializada em conduzir os navios e “transatlânticos” ( o grifo é nosso) até o “ancoradouro” das cidades portuárias – deve ser realizado por empresas particulares, de acordo com informações da Capitania dos Portos em Penedo.
“A empresa responsável pela operação tem que submeter um plano de salvamento à Marinha, são duas companhias que irão participar, uma para atuar no desencalhe da embarcação e a outra para evitar o vazamento de óleo ou outro dano ao meio ambiente”, explicou o agente fluvial da capitania.
Segundo o militar, o rebocador partiu da capital sergipana, com destino a Belém do Pará. “O rebocador fazia a sua primeira viagem e a Marinha já abriu inquérito para identificar os motivos do encalhe da embarcação e apurar responsabilidades”, procedimentos que devem ser concluídos em 90 dias e que incluem o depoimento dos membros da tripulação do rebocador da Vale do Rio Doce.
As empresas aguardam a chegada de um cabo para o reboque da embarcação, além da maré alta, que ajudará no desencalhe.
Fonte: Aqui acontece
O interessante é que foi feito aqui no Blogmercante uma matéria à respeito desta classe de rebocadores que se chama Rampards 2500 dos projetistas canadenses Robert Allan, para conferir basta cliclar no link - Nova Geração de Rebocadores .
A equipe do Blogmercante agradece.















julho 24th, 2010 em 5:46 pm
Este tipo de embarcação é um trator ou trator reverso?
Alguém pode me responder??
um abraço
julho 24th, 2010 em 5:52 pm
Este é um tractor tug os seus Z drives ficam mais a vante… e por sinal… devem ter sido arrancados na areia dura…o estrago deve ter sido feio.
julho 24th, 2010 em 6:15 pm
Positivo Erick,
Inclusive no livro “Rebocadores Portuários” diz que o encalhe é uma das desvantagem do trator com propulsor a vante, vez que o prejuízo é maior, pois os propulsores estão por ante a vante (ponto fatal no encalhe). Se fosse trator reverso o prejuízo poderia ser menor e haveria maior facilidade para tentativa de desencalhe.
Valeu o esclarecimento!!!
Um abraço.
julho 24th, 2010 em 7:06 pm
Esse robocador é da Vale do Rio Doce?
julho 24th, 2010 em 7:12 pm
Na verdade é da Vale ( Docenave Rebocadores), pois a CVRD não existe mais com este nome, agora é simplesmente Vale.
julho 24th, 2010 em 7:19 pm
Uma das grandes vantagems desse rebocador teoricamente é o alto indice de automação, motvo pelo qual a Smit Rebras reduziu o CTS, será mesmo que automação é motivo para redução de CTS?
Podem até alegar que o encalhe não tenha nada a ver com a redução do CTS mas uma guarnição exausta devido ao ritmo de serviço forçado devido a um CTS reduzido podem levar não só a um encalhe mas a acidentes bem piores.
julho 25th, 2010 em 6:15 am
Qualificação minima tinha que ser exigida. Alguem fez cagada ai.
julho 26th, 2010 em 10:20 am
E ainda querem banalizar a importância dos Práticos.
Um rebocador, apenas um rebocador e olhem a “lenha” que deu.
julho 27th, 2010 em 2:14 am
Manobra de desencalhe realizada na madrugada do dia 25/07.
Vejam a reportagem: http://www.aquiacontece.com.br/?pag=alagoas&cod=2821
julho 28th, 2010 em 9:08 pm
O que será que aconteceu ali? Será que houve imperícia? Imagina a cena que os banhistas e frequentadores daquela praia presenciaram. Agora é esperar os 90 dias ou mais para termos as conclusões no que resultou neste encalhe. Imagino o tamanho do prejuízo.
“VIDA LONGA AO BLOGMERCANTE”
julho 28th, 2010 em 10:32 pm
Fico aliviada pelo “final feliz”, ao menos menos um derramamento de óleo. Mais ainda assim, é um fato lamentável…
julho 28th, 2010 em 11:03 pm
Não é Vale do Rio Doce, agora é simplesmente Vale.
“VIDA LONGA AO BLOGMERCANTE”
setembro 26th, 2011 em 9:37 am
POXA QUE PENA EU, FUI ATÉ BELÉM DO PARA FAZER UMA CASARIA NOVA NESTE REBOCADO DA VALE ( SALOBO ) UMA EQUIPE DA EMPRESA STRONG NAVAL LOCALIZADA EM SÃO GONÇALO ( ESTADO RJ ).
A TÉC. SEG. TRAB, LEONARA DA VALE, BATIZOU O REBOCADOR GRAÇA A DEUS QUE NÃO OUVE UM POBLEMA MAIOR NA EMBARCAÇÃO.