por Erik Azevedo
Assim começa o artigo do Lloyd’s List, “Vale’s fleet ambitions loaded with super-sized risks”, o artigo foi escrito por, Michelle Wiese Bockmann, da qual argumenta que apesar do crescimento dos negócios da mineradora, esta operação é altamente arriscada.
Vou fazer explanação, sobre a CVRD, e sua ligação história com a navegação, e volto mais à baixo com as opiniões da Senhora Bockmann.
A Vale hoje é a segunda maior mineradora do mundo, só perdendo para Britânica-Australiana, BHP Billington, que possui frota própria desde muito tempo. Já a Vale vem entrando no ramo dos transportes apenas agora, pois quando se chamava CVRD, e pertencia ao governo federal ela possuía uma grande frota sob à bandeira da Docenave*, porem com sua “doação”, pelo governo FHC, a primeira atitude da nova administração foi aniquilar, e findar com o braço de navegação da companhia, passando quase todos seus navios pra o grupo norueguês, Bergesen d.y. ASA atual BW, se tornando logo a maior frota de navios Ore Carrier do mundo, tanto que o navio Berge Stahl* é de propriedade deles mas construído em parceria com a CVRD, juntamente com os navios Docefjord, e Tijuca (os maiores já construídos no Brasil).
A CVRD então privada, errou feio com a venda à preço de banana de sua frota no fim de 1999, pois logo mais à frente os preços dos fretes no mercado subiram mais de 300%, fazendo com que o preço do minério ficasse mais baixo do que o valor do frete, tornando quando impeditiva à exportação para Ásia.
*A Docenave, encomendou mas a Bergesen d.y. operou os dois maiores navios já construídos no brasil e jamais tripulados por brasileiros, o Tijuca e o Docefjord.
O Gigante Docefjord de 310.000 tons, foi construído no Brasil nos anos 80, porem jamais arvorou bandeira brasileira.
Atualmente ele se chama BW Fjord.
.
.
*O ULOC – Berge Stahl, o maior graneleiro atualmente em atividade com quase 365 mil toneladas, arvorando a bandeira da noruega.
Agora a Vale volta com um pesado investimento, que envolve mais de 10 bilhões de dólares, porem grande parte disto será investido na construção de nada menos do que 33 navios mega graneleiros em duas classes.
A primeira classe serão navios com 362 metros, ou seja serão navios gigantescos de 400 mil toneladas cada, navios do porte ULOC-Ultra Large Ore Carrier.
Encomendados em 4 estaleiros, 2 na Coreia do Sul e 2 na China.
Porem notem que apenas um navio teve sua construção iniciada os demais somente em 2011 e 2012, bem até lá muita coisa pode ocorrer.
Vejam só na lista de encomendas, notem que há 2 navios de bandeira brasileira, porem isto ainda não significa que permaneceram arvorando ela, pois até lá pode ocorrer como foi antes, metade destes navios estava programado para sair com bandeira brasileira, porem agora vemos que a empresa já optou por arvorar Singapura.
| Vessel Name | Built | Flag | Shiptype | Loa | Foto | Status |
| DAEWOO 1201 | 2011 | Singapura | Ore Carrer | 362 | Under Construct | |
| DAEWOO 1202 | 2011 | Singapura | Ore Carrier | 362 | On Order | |
| DAEWOO 1203 | 2011 | Singapura | Ore Carrier | 362 | On Order | |
| DAEWOO 1204 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 362 | On Order | |
| DAEWOO 1212 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 362 | On Order | |
| DAEWOO 1213 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 362 | On Order | |
| DAEWOO 1214 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 362 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1105 | 2011 | Singapura | Ore Carrier | 360 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1106 | 2011 | Brasil | Ore Carrier | 360 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1107 | 2011 | Brasil | Ore Carrier | 360 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1108 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 360 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1109 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 360 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1110 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 360 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1111 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 360 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1112 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 360 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1113 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 360 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1114 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 360 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1115 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 360 | On Order | |
| JIANGSU RONGSHENG 1116 | 2012 | Singapura | Ore Carrier | 360 | On Order |
Outra tabela mais detalhada das encomendas em ordem, apenas 1 navio tem nome, os demais são apenas numero de série.
| LR/IMO Ship No | Vessel Name | Built | Gross | Dwt | Shiptype | Operator | Status |
| 9488918 | DAEWOO 1201 | 2011 | 200,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | Under Construction |
| 9572329 | DAEWOO 1202 | 2011 | 200,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9572331 | DAEWOO 1203 | 2011 | 200,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9572343 | DAEWOO 1204 | 2012 | 200,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9593919 | DAEWOO 1212 | 2012 | 200,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9593957 | DAEWOO 1213 | 2012 | 200,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9593969 | DAEWOO 1214 | 2013 | 200,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9522972 | JIANGSU RONGSHENG 1105 | 2011 | 201,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9532513 | JIANGSU RONGSHENG 1106 | 2011 | 199,300 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9532525 | JIANGSU RONGSHENG 1107 | 2011 | 199,300 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9532537 | JIANGSU RONGSHENG 1108 | 2012 | 201,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9532549 | JIANGSU RONGSHENG 1109 | 2012 | 201,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9532551 | JIANGSU RONGSHENG 1110 | 2012 | 201,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9532575 | JIANGSU RONGSHENG 1111 | 2012 | 201,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9532587 | JIANGSU RONGSHENG 1112 | 2012 | 201,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9532599 | JIANGSU RONGSHENG 1113 | 2012 | 201,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9532604 | JIANGSU RONGSHENG 1114 | 2012 | 201,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9532616 | JIANGSU RONGSHENG 1115 | 2012 | 201,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
| 9532628 | JIANGSU RONGSHENG 1116 | 2012 | 201,000 | 400,000 | Ore Carrier | Vale SA | On Order/Not Commenced |
Aproveitei o gancho e trago aqui para desvendar toda a cortina de fumaça sobre a nebulosa subsidiária da Vale, a Seamar que hoje conta com uma grande frota de navios de segunda mão, porem novos para os padrões nacionais, e gerenciados por outros armadores, mas tal frota esta em nome de Vale.
Notem a tabela logo abaixo com todos os navios da Seamar/Vale, atualmente toda frota esta gerenciada por Singapura, e não mais no Brasil.

- ORE GUAIBA Registered owner SEAMAR SHIPPING CORP – Care of Companhia Vale do Rio Doce Vale , Avenida Graca Aranha 26, Castelo, Rio de Janeiro RJ, 20030-000, Brazil. DWT : 169.147 Type of ship : Bulk Carrier Year of build : 1999 Flag : Liberia
Teremos mais 4 navios encomendados de 180 mil toneladas cada, notem que todos tem nomes em português:
Voltando ao artigo do Lloyd’s List, a senhora Bockmann continua:
Um dos maiores produtores mundiais de minério de ferro quer estender seu domínio muito além da logística, minas e portos, para os Oceanos, com um investimento de US $ 10 bilhões, que inclui encomendas para 33 dos maiores graneleiros (já batizados de Chinamax, porem grande parte será construída na Coreia do Sul), já construídos. Mas estes números congelaram nos 33?
Mas um e-mail, parecendo ser coisa de “dia primeiro de Abril”, deu o que falar neste ano, a fonte: pretendendo ser da Vale, direto do seu presidente, o Senhor Roger Agnelli, trouxe rizadas nos rostos dos cépticos armadores e operadores Europeus, a quem foi endereçado.
A gigante mineradora brasileira estava negociando com estaleiros asiáticos e seus parceiros de contratos de afretamento em cancelar alguns dos 33 navios minerios gigantes que tinha encomendado, assim estava escrito no e mail. A Vale sempre foi muito rígida com os futuros clientes.
Mas quem realmente vai rir por último? Os céticos dizem que o maior programa do mundo de construção de frotas em curso, atualmente pela Vale, que é a segunda maior empresa de mineração no mundo, é economicamente inviável. Os navios são tão grandes que terminais (portos) devem ser construídos para poder recebe los, pois hoje não há portos capazes de receber navios para minério de 400 mil toneladas, e o risco financeiro da operação devido as taxas de juros é muito alto. Outros observam que a posição dominante da Vale, no mercado de graneis na China, dá nenhuma escolha à mais para embarcar minério para suas próprias embarcações, ou seja tirando a China a Vale irá ficar com os navios parados.
Mas se a jogada da Vale com as siderúrgicas chinesas, pode fazer com que os armadores europeus, percam o lucrativo negócio do transporte de minério.
“É um grande risco”, diz um presidente de uma conhecida consultoria marítima à respeito dos planos da Vale. “Estes navios quando foram encomendados o mercado estava no pico. Se permanecermos com os números atuais pelos próximos 15 anos, o financeiro da Vale irá dizer, ‘quem teve a ideia de encomendar estes navios? Por que pagamos 25US$ por tonelada se poderíamos pagar 13 US$ por tonelada no mercado spot?’”.
Então quais são os custos envolvidos? Segundo o Lloyd’s List, estima se que os custos com uma frota própria de navios VLOC da Vale apenas dedicada no transporte entre o Brasil x China, chegaria ao ponto de equilíbrio nos custos em 19 US$ à tonelada(frete). Já outras fontes sugerem que o ponto de equilíbrio, poderia chegar mais alto, em torno de 23 à 25 US$ à tonelada.

- O ore carrier – Arcturus, hoje atual Ore Brucutu, da Vale, de 250 mil toneladas, é um dos mais velhos da frota de 1986
Não só somente os executivos da Vale quem não concordam em dar entrevistas para o Lloyd’s List, mas também os clientes da Vale também tem se esquivado de perguntas.
“Eu não posso nem receber vocês”, palavras de um executivo sênior da Vale para o Lloyd’s List. “Eles fazem tudo em segredo, não querem que ninguém tome conhecimento dos seus negócios”.
Uma equipe chave de executivos havia terminado uma rodada de negociações com armadores, e corretores de navios, durante os últimos 18 meses, vendendo este grande e belo conceito de transporte. Alguns compraram a ideia como a Oman Shipping, STX Pan Ocean, Anangel Maritime, e BW Group estão entre os que decidiram construir navios VLOC, e afreta los por longo prazo (até 25 anos).
A lógica que a Vale vem trazendo é um retorno ao modelo de empresa de navegação industrial, da qual obviamente deixou empresas de petróleo e mineradoras embaraçadas nos anos 70.
Fretes acima de US $ 40 por tonelada “praticamente eliminariam a nossa rentabilidade”, admitiu um executivo a investidores, em agosto de 2009.
Mas com o resfriamento da economia global isso moderou o superciclo de granéis sólidos, que estava à níveis insustentavelmente altos. A frota de graneleiros também tem crescido rapidamente nos últimos dois anos, retirando o calor desses diferenciais de frete de minério de ferro, reduzindo os custos com o transporte do minério de ferro australiano na viagem para a China, que estão à 6 dólares por tonelada, ou US $ 11 mais barato do que do Brasil.
“Se faz todo o sentido, isso depende de quanto são seus custos”, disse Nikos Nomikos, diretor da Cass Business School. “É totalmente dependente do momento da sua compra e ao preço que você paga, e o montante da dívida.”
| DWT : | 200.692 | |
| Type of ship : | Ore Carrier | |
| Year of build : | 1986 | |
| Flag : | Liberia |
Números e mais números
Porem a Vale nunca divulgou essa informação. A divulgação de uma breve nota ao público surgiu em 2007, quando o chefe da divisão de metais ferrosos José Carlos Martins disse que o custo de usar VLOCs foi de US $ 12 por tonelada, ou 30% mais barato do que um Capesize convencional.
Mas há mais a acrescentar a este número do título. Custos de financiamento têm de ser incluídos, e estes custos somam cerca de 40.000 dólares por dia, como a Vale tem delineado a potenciais clientes, de acordo com aqueles familiarizados com a estrutura do negócio.
Os VLOC’s consomem 108 toneladas diárias de bunker, custando 47.500 dólares assumindo um preço de 440 dólares por tonelada. Além disso, há despesas portuárias para a viagem de regresso – estimado em 220 mil dólares – bem como as comissões e outros custos operacionais em cerca de 8.000 dólares por dia.
Os VLOCs irão embarcar minério de ferro do Brasil para a Ásia, porem devem fazer a viagem de regresso em lastro. Isso levaria cerca de 80 dias, permitindo que, 32 dias navegando em cada sentido, mais carregamento e descarregamento nos terminais, mais tempo em filas.
Com estes custos diários calculados e, em seguida, divididos ao longo do período de viagem, eles chegam a um valor de equilíbrio de caixa muito pesado, em cerca de $ 19 dólares por tonelada.
“A história é como na moda. Certas coisas voltam depois 20 anos, e as pessoas pensam que é novidade, mas elas não são novidade “, disse um experiente vistoriador, em um grande estaleiro.“Havia razões pelas quais este conceito de navio VLOC, que já foi experimentado antes e não havia razões para existir, e no final do dia, eles [os grandes navios] se tornarem elefantes brancos. Ou esses navios se tornarão elefantes brancos e poderão começar à contabilizar os prejuízos, ou o mercado de navios capesize convencionais ficará limitado. Façam as suas apostas “.
____________________________________________________________________
Dados
A Vale divulga apenas uma nota dizendo, que havia encomendado 33 navios conhecidos como Very Large Ore Carriers, e precipitadamente “batizados” como Chinamaxes, encomendados em 4 diferentes estaleiros na Coreia do Sul e China.
A Vale adquire 13 Very Large Crude Carrier -VLCC ( para transporte de Óleo cru), da qual estão sendo convertidos em Graneleiros, e anuncia a compra de 20 navios Capesize de segunda mão, e todos já com contratos de afretamento por 20 anos, operados por agencias.
A Vale espera que em 2014, tenha mais de 55 navios empregados exclusivamente para ela.
Ela espera que o primeiro VLOC, com 400 mil toneladas, comece a operar na linha Brasil x China, em Maio de 2011.
Ela planeja usar seus VLOC’s entre pontos de distribuição, que serão construídos em, Qingdao-China; Sohar-Oman; Teluk Rubiah-Malaysia: e possivelmente entre portos de Mosambique e Indonesia.
Chinamax, não se refere a porte de navios nem limitações e sim apenas, um meio para designar os navios gigantes que farão esta linha dedicada.
Referencias: Lloyd’s List, Shipspotting, e com a colaboração do leitor, Rafael Ferreira Viva.





















outubro 22nd, 2010 em 6:35 am
Parabéns Erik.
Sua matéria é exelente rica em detalhes,didática,não canso de dizer que vc é um dos futuros homens lideres da nossa Marinha Mercante.
Peço sua permissão para dar destaque ao seguinte texto.
A Vale hoje é a segunda maior mineradora do mundo, só perdendo para Britânica-Australiana, BHP Billington, que possui frota própria desde muito tempo. Já a Vale vem entrando no ramo dos transportes apenas agora, POIS QUANDO SE CHAMAVA CVRD, E PERTENCIA AO GOVERNO FEDERAL ELA POSSUÍA UMA GRANDE FROTA SOB À BANDEIRA DA DOCENAVE*, POREM COM SUA “DOAÇÃO”, PELO GOVERNO FHC, A PRIMEIRA ATITUDE DA NOVA ADMINISTRAÇÃO FOI ANIQUILAR, E FINDAR COM O BRAÇO DE NAVEGAÇÃO DA COMPANHIA, PASSANDO QUASE TODOS SEUS NAVIOS PRA O GRUPO NORUEGUÊS, BERGESEN D.Y. ASA ATUAL BW, SE TORNANDO LOGO A MAIOR FROTA DE NAVIOS ORE CARRIER DO MUNDO, TANTO QUE O NAVIO BERGE STAHL* É DE PROPRIEDADE DELES MAS CONSTRUÍDO EM PARCERIA COM A CVRD, JUNTAMENTE COM OS NAVIOS DOCEFJORD, E TIJUCA (OS MAIORES JÁ CONSTRUÍDOS NO BRASIL).
Muito se tem falado sobre Marinha Mercante e politicas futuras para a mesma,peço encarecidamente que os estimados colegas prestem atenção ao destaque dado ao texto,tirem suas Conclusões,sem politicagem,mais em fatos comprovados.E agora José!
outubro 22nd, 2010 em 6:53 am
Eita, tá lá o Docecape. Minha primeira viagem pro far-east!!!!! Minério em Vitória, abastecimento em Singapore, descarga em Kashima, e o Zico ainda jogava lá (putz…. to ficando velho), descíamos para o nordeste australiano, Dalrimple Bay, e carvão para Vitória via Cape Hornes com direito a ortodrômica. Capitão Pedro Podboy, Imto Moisés Hora Santos, 1ON Gilmar, Chefe Olavo, Segundo Zé Boi, e os terceiros, putz…. fugiu da memória. Abraços para a galera!
outubro 22nd, 2010 em 7:36 am
Matéria excelente. Deve ter dado um trabalhão. As fotos devem trazer lembranças aos colegas que tripularam esses navios.
A Vale pegou uma grana com um Banco Chinês para a construção de vários navios da Classe Chinamax. Todos eles serão construidos na China.
E o Brasil?
O Brasil ficou chupando dedo nessa historia.
Parabéns Erik!!
outubro 22nd, 2010 em 6:37 pm
Que maravilha de materia Erik,
Parabens texto impecavel, fotos de tirar o folego pra quem gosta desses monstros!
Nos resta saber se nossos marinheiros Brasileiros terao o previlegio de embarcar em um desses???
Abraços
outubro 22nd, 2010 em 7:33 pm
Lembro de ja ter visto o “Tijuca” em São Sebastião, descarregou petróleo por lá, na época tinha o casco vinho e a superestrutura verde, parecido com os bergesen, mas em tons mais fortes, era lindo o navio.
outubro 22nd, 2010 em 7:49 pm
SAIU NA MÍDIA ESSA SEMANA:
– Presidente LULA se reuniu com o BRADESCO e exigiu a substituição do Presidente da Vale Sr. ROGER AGNELLI após as eleições Presidenciais.
Pessoalmente, acredito que se o Governo continuar em mãos do PT haverão mudanças em relação à Frota de Graneleiros da Vale.
A insatisfação de LULA com Agnelli surgiu justamente quando esses navios foram “contratados” na China e o Presidente declarou sua insatisfação em uma solenidade há pouco tempo atrás.
Gostaria de fazer uma observação pessoal:
Hoje em dia os Chineses estão “comendo na mão” da Vale. Esses “Super Navios” ao serem construidos sómente serão lucrativos se a demanda de minérios pra China for mantida.
Se a China passar a depender menos de minérios ou encontrar novas fontes de fornecimento a relação China/Vale hoje favorável à Vale poderá se reverter e a VALE passará a “comer na mão” dos chineses pois toda essa Frota que está sendo construída não terá Mercado para transporte fora da Rota Brasil/China.
É ver para crer…
outubro 22nd, 2010 em 8:30 pm
Boa tarde!
1. A insatisfação de Lula surgiu usando como pretexto o fato de que estes navios não estão a ser construídos no Brasil. Noto que o País não tem, no momento, e de forma geral, capacidade para competir com os chineses em construção naval, menos ainda em navios deste tamanho.
2. Sua análise sobre o que chamo “a grande aposta da Vale” está correta, na minha opinião, e converge para o entendimento da autora do texto. De qualquer modo, fará parte da história do transporte marítimo mundial…
outubro 22nd, 2010 em 8:47 pm
Verdade Alexandre.
Não temos condiçoes de competir. Por isso o Lula mandou essa… quem não entende de Marinha Mercante, acredita na mentira.
outubro 22nd, 2010 em 8:43 pm
Bem lembrado Godoy. Lembro que o Presidente Lula não gostou da atitude da Vale em construir navios na China.
outubro 22nd, 2010 em 8:08 pm
SAIU TAMBÉM NA MIDIA:
” Vale do Rio Doce vendeu todo o seu sistema de Produção de Alumínio no Pará para a Estatal Norueguesa Statoil Hidro ”
Parece que a estreita relação Vale/Noruega não se limita só a Navios…agora a Produção de Alumínio que era nossa, do Brasil ,passou a ser, também dos “Noruega”.
outubro 22nd, 2010 em 8:46 pm
VIVA A PRIVATIZAÇÃO!!!!!!!
outubro 22nd, 2010 em 9:16 pm
A privatização tem um lado bom e um lado ruim. Concorda?
Abraço
outubro 22nd, 2010 em 8:48 pm
Que bom!!
“Brasil, um pais de TODOS.” (Lula)
“Nunca antes neste pais…” (Lula) essa frase é a melhor…risos..
outubro 22nd, 2010 em 11:08 pm
É hora de cobrar do PSDB a doação da vale.
Votem em Serra aí já doa a petrobrás também.
Se não fosse o PSDB o Brasil ia construir esses navios.
Breno Bidart
outubro 22nd, 2010 em 11:31 pm
A questao dos graneleiros novos da Vale esta inserida em uma estrategia um pouco mais complexa.
A Vale nao esta encomendando apenas os Navios. Ela tambem esta construindo centros de distribuicao de minerios na Asia. O 1o é em Oman, ja roda esse ano, o 2o na Malasia, para daqui ha anos. Ela tb queria fazer um na China, mas os chinas que nao sao bobos estao fazendo jogo duro.
A ideia é travar toda a logistica de ferrosos nas maos da empresa. Assim, mesmo com a compra de jazidas em outros lugares pelos chinas (ex MG e Chile) essas teriam custo mais altos que o produto da Vale.
Claro que pode dar cagada, se a demanda cair ela vai ficar micada nesses navios, nos centros de distribuicao nas usinas de pelotizacao (3 nova em 4 anos- 1 em oma e 2 no Brasil)
Sobre a compra dos navios na china sao 2 fatores. 1 a capacidade e preco dos estaleiros nacionais. 2 Alem do gov brasileiro, ela tb tem que fazer afago nos chinas.
outubro 23rd, 2010 em 2:00 am
Sim Andrade, a Vale so enxerga números.
Navios para ela são apenas shuttle’s, não importa o nome, nem a bandeira, o objetivo dela é make money e nada mais.
Enquanto isso restarão as crateras nas Minas Gerais, os salários baixos nas usinas, e doenças pulmonares nas regiões em que ela opera, e enquanto isso o povo fica à ver navios, com bandeira de Singapura, lá da praia de Camburi toda barrenta, que nem serve para o banho.
As pessoas talvez não saibam, mas as empresas quando são constituídas tem como objetivo legal e moral, ter responsabilidade com a sociedade, e não com seus investidores, por isso se chama de capital social.
Concordo que o governo onera pesado, e atrapalha os negocios com burrocracia e politicagem infantil e safada, mas isto não desobriga as empresas principalmente as nacionais de seu dever com o povo local.
Aqui não é China, …bem ainda não.
outubro 22nd, 2010 em 11:40 pm
Bidart, os graneleiros seriam feitos aonde? A que custo? Se a Vale nao fosse privatizada ela ainda operaria apenas Tubarao e Sao Luis. Depois da privatizacao é que ela se expandiu na tabela periodica e no mapa mundi.
Uma meidda bo é o seguinte. Compara a evolucao do valor de mercado da vale vs empresas comparaveis desde 1997 (xstrata, BHP, Anglo) e a da petrobras (Texaco, Shell, BP).
Acabei de fazer isso no yahoo finance. Comparei Petrobras (PZE) Exxon (XOM) e vale vs BHP.
A petrobras desvalorizou 20% e a Exxon valorizou 50%. A Vale valorizou 1400% e a BHP 500%. Que voce acha?
outubro 22nd, 2010 em 11:56 pm
Uau.
Andrade.
VC deveria estar dando cosultoria.
Não acho nada, estou aprendendo.
Abraço
Breno Bidart
outubro 23rd, 2010 em 12:17 am
OLA A TODOS ESSES NAVIOS DA VALE TEM BRASILEIROS A BORDO,OU SÃO OPERADO POR ESTRANGEIROS.
outubro 23rd, 2010 em 1:50 am
100 % Polacos, Ucranianos, Gregos, Filipinos e Indianos.
E 0% Brasileiros a bordo.
outubro 23rd, 2010 em 2:11 am
0% Brasileiros?? Isso tudo?
Que bom! Brasil, um pais de todos! Nunca antes neste pais…
outubro 22nd, 2010 em 11:45 pm
Pena que o $indimar briga so por ele mesmo meu Nobre Capitão.
DPC nem sabe direito oque é um VLOC…que dirá um ULOC.
Enfim vamos ser francos, estamos numa canoa em termos de instituições, qualquer governo que seja que for vencer, tem que reconstruir uma estrutura toda nova formada com gente comprometida, e que entenda de verdade do negocio chamado Industria Marítima.
outubro 23rd, 2010 em 2:36 am
“VALE QTO PESA”…?
Sócios Majoritários da Vale: Previ(Bco Brasil) e Bradesco
– Presidente Lula quando se pronuncia o faz em nome da PREVI-FUNDO DE PENSÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO BB e do BNDESPAR o qual se não me engano financiou a Privatização e mantém uma Participação Minoritária na Vale.
Em um outro pronunciamento o Presidente Lula afirmou que exportar minério “in natura” sem nenhum valor agregado não seria um bom negócio pro Brasil a longo prazo e exortou o AGNELLI-Presidente da Vale- a investir mais na produção de Aço e assim agregar valor às exportações da Vale.
– Assim que se tornou pública a Construção dos Chinamax o Presidente Lula parece que perdeu a paciência e exigiu do Bradesco a saída do Agnelli…é ver pra crer!!!
outubro 23rd, 2010 em 4:15 am
O Lula teve 8 anos para nacionalizar a Vale, mas nada fez.
outubro 23rd, 2010 em 7:00 am
Esse papo que não tem brasileiro querendo embarcar nesses ou em outros navios de linha convencionais e sim no offshore já faz parte de outros argumentos, tais como salários, regimes de embarque, etc. Mas, se um pequeno percentual de toda essa dinheirama for investido em quem irá realmente fazer a coisa funcionar, ai sim, veríamos gente interessada aparecer. Mesmo com toda tecnologia aposto que esses navios não são operados remotamente, ou seja, precisam ser tripulados por pessoas!
Como foi falado, tudo isso envolvem boas políticas. É preciso que os nossos governantes se preocupem de fato com os seus representados. E, que esses, no momento, apenas expectadores, se pronunciem perante essa estória toda, ou será que vamos tão somente ver o bonde passar?
outubro 23rd, 2010 em 7:04 pm
Mas foi exatamente o que eu disse! Sds.Adriano, comente mais! As opiniões de vcs. são muito importantes! Abçs.
outubro 23rd, 2010 em 3:13 pm
O Lula entende de tudo heim, é um genio, até palpite em como exportar ele dá, só faltava nacionalizar as empresas que agora ostentam esse “status”, pq antes eram cabides de emprego, se fizer coloca a economia internacional brasileira em jogo.
Eles mesmos citam a privatização da embraer como se fosse algo ruim, hj a empresa é uma das líderes mundiais, e a Vale ta certa em enconmendar navios fora, empresa tem q ganhar dinheiro se vcs forem administrar uma empresa pensando em patriotismo quebrariam, a propria petrobras tem uma porrada de navio no seu quadro q n tem nada v com o Brasil.
Aliás… os amantes do sr molusco, citem por favor outra empresa pública brasileira que tenha um grande perfil.
A campanha da Dilma parece uma banda de uma música só, como se o governo fosse o único responsável pela empresa ter melhorado.
Fora q a campanha da Dilma é mentirosa, falando q o Brasil voltou a ser uma das potencias da construção naval… isso é uma piada de mal gosto, isso pq nossa construção naval se resume a offshore os navios nem foram concluídos, se fossem navios mesmo seríamos o maior construtor naval de toda a galáxia (segundo eles).
Aos poucos estão querendo até controlar a imprensa, e se conseguirem aí sim acharemos esse o maior governo da história desse país, pois sem informação imparcial vai rolar de tudo.
Vamos eleger o pessoalzinho da turma do Hugo Chavez, Fidel, Ahmadinejad
outubro 23rd, 2010 em 7:09 pm
O problema está aí! Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come! O que fazer? Votar em branco, jamais! Anular, nunca, esse direito foi conquistado a duras penas! Drama de consciência! Há que pensar no futuro de nossas famílias e escolher o menos pior com relação a esse futuro. SDS. MERCANTES.
outubro 23rd, 2010 em 7:25 pm
Falou e disse!!!
Sabias palavras!
outubro 23rd, 2010 em 7:24 pm
Vou citar hein… CORREIOS… kkkkkkkkkkkkkkk
Você esta coberto de razão Rafael. Sou brasileiro, amo o meu Brasil, e independendo de partido.. afirmo que o Lula adora fazer tempestade em copo dagua.
“Nunca antes neste pais….” essa é a frase predileta dele.
Fanfarrão!!
outubro 23rd, 2010 em 9:22 pm
As fotos desse post são fabulosas.
outubro 24th, 2010 em 1:59 am
Deu trabalho encontrar estes navios…
outubro 24th, 2010 em 2:56 am
SAIU NA MÍDIA HOJE:
– Promessas de Dilma Roussef: Prometeu REVER o marco regulatório da MINERAÇÃO…
“O marco regulatório brasileiro precisa ser compatibilizado com os padrões internacionais porque a exportação in natura afeta estados como Minas Gerais, Pará, Bahia e Espirito Santo”
***Jornal Estado de São Paulo, página A14, 23/10/2010
– O minério “in natura” é exportado após provocar danos ambientais e gerar pouca receita nesses estados já que não passa por nenhum processo de beneficiamento após sua extração.
outubro 24th, 2010 em 7:42 pm
Excelente noticia. Se ela vencer as eleiçoes…
outubro 24th, 2010 em 6:50 am
Esses navios têm que voltar a ostentar o pavilhão do Brasil. Acho isso uma questão de soberania nacional. Vamos cobrar o que é nosso!
Esse país precisa de uma sacudida! Do jeito que esse tal presidentezinho Agneli já está na corda bamba, um protesto contra essas decisões animalescas viria em boa hora. Aliás, faz tempo que não sei de mais nenhuma grande mobilizacão da nossa categoria em prol de algo plausível e de grande monta. Creio que reinvidicar os navios da antiga Docenave, que voltem a pertencer de fato a nós brasileiros, seria um ato bastante oportuno. Pelo que foi exposto até parece que a Vale já é pau-mandado da China. Na verdade ao Brasil só sobra mesmo é a poluicão deixada pela Vale.
Acredito na massa mobilizadora que esse país tem. Vamos reunir os sindicatos dos mineradores com a nossa APMM e reinvidicar o que é nosso! Os navios existentes que voltem para os marítimos brasileiros e os que serão construídos que o sejam em sua maioria feitos por aqui.
Não permitamos essa evasão de divisas da nossa pátria. Se os políticos não dão a mínima, nós, brasileiros, temos que tomar à frente e brigar pelo que saiu da nossa terra! É como se a Vale tornasse um filho desgarrado, mas, como diz o ditado: “o bom filho à casa torna!”.
outubro 24th, 2010 em 7:43 pm
Concordo contigo. Precisamos de navios com a nossa bandeira. Precisamos de uma Marinha Mercante Forte e bem tripulada.
outubro 27th, 2010 em 2:47 am
Para obtermos navios com nossas bandeiras, ainda teremos muitosss anos de politicagem pela frente, pois infelizmente isto é o que prevalece, não só em nosso país como em outros. Mais eu acredito que este conceito esteja mudando, pois a nossa construção naval vem crescendo muito com embarcações, temos aí a Nuclep, Transpetro entre outras.
Com a era pré-sal talvez as coisas mudem, já que vai mexer no bolso de todos. O lamentável disto tudo e termos a mão de obra e mercado, e não sermos valorizado a tal ponto.
outubro 27th, 2010 em 7:00 pm
Sobre os debatess soobre a contruçao destes navios em estaleiros estrangeios, atentar ao detalhe que quantos estaleiros nacionais teriam carreira para estas embarcações, quanto custaria cada um e qto tempo levaria
Lembrar que msmo que todos possuissem capacidades para ULOC´s, o que não é, do mesmo jeito seria apenas uma carreira por estaleiro
Tão construindo aqui, tão, a Transpetro e alguns outros, mas a que custo e demorando quanto tempo ? cade o AS Suape casco 002, por exemplo ?
Quanto a serem liberianos e guarnição estrangeira é uma pena, me parece que o Doceby e o Doceriver ja não possuem mais guarnição nacional ja ha um bom tempo (mas não tenho certeza)
o Docecape ja foi vendido para armadores xinelicos
Abs
Marcelo
dezembro 8th, 2010 em 6:49 pm
O simples fato de poder ver as fotos do Docefjord e Tijuca me deixa muito feliz, pois foi justamente a época em que eu era estagiário na Ishibras e participei ativamente de muitos testes em equipamentos nos dois navios em 1986 e 1987. Parabéns pela publicação e espero que outros colegas dos milhares que trabalhavam naquele grande estaleiro possam também ter visto estas informações.
dezembro 8th, 2010 em 8:08 pm
Obrigado amigo, e por favor ajude a divulgar esta noticia, também vejo com carinho as fotos destes belos navios, foram os maiores já construídos no Brasil.
Um tapa de luva em quem diz que não temos condições.
dezembro 9th, 2010 em 11:00 am
Complemento meus comentários dizendo a voce, que pouco antes da entrega dos dois navios da Vale, a Ishibras tinha acabado de entregar o Lloyd Atlântico que tinha um gêmeo (Lloyd Pacífico) produzido no Japão. Na ocasião, foi divulgado que a comparação dos dois demonstrou que nossa mão de obra foi melhor. Isto foi mais um orgulho para os brasileiros.
Um grande abraço
dezembro 6th, 2011 em 7:29 pm
Misael Berdeide, será que para nacionalizar dependeria somente do Lula ou da Justiça? Você sabe quantos processos sobre a privatização o FHC perdeu na jusiça? Que eu saiba, nenhum. É muito triste.