por João Mesquita
Ser seguro não é apenas uma questão de estar alerta para os perigos, mas de ser assertivo quando ações de outras pessoas colocam a embarcação em risco, diz o North of England P&I club, NEPIA.
Os exemplos citados na mais recente Signals newletter incluem um inspetor do “embarcador” tentando mostrar que, uma carga a granel visivelmente molhada é segura para carregar, diz o executivo de prevenção de perdas do Clube Andrew Kirkham. A segurança pode ser comprometida, resultando em um acidente, para o qual os oficiais do navio acabarão sendo responsabilizados”.
Segundo Kirkham, a arte de ser confiante em tais situações é não ser agressivo, rude ou partir para o confronto, mas sim ser assertivo. “Ser assertivo significa ser razoável e, se apropriado, disposto a um compromisso. – Mas para isso os marítimos devem conhecer seus direitos e se ater aos fatos”.
O NEPIA lembra que a “Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar” (SOLAS) capítulo X1-2, regulamento 8, deixa claro que ‘nada’ deve restringir os Comandantes de tomar uma decisão que – em seu julgamento profissional – seja necessária para manter a segurança (safety) e a proteção (security) de um navio. Afirma ainda que, se os Comandantes se encontrarem em conflito entre proteção e segurança, então é sua obrigação colocar a segurança em primeiro lugar (safety first).
No entanto, Kirkham diz que para invocar o seu “direito”, os Comandantes devem ter uma razão imperiosa, reforçada pelos fatos. Todas as concessões – como conduzir seus próprios testes em uma carga, na ausência de certificação independente – deve refletir a opção mais segura para a satisfação de julgamento profissional do Comandante”, diz ele.
Fonte: MAC







outubro 30th, 2010 em 2:14 am
Vamos ser sinceros?
A maioria dos funcionários tem uma postura imprudente ou ambivalente quando se trata da segurança a bordo de navios ou plataformas onde trabalham.
Sabemos que as práticas e atitudes de risco são rotineiras na atividade maritima. Muitas delas podem ser evitadas, outras não.
outubro 30th, 2010 em 7:53 am
Excelente artigo.
Fiz um comentário acima, no outro post, que deveria também ser postado aqui
Sei que há uns anos atrás um Comandante da Transpetro,na Bacia de Campos, depois de manobras de atracação seguida de operação e desatracação, fundeou o navio para a sua tripulação poder dormir.
O comandante, tem de impor a sua autoridade.
Breno Bidart
outubro 30th, 2010 em 2:58 pm
Segurança em primeiro lugar!