por Thiago Kempin
Foi justamente um estaleiro virtual, sem existência física no momento da contratação, que se tornou o maior vencedor de licitações do Promef (Programa de Modernização e Expansão da Frota). O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) – consórcio formado pelos grupos Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, PJMR Empreendimentos e Samsung – venceu metade dos lotes licitados e vai construir 22 de 46 navios encomendados até agora. O EAS, que nasceu “virtual” de um investimento de R$ 1,8 bilhão – 72% financiados pelo BNDES – em Suape (PE), já se pagou: receberá US$ 3,116 bilhões, ou R$ 5,5 bilhões, pelos contratos.
O estaleiro começou do zero, ao mesmo tempo em que o primeiro navio era construído lá. “Somos um exemplo vivo de que quando se tem um projeto e demanda, é possível transformar o que era virtual em real. O que temos é um estaleiro planejado que virou real. Outros investimentos vão usar a mesma fórmula”, disse o presidente do estaleiro, Ângelo Bellelis.
O montante da EAS chega a dois terços do total já contratado, com vitória nas licitações dos quatro maiores lotes de navios da Transpetro. Total dos 46 navios: US$ 4,7 bilhões – o equivalente a R$ 8,3 bilhões. Ainda falta ser licitado um lote de três embarcações, no valor estimado de cerca de US$ 300 milhões (R$ 527,3 milhões).
O presidente do Estaleiro Atlântico Sul (EAS), Ângelo Bellelis, disse ao iG “levantar o chapéu” para o governo, que “acertou em cheio” com o Promef ao exigir que os navios para a Transpetro sejam feitos no Brasil e aceitar a participação dos estaleiros virtuais nas licitações. A medida gerou, só em Pernambuco, quatro mil empregos diretos. A empresa nem sequer existiria. O EAS foi construído, ao custo de R$ 1,8 bilhão, ao mesmo tempo em que o primeiro navio encomendado – o João Cândido, batizado e lançado ao mar em maio, mas que ainda não entrou em operação.
Fonte: Economia Ig
“VIDA LONGA AO BLOGMERCANTE”









setembro 16th, 2010 em 7:03 am
Tomara que todos saiam do papel
Abs,
Gustavo
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