“Jupe” é questionado

sex, set 3, 2010, 276 views

Destaques  “Jupe” é questionado

Bookmark and Share

por Misael Berdeide

Não é de hoje que a Equipe BlogMercante vem recebendo e-mails do público questionando o símbolo do Blog (Jupe, o Cão Marinheiro).

Recebi um e-mail ontem á noite, e prometi responder ao colega aqui no BlogMercante.

Leiam o e-mail do colega

“Olá pessoal, muito bom esse Blog, acompanho todos os dias. Parabéns a todos pelo Blog, mais hoje eu tava dando uma olhada lá no cabeçalho e me veio uma dúvida.

Quem colocou esse “Cachorrinho” aí no cabeçalho? Estranho! Desculpa alguma coisa aí, mais se colocasse um veleiro, um navio, ou uma canoa que fosse, estaria mais relacionado ao nome do Blog. Não é uma crítica nem nada apenas um ponto de vista.”

Vapozeiro

Prezado colega,

Escolhemos o “Jupe” como mascote do BlogMercante, baseado em uma Crônica escrita pelo Comandante Rômulo Augustus.

Leia a crônica abaixo, e você irá entender tudo perfeitamente.


Júpiter (Autor: Comandante Rômulo Augustus)

A vida do mar, por sua natureza mesma, tem engendrado situações quase inverossímeis, atribuídas, quando narradas, à imaginação fértil dos marinheiros. Foi assim com os monstros marinhos e discos voadores, descritos desde o tempo dos descobrimentos. A ciência, até recentemente, refutava a existência da lendária vaga-gigante, por sua impossibilidade estatística.

No mesmo passo, são postas em dúvida certas proezas realizadas por cães.

como, então, atribuir credibilidade à história que conjuga a palavra da gente do mar com um feito canino – mais que estranho – absolutamente inexplicável?

Ser cachorro!

Ganir incompreendidos Verbos!

Querer dizer-nos que não finge,

E a palavra embrulhar-se na laringe,

Escapando-se apenas em latidos!

AUGUSTO DOS ANJOS (1884 – 1914)

Há quarenta anos, bem na entrada principal do porto de Belém, já existia a estátua de Pedro Teixeira, pioneiro da incorporação física da Amazônia ao Brasil.

Para compreensão da grandiosidade da saga, basta lembrar da extensão geográfica da região, além do fato, pouco conhecido, de serem Belém e Manaus, das raras metrópoles situadas sobre a linha do equador, ou quase.

Assim, mais do que justos o reconhecimento e a homenagem do bravo povo amazônida ao Teixeira, bem como a escolha da localização do monumento. No qual, o desbravador fita o horizonte com porte altivo, seu braço estendido apontando, seguro, o caminho do futuro.

Porém, os marítimos que aportavam em Belém por vez primeira (não sei se ainda é assim), eram logo orientados para uma outra utilidade da obra. Esta, de ordem prática, insuspeitada pelo artista que a idealizou, ou por aqueles que ali a fizeram erigir.

É que a estátua de Pedro Teixeira, viajante dos caminhos ocultos do rio-mar, por tal, homem afeito às longas ausências e suas implicações, apontava, cúmplice, justamente para a General Gurjão, a rua do meretrício. Não tinha como errar. Foi onde conheci o Júpiter, justo quando se ocupava em urinar na base do dito monumento. Deixando nele a marca segura, embora menos perene, da sua passagem pelo local.

A desfazer qualquer mal entendido sobre o personagem-título deste conto, adianto tratar-se de um cão vira-lata, preto-e-branco, pelo curto, vigoroso e atarracado, porte médio, aí pelos quarenta centímetros de talhe. Inconfundível mesmo, era a meia-máscara negra em sua cabeça quadrada, que lhe conferia uma aparência de marginal, se tal é possível ver em animal outro, que não o bicho-homem.

Seu andar gingado denunciava o marinheiro traquejado, herdeiro de antigas tradições. De vez que, os cães, ao que consta, andam embarcados há pelo menos, cinco mil anos. Os dingos, hoje retornados ao estado selvagem, arribaram na Austrália com os primeiros navegadores polinésios. Porém, o que tornava Júpiter especial como embarcadiço, é que, não apenas tomara o nome do navio no qual servia, como absorvera à perfeição, todos os hábitos e, sejamos francos: Também os vícios mais ou menos comuns àqueles que andam no mar.

De tal sorte, devido a tais desvios de comportamento, acabou por se tornar figura conhecida nos portos do Norte e Nordeste, onde seu navio fazia a chamada pequena cabotagem.

Diferentemente do rei dos deuses, o barco “Júpiter”, origem do nome do nosso personagem, no qual – não perguntem como – assinara o rol de embarque, era grandioso apenas no nome. Navio de apenas oitocentas toneladas de porte, calando pouco, fora construído para transportar cargas cujo tipo, destino ou volume, não interessassem às grandes empresas de navegação. Nada havia nele que orgulhasse um tripulante. Que o fizesse encher a boca e anunciar nas pensões de raparigas: “O Júpiter chegou!

Isso, até batizarem o “marujo” recém embarcado. Depois, o cão passou a dar nome ao barco. Que se tornou famoso como -: O navio do Júpiter…

Logo, não havia bar ou birosca nos portos e portinhos freqüentados pelos dois homônimos, onde a seleta freguesia não contasse episódio da lavra do indigitado canino, como brigas de rua, assédio às cadelas incautas e memoráveis bebedeiras durante as estadias.

É que Júpiter, senão alcoólatra assumido, era, certamente, um grande apreciador de cerveja. Quanto lhe dessem, tomava. Às vezes, até cair. A coisa deve ter começado por brincadeira de marujos. Depois ficou séria. Tanto assim, que o bicho não iniciava suas andanças pelos portos, sem antes ir “molhar o bico” e comer alguma coisa, na tendinha mais próxima do cais onde seu navio estivesse atracado.

Em tal mister, levava nítida vantagem sobre seus companheiros de bordo: Ignorando os azares da vida, soldadas em atraso ou algo do gênero, bebia sem pagar, que disso cuidavam seus irmãos de copo. E, mesmo que tal não sucedesse, Júpiter dispunha de crédito ilimitado em todos os bares, e suas dividas eram pagas pelo primeiro marítimo que neles entrasse.

“Ficou uma despesa do Jupe da outra viagem…”.

“E é o quê?”

“É duas ‘celveja’ e duas ‘mortandela’ ”.

“Vê aí quanto é. Só não deixa ele encher o focinho demais da conta. Bota ele pra fora”.

Embora assim acautelados os proprietários, no sentido de evitar que o freguês exagerasse, Júpiter logo entendeu a regra do jogo, fazendo rodízio nos botecos, quando queria mesmo amarrar um porre. Coisa que, felizmente, a exemplo dos demais colegas de profissão, nem sempre lhe acontecia. Pois, marinheiro experiente, sabia quanto agüentava beber. Jamais perdia o rumo do portaló do navio, cujas escadas subia sem tropeçar, evitando o vexame de ser carregado para bordo.

Diga-se, a bem da verdade, que vez por outra passava da conta. Nesses casos não arriscava voltar, sendo encontrado nas sarjetas, pêlo amarfanhado, fedendo, a pedir por uma ducha de mangueira, acompanhada de valente esfregação. Disso fiquei sabendo, no dia em que lhe fui apresentado, depois que acabara de urinar na base da estátua de Pedro Teixeira.

Com a natural reserva que a prudência manda guardar para com estranhos, limitou-se a retribuir meus afagos, com dois ou três abanares de cauda. Deferência feita, convenientemente, à minha adivinhada patente de oficial. Já então, seu nome imponente havia sofrido a corrosão da fala nordestina, que o transformara em “Jupe”, bem mais brasileiro e fácil de pronunciar. Nunca mais o vi.

O que segue, foi contado pelo Ubirajara, que servira no “Júpiter” como Mecânico. E, após alguns anos, veio a embarcar sob meu comando, já nas funções de Maquinista-Motorista. Por se tratar de caso tão estranho, a partir de agora, dou ao leitor o benefício da dúvida.

Verdade, coincidência, ou o que seja, foi assim que ouvi, e assim narro e dou fé, acrescentando apenas, por conveniência da narrativa, detalhes e cogitações que não lhe alteram a essência. Com tais reparos, prossigo.

Como nenhum marítimo brasileiro ignorava então, perder navio dava aporrinhação, e das grandes. Não bastasse passar a constar dos assentamentos do tripulante a famigerada cláusula décima (deserção), levava meses até reaver a caderneta-matrícula, retida durante o inquérito na Capitania dos portos. O pior é que depois, com a “matrícula suja”, ficava difícil conseguir embarque.

Tais acidentes de percurso, jamais haviam sido problema para Jupe, único tripulante sem documentos e obrigações. Fiado antes em seus instintos, sabia, de certeza, dia e hora da saída do seu navio, sem necessidade de ler na louza afixada na antepara do portaló. É possível que os sentidos apurados lhe dissessem coisas, com as quais os humanos nem sonhem. A mudança dos ruídos de bordo, as sutis variações dos cheiros emanados dos fardos de malva, juta e borracha, da madeira e de toda a parafernália da carga geral; talvez sinalizassem a iminência da partida, no fechar dos porões.

O fato é que, invariavelmente, vinha para bordo duas horas antes da partida, como se estivesse a par do Regulamento das Capitanias. Até que um dia…

“Tantas vezes vai o pote à fonte, que um dia nela fica” -, diz o ditado português.

Assim se deu com o Jupe. Foi à fonte e ficou. Perdeu o navio no porto de Natal. Durante a manobra de desatracação faltava o Jupe no castelo de proa, no lugar que era dele, com vista para o cais e convenientemente safo dos cabos e dos aparelhos de força -, de onde dirigia a faina, como se fosse o Imediato. A bordo, uma tristeza só.

Houve até quem quisesse retardar a saída, ir procurar, mas o comandante foi inflexível. O “Júpiter” largou os cabos e lá se foi de viagem, deixando apenas um espaço no cais.

Só no dia seguinte notaram o Jupe nas docas, trotando atarantado de um lado para outro, nas imediações do local onde seu navio estivera atracado. Enfrentava o pesadelo do marinheiro. Pior até. Seus companheiros, sua casa, seu mundo, tudo sumira, num passe de mágica. Situação talvez diferente daquela vivida pelos cães que fogem de casa e não encontram o caminho de volta. Ali não havia onde procurar. Seu navio se fora. E ele, provavelmente, sabia como acontecera. Quando o sol subiu e o cais aqueceu, Jupe procurou uma sombra onde se abrigou. Resolvera aguardar. O quê? Assim que seu infortúnio se tornou conhecido, não faltou quem oferecesse comida e apoio ao marítimo “na pedra”. Imagem viva e desolada do linguajar das docas, que fala em “puxar uma cachorrinha”, quando a situação fica mesmo difícil. Conta-se, que a partir de então, Jupe mudou o comportamento. Sem problemas de subsistência, cessou suas andanças, não mais se afastando do cais. Depois, notaram que subia a bordo de todos os navios que atracavam, fuçava um pouco, e logo descia. Não que o recusassem. Sobre o conceito que adquirira como tripulante mercante, seja dito: Durante o exílio naquele porto distante, ofertas de embarque não lhe faltavam, vindas de navios maiores e bem mais luxuosos do que o “Júpiter”. Inclusive de um da classe Nações, do Lloyd Brasileiro, que fazia a linha do Norte da Europa. Deste, o convite veio do próprio comandante, que quis suborná-lo com guloseimas da farta cozinha de bordo. Preparadas, aliás, pelo Primeiro Cozinheiro. Tudo em vão.

Tentaram mesmo – insulto supremo – transformá-lo em cão doméstico, reduzi-lo à condição humilhante de vigia de quintal. A isso reagiu com violência, nele incomum. Deixaram-no em paz.

Solitário, desprezou novas amizades, para voltar ao entra-cheira-e-sai da sua rotina visitadora dos navios que chegavam. Duvidavam já, que voltasse a embarcar. Até que, certo dia, dois meses depois…

Havia, na época, um armador de nome Pauzeiro, conhecido pelas privações que impunha aos seus tripulantes. Andava de chinelos, sempre a queixar-se, com voz fanhosa, da situação de quase indigência em que vivia. Se o rancho era insuficiente, aconselhava seus comandantes a safarem-se, violando a carga transportada nos porões. Pela qual, aliás, recebia o frete. Dupla safadeza!

De sorte, que essa empresa era tida como um safa-onça, para quem estivesse muito necessitado de embarque. Decorrendo daí, que a qualidade das guarnições não podia ser das melhores. A verdade é que o Pauzeiro pouco se importava. Seu negócio era economizar.

Logo num desses navios, que escalara em Natal com destino a Fortaleza, é que o Jupe cismou de embarcar. Seguindo seu ritual, subiu a bordo, assuntou e farejou. Mas, diferentemente do que sempre fazia, não apenas não desceu, como se recusou a tal, apesar de enxotado pelo cora-mastro, que recebera ordens de não permitir animais a bordo.

No que Jupe mostrou os dentes, o oponente deu de mão num pedaço de cabo. Um conferente, indignado com a covardia, comprou a briga e sentou a mão na cara do vigia. O tempo fechou. A estiva, alertada do sucedido, parou em protesto. Aí virou coisa séria, exigindo a intervenção do próprio comandante. Que, prudente, após tomar conhecimento dos fatos e do alto conceito de que Jupe gozava no porto, decidiu em favor do navio, cuja operação de descarga ficara paralisada. Que o cachorro ficasse ou fosse embora, se preferisse. Contanto que não perturbasse.

Jupe ficou. Durante os dois dias que durou a estadia, manteve-se a bordo, sem dar sinais de querer baixar a terra. Finalmente, o navio desatracou e se fez ao mar. Em viagem, na condição de passageiro, Jupe manteve-se esquivo e só aceitou beber água.

Porém, na medida em que se aproximavam de Fortaleza, os tripulantes notaram no bicho claros sinais de inquietação. Pensaram que estivesse doente, talvez com raiva. Houve mesmo quem falasse em poitar, jogá-lo ao mar, por segurança. Felizmente, tal idéia não vingou.

Pois, foi o navio fundear esperando o prático, quanto bastou para Jupe deixar seu refúgio, a dar pulos de alegria, em torno dos marinheiros que preparavam a prancha de desembarque.

Mal terminara a faina de atracação, no que a mesma bateu no cais, viu-se o cão saltar pela borda como foguete, antes mesmo do prático, sem sequer agradecer a cortesia do transporte. Então, o inacreditável: Lá longe, bem na ponta do cais, para onde Jupe corria desabalado, estava atracado o pequeno “Júpiter”, seu navio perdido, meses antes.

Como fora isso possível? Como pudera Jupe adivinhar para onde se dirigia o navio do Pauzeiro? Mais ainda: Como pressentira onde estava o “Júpiter”? Como explicar tão prodigiosa percepção conjugada de tempo e espaço? Apenas coincidência, dirão. Todavia, se os fatos narrados são reais (e o Bira, à época, embarcado no “Júpiter”, garante que são), por qual motivo o cão visitava todos os navios, para, só após dois meses, escolher justamente aquele, para deixar o porto de Natal? É pergunta que transfiro ao leitor.

Resta dizer, que esta história correu pelos portos, de vez que a ouvi de vários colegas, além do Bira -, testemunha ocular. De quebra, ainda falou do porre monumental que o Jupe amarrou, na noite do seu retorno, durante a homenagem que lhe prestou a tripulação, na zona do farol. É verdade que voltou carregado para bordo. Mas, convenhamos: O motivo era justo e Jupe um marinheiro… Quem sabe, não esteja aí a explicação?

Crônica do Comandante Rômulo Augustus Pereira de Souza (Autor)

Post to Twitter

17 Respostas para ““Jupe” é questionado”

  1. diomacio:

    Ola Berdeide!

    Depois do relato acima, acho que o nosso amigo VAPOZEIRO que questionou o simbolo do Blog verá que a homenagem e mais do que justa….Gostaria de ressaltar que na minha opinião, a narração da estoria do cão-marinheiro JUPE foi um dos pontos altos deste blog logo no seu inicio….Se a estoria e verdadeira ou falsa eu não sei…mas que é uma crônica belíssima..isso é!

    Um abraço….

    Responder

  2. JOÃO CARLOS DE SOUZA FIGUEIRA DE ORNELLAS:

    EU SÓ ACHO QUE TINHA QUE SER MAIS AVAPOSEIRADO,ESTE PARECE MAIS CACHORRO DE MADAME,TINHA QUE TÊR UM AR MAIS MALANDRO,SE O DONALD ANDA VESTIDO DE MARINHEIRO,VAMOS BOTAR UM CACHANGA NO NOSSO ENCOSTADO EM UM CABEÇO,COM AR MALANDRO.

    Responder

    • Misael Berdeide:

      João meu amigo. O cão é vapozeiro.

      Infelizmente eu não sei desenha, mas existe uma possibilidade de equipar o mascote com as idéias que você deu.

      Responder

      • Rafael Torres:

        Acho a atual figuramdo JUPE muito emblematica já, gosto muito de acessar o blog e ver o jupe é uma imagem muito simpatica, mas confesso que não seria nada mal por um cachanjá no JUPE e coloca-lo numa posse mais despojado tipo encostado num cabeço de beira de cais, otima ideia, alguêm aqui bom de desenho? acho que o Berdeide não se incomodaria de receber desenhos do JUPE.
        “Vida longa ao Blogmercante”!

        Responder

  3. Job:

    …e viva o Jupe!!!! Essa figura lendária!!!

    Responder

  4. Arlan Cavalcanti:

    Linda crônica! Bravo! Ri bastante!

    “…após tomar conhecimento dos fatos e do alto conceito de que Jupe gozava no porto, decidiu em favor do navio…”

    Não quero mais saber de nada nessa sexta-feira. Malandro, viva o Jupe, esse matreiro que faz até a Estiva parar!

    Responder

  5. JOÃO CARLOS DE SOUZA FIGUEIRA DE ORNELLAS:

    BERNEIDE ABRE UM CONCURSO PARA O JUPE,CADA UM MANDA SEU DESENHO E VC COLOCA EM VOTAÇÃO PARA A ESCOLHA DO CARTOON QUE MELHOR REPRESENTA NOSSO VAPO MASCOTE.

    Responder

  6. JOÃO CARLOS ORNELLAS.:

    PÔ BERNEIDE!
    GOSTAR EU GOSTO,MAIS VAMOS BOTAR A CRIATIVIDADE DA GALERA PARA FUNCIONAR,COM ESTÁ CARA DE CACHORRO DE MADAME,SE O SINDICATO DELE (O SINDICÃO) FOR TÃO OMISSO COMO OS NOSSOS,NÃO DEMORA MUITO E O POBRE DO JUPE VIRÁ GUIZADO NA PANELA DE FILIPINO (FACA CEGA ALÉM DE TUDO),BOTA O JUPE MAIS MALANDRO ,COM PINTA DE CÃO VAPO,E QUE O SINDICATO DELE, (SINDICÃO) NÃO FAÇA TANTA CACHORRADA COM ELE,COMO OS NOSSOS FAZEM COM A GENTE.

    Responder

  7. Cardoso:

    Pois é pessoal eu não sabia da historia por isso fiz o comentário ..agora que eu entendi o motivo do Jupe lá em cima mais na verdade o que eu quiz dizer foi justamente o desenho dele =/ rsrsrsrs..Gostei da idéia do João Carlos..acho que ia representar bem o o “Saldoso Jupe”…

    Responder

  8. Olegário Targueta:

    Cara, o Jupe era super safo. Com certeza ele ia verificar a carga que os outros barcos estavam levando pra saber em qual iria embarcar. Já tinha a “viagem redonda” na cabeça e qdo se ligou que ia pra onde estava seu navio do coração, embarcou e foi até o destino. Rsrsrs…

    Uma pena que hj em dia a gente não pode mais embarcar outros “Jupes”…

    Abraço!!

    Responder


Deixe uma resposta

Get Adobe Flash playerPlugin by wpburn.com wordpress themes