“Vale” – Frota ambiciosa carregada com super risco

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por Erik Azevedo

Repare a chaminé do navio

Assim começa o artigo do Lloyd’s List, “Vale’s fleet ambitions loaded with super-sized risks”,  o artigo foi escrito por, Michelle Wiese Bockmann, da qual argumenta que apesar do crescimento dos negócios da mineradora, esta operação é altamente arriscada.

Vou fazer explanação, sobre a CVRD, e sua ligação história com a navegação, e volto mais à baixo com as opiniões da Senhora Bockmann.

A Vale hoje é a segunda maior mineradora do mundo, só perdendo para Britânica-Australiana, BHP Billington, que possui frota própria desde muito tempo. Já a Vale vem entrando no ramo dos transportes apenas agora, pois quando se chamava CVRD, e pertencia ao governo federal ela possuía uma grande frota sob à bandeira da Docenave*, porem com sua “doação”, pelo governo FHC, a primeira atitude da nova administração foi aniquilar, e findar com o braço de navegação da companhia, passando quase todos seus navios pra o grupo norueguês, Bergesen d.y. ASA atual BW, se tornando logo a maior frota de navios Ore Carrier do mundo, tanto que o navio Berge Stahl* é de propriedade deles mas construído em parceria com a CVRD, juntamente com os navios Docefjord, e Tijuca (os maiores já construídos no Brasil).

A CVRD então privada, errou feio com a venda à preço de banana de sua frota no fim de 1999, pois logo mais à frente os preços dos fretes no mercado subiram mais de 300%, fazendo com que o preço do minério ficasse mais baixo do que o valor do frete, tornando quando impeditiva à exportação para Ásia.

*A Docenave, encomendou mas a Bergesen d.y. operou os dois maiores navios já construídos no brasil e jamais tripulados por brasileiros, o Tijuca e o Docefjord.

Notem as novas cores na chaminé do “Docecape”, foto: Cesar T Neves

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O Gigante Docefjord de 310.000 tons, foi construído no Brasil nos anos 80, porem jamais arvorou bandeira brasileira.

Atualmente ele se chama BW Fjord.


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Ore Carrier Tijuca, é um VLOC – Very Large Ore Carrier , bem como seu navio  gêmeo o Docefjord ambos com 310 mil toneladas, foram os maiores navios já construídos no Brasil, hoje ele se chama BW Vick.


*O ULOC – Berge Stahl, o maior graneleiro atualmente em atividade com quase 365 mil toneladas, arvorando a bandeira da noruega.

Agora a Vale volta com um pesado investimento, que envolve mais de 10 bilhões de dólares, porem grande parte disto será investido na construção de nada menos do que 33 navios mega graneleiros em duas classes.

A primeira classe serão navios com 362 metros, ou seja serão navios gigantescos de 400 mil  toneladas cada, navios do porte ULOC-Ultra Large Ore Carrier.

Encomendados em 4 estaleiros, 2 na Coreia do Sul e 2 na China.

Porem notem que apenas um navio teve sua construção iniciada os demais somente em 2011 e 2012, bem até lá muita coisa pode ocorrer.

Vejam só na lista de encomendas, notem que há 2 navios de bandeira brasileira, porem isto ainda não significa que permaneceram arvorando ela, pois até lá pode ocorrer como foi antes, metade destes navios estava programado para sair com bandeira brasileira, porem agora vemos que a empresa já optou por arvorar Singapura.

Vessel Name Built Flag Shiptype Loa Foto Status
DAEWOO 1201 2011 Singapura Ore Carrer 362 Under Construct
DAEWOO 1202 2011 Singapura Ore Carrier 362 On Order
DAEWOO 1203 2011 Singapura Ore Carrier 362 On Order
DAEWOO 1204 2012 Singapura Ore Carrier 362 On Order
DAEWOO 1212 2012 Singapura Ore Carrier 362 On Order
DAEWOO 1213 2012 Singapura Ore Carrier 362 On Order
DAEWOO 1214 2012 Singapura Ore Carrier 362 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1105 2011 Singapura Ore Carrier 360 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1106 2011 Brasil Ore Carrier 360 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1107 2011 Brasil Ore Carrier 360 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1108 2012 Singapura Ore Carrier 360 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1109 2012 Singapura Ore Carrier 360 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1110 2012 Singapura Ore Carrier 360 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1111 2012 Singapura Ore Carrier 360 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1112 2012 Singapura Ore Carrier 360 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1113 2012 Singapura Ore Carrier 360 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1114 2012 Singapura Ore Carrier 360 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1115 2012 Singapura Ore Carrier 360 On Order
JIANGSU RONGSHENG 1116 2012 Singapura Ore Carrier 360 On Order

Outra tabela mais detalhada das encomendas em ordem, apenas 1 navio tem nome, os demais são apenas numero de série.

LR/IMO Ship No Vessel Name Built Gross Dwt Shiptype Operator Status
9488918 DAEWOO 1201 2011 200,000 400,000 Ore Carrier Vale SA Under Construction
9572329 DAEWOO 1202 2011 200,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9572331 DAEWOO 1203 2011 200,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9572343 DAEWOO 1204 2012 200,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9593919 DAEWOO 1212 2012 200,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9593957 DAEWOO 1213 2012 200,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9593969 DAEWOO 1214 2013 200,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9522972 JIANGSU RONGSHENG 1105 2011 201,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9532513 JIANGSU RONGSHENG 1106 2011 199,300 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9532525 JIANGSU RONGSHENG 1107 2011 199,300 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9532537 JIANGSU RONGSHENG 1108 2012 201,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9532549 JIANGSU RONGSHENG 1109 2012 201,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9532551 JIANGSU RONGSHENG 1110 2012 201,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9532575 JIANGSU RONGSHENG 1111 2012 201,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9532587 JIANGSU RONGSHENG 1112 2012 201,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9532599 JIANGSU RONGSHENG 1113 2012 201,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9532604 JIANGSU RONGSHENG 1114 2012 201,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9532616 JIANGSU RONGSHENG 1115 2012 201,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced
9532628 JIANGSU RONGSHENG 1116 2012 201,000 400,000 Ore Carrier Vale SA On Order/Not Commenced

Aproveitei o gancho e trago aqui para desvendar toda a cortina de fumaça sobre a nebulosa subsidiária da Vale, a Seamar que hoje conta com uma grande frota de navios de segunda mão, porem novos para os padrões nacionais, e gerenciados por outros armadores, mas tal frota esta em nome de Vale.

Notem a tabela logo abaixo com todos os navios da Seamar/Vale, atualmente toda frota esta gerenciada por Singapura, e não mais no Brasil.

M/V Ore Tubarao - Ex Onga Maru, Ocean Champion

Ore Fazendao

ORE ITABIRA, ex Yamato

ORE GUAIBA Registered owner SEAMAR SHIPPING CORP – Care of Companhia Vale do Rio Doce Vale , Avenida Graca Aranha 26, Castelo, Rio de Janeiro RJ, 20030-000, Brazil. DWT : 169.147 Type of ship : Bulk Carrier Year of build : 1999 Flag : Liberia

Ore Vitoria, foto:Cesar T Neves

Teremos mais 4 navios encomendados de 180 mil toneladas cada, notem que todos tem nomes em português:

Voltando ao artigo do Lloyd’s List, a senhora Bockmann continua:

Um dos maiores produtores  mundiais de minério de ferro quer estender seu domínio muito além da logística, minas e portos, para os Oceanos, com um investimento de US $ 10 bilhões, que inclui encomendas para 33 dos maiores graneleiros (já batizados de Chinamax, porem grande parte será construída na Coreia do Sul), já construídos. Mas estes números congelaram nos 33?

Um Valemax, comparado à um VLOC (Very Large Ore Carrier) comum

Mas um e-mail, parecendo ser coisa de “dia  primeiro de Abril”,  deu o que falar neste ano, a fonte: pretendendo ser  da Vale, direto do seu presidente, o Senhor Roger Agnelli, trouxe rizadas nos rostos dos cépticos armadores e operadores Europeus, a quem foi endereçado.

A gigante mineradora brasileira estava negociando com estaleiros asiáticos e seus parceiros de contratos de afretamento em cancelar alguns dos 33 navios  minerios  gigantes que  tinha encomendado, assim estava escrito no e mail.  A Vale sempre foi muito  rígida com os futuros clientes.

Mas quem realmente vai rir por último? Os céticos dizem que o maior programa  do mundo de construção de frotas em curso, atualmente  pela Vale, que é a segunda maior empresa de mineração no mundo, é economicamente inviável. Os navios são tão grandes que  terminais (portos) devem ser construídos para poder recebe los, pois hoje não há portos capazes de receber navios  para minério de 400 mil toneladas, e o risco financeiro da operação devido  as taxas de juros é muito alto. Outros observam que a posição dominante da Vale, no mercado de graneis na China, dá nenhuma escolha à mais para embarcar minério para suas próprias embarcações, ou seja tirando a China a Vale irá ficar com os navios parados.

Mas se a jogada da Vale com as siderúrgicas chinesas, pode fazer  com que os armadores europeus, percam o lucrativo negócio do transporte de minério.

“É um grande risco”, diz um presidente de uma conhecida consultoria marítima à respeito dos planos da Vale. “Estes navios quando foram encomendados o mercado estava no pico. Se permanecermos com os números atuais pelos próximos 15 anos, o financeiro da Vale irá dizer, ‘quem teve a ideia de encomendar estes navios? Por que pagamos 25US$ por tonelada se poderíamos pagar 13 US$ por tonelada no mercado spot?’”.

Então quais são os custos envolvidos? Segundo o Lloyd’s List, estima se que os custos com uma frota própria de navios VLOC da Vale apenas dedicada no transporte entre o Brasil x China, chegaria ao ponto de equilíbrio nos custos em 19 US$ à tonelada(frete). Já outras fontes sugerem que  o ponto de equilíbrio, poderia chegar mais alto, em torno de 23 à 25 US$ à tonelada.

O ore carrier – Arcturus, hoje atual Ore Brucutu, da Vale, de 250 mil toneladas, é um dos mais velhos da frota de 1986

Não só somente os executivos da Vale quem não concordam em dar entrevistas para o Lloyd’s List, mas também os clientes da Vale também tem se esquivado de perguntas.

“Eu não posso nem receber vocês”, palavras de um executivo sênior da Vale para o Lloyd’s List. “Eles fazem tudo em segredo, não querem que ninguém tome conhecimento dos seus negócios”.

Uma equipe chave de executivos havia terminado uma rodada de negociações com armadores, e corretores de navios, durante os últimos 18 meses, vendendo este grande e belo conceito de transporte. Alguns compraram a ideia como  a Oman Shipping, STX Pan Ocean, Anangel Maritime, e BW Group estão entre os que decidiram construir navios VLOC, e afreta los por longo prazo (até 25 anos).

A lógica que a Vale vem trazendo é um retorno ao modelo de empresa de navegação industrial, da qual obviamente deixou empresas de petróleo e mineradoras embaraçadas nos anos 70.

A participação da Vale no mercado diminuiu no ano passado, mas ela ainda  controla cerca de um quarto do volume global de minério de ferro transportado por via marítima – que deverá chegar à 1 bilhão de toneladas em 2010. A empresa quer impulsionar  para baixo as taxas de frete do Brasil para Ásia, destino de 75% de seu minério de ferro e pelotas, usando uma frota “própria” (pois muitos navios serão fretados).
Isso ajudaria a reduzir a desvantagem do preço do minério de ferro do Brasil, em comparação com os concorrentes da Austrália, pois estão mais perto das siderúrgicas chinesas. Nos últimos três anos, a China emergiu como o maior cliente da Vale e consome dois terços de todo o comércio marítimo.
Assim Vale tem rolado os dados. Seus estrategistas têm que apostar que pelos próximos 25 anos, será mais barato e mais eficiente  transportar minério de ferro em suas próprias naves gigantes, que pelo preço em vigor na época,  seja mais competitivo do que os navios com a metade da capacidade fazem pelo mesmo preço.

“Este é o maior programa de transporte que a indústria marítima já viu”, disse um analista, quando entrevistado, porem insiste em se manter no anonimato.
No momento os fretes para navios porte Capesize no mercado spot estão em 17.50 US$ por tonelada,  estão hoje mais baixos do que o estimado, pela taxa de equilíbrio de caixa, que a os gigantes VLOC’s da Vale prometem trazer para o mercado. Além disso, mostra os derivados de negociação que os operadores antecipam taxas a médias de US $ 21 por tonelada em 2011.

Os céticos acreditam que as taxas spot em torno deste nível irão dar peso ao seu argumento, de que o conceito da Vale é impraticável.  Vale iniciou estudos sobre VLOCs em 2005, e assinou os primeiros contratos para encomendas em meados de 2008, as taxas de frete foram subindo de forma constante e chegaram aos mais altos picos em todos os tempos. Em maio de 2008, os custos da viagem do Brasil para a China foram tão elevados que chegaram à 105 dólares por tonelada, enquanto os custos da Austrália  para China foram 55 dólares mais baixos,  US$ 50 por tonelada (o frete estava mais caro do que o minério).

Fretes acima de US $ 40 por tonelada “praticamente eliminariam a nossa rentabilidade”, admitiu um executivo a investidores, em agosto de 2009.

Ore Mutuca – ex Juneau, foto: Vladimir Knyaz. em Vitoria, próximo ao Porto de Tubarão

Mas com o resfriamento da economia global isso moderou o superciclo de granéis sólidos, que estava à níveis insustentavelmente altos. A frota de graneleiros também tem crescido rapidamente nos últimos dois anos, retirando o calor desses diferenciais de frete de minério de ferro, reduzindo os custos com o transporte do minério de ferro australiano na viagem para a China, que estão à 6 dólares por tonelada, ou US $ 11 mais barato do que do Brasil.

“A estratégia é boa”, disse uma importante figura europeia do ramo de transportes de granéis sólidos. “Aqueles que pensam que é uma má idéia, são na maior parte  armadores, porque  eles estão cancelando agora parte das encomendas  de seus capesize. Mas a Vale mandou na hora errada, e isso [a frota VLOC] é outra resposta automática. A Vale sempre reagiu ao mercado desta maneira, mas eles não são muito bons em se antecipar ao mercado da navegação. “Outra figura respeitada no meio marítimo, acredita que a Vale poderia mesmo fazer um  ‘gol’ contra.
O grande número de VLOCs esta para entrar no mercado – a maioria implantado para embarcar minério de ferro brasileiro, e muitos destes por conta da Vale – já ajudou a trazer as taxas globais de carga seca para baixo, matando grande parte a vantagem aberta no mercado australiano. Depois que todos os VLOCs  da Vale começarem a operar, a avalanche de novos navios, poderiam manter o mercado spot à longo prazo em depressão. Então, a economia pode começar a relaxar, mas os críticos argumentam,  que poderia ser mais barato e flexível usar navios capesize  ou graneleiros Panamax, devido à pouca flexibilidade destes navios.
“Se faz todo o sentido, isso depende de quanto são  seus custos”, disse Nikos Nomikos, diretor da Cass Business School. “É totalmente dependente do momento da sua compra e ao preço que você paga, e o montante da dívida.”
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Atual – Ore Timbopeba – ex BERGESHAN
DWT : 200.692
Type of ship : Ore Carrier
Year of build : 1986
Flag : Liberia

Números e mais números

Porem a Vale nunca divulgou essa informação. A divulgação de uma breve nota ao público surgiu em 2007, quando o chefe da divisão de metais ferrosos José Carlos Martins disse que o custo de usar VLOCs foi de US $ 12 por tonelada, ou 30% mais barato do que um Capesize convencional.


Mas há mais a acrescentar a este número do título. Custos de financiamento têm de ser incluídos, e estes  custos somam cerca de 40.000 dólares por dia, como a Vale tem delineado a potenciais clientes, de acordo com aqueles familiarizados com a estrutura do negócio.

Os VLOC’s consomem 108 toneladas diárias de bunker, custando 47.500 dólares assumindo um preço de 440 dólares por tonelada. Além disso, há despesas portuárias para a viagem de regresso – estimado em 220 mil dólares – bem como as comissões e outros custos operacionais em cerca de 8.000 dólares por dia.

Os VLOCs irão embarcar minério de ferro do Brasil para a Ásia, porem devem fazer a viagem de regresso em lastro. Isso levaria cerca de 80 dias, permitindo que, 32 dias navegando em cada sentido, mais carregamento e descarregamento  nos terminais, mais tempo em filas.

Com estes custos diários calculados e, em seguida, divididos ao longo do período de viagem, eles chegam a um valor de equilíbrio de caixa muito pesado, em cerca de $ 19 dólares por tonelada.


A STX Pan Ocean, tirou o chapéu  quando calculou um custo médio de 19.50 dólares à tonelada por viagem ,  esse foi um dos poucos contratos que têm sido divulgados publicamente, feitos  com a Vale. Foi assinado em setembro passado, a STX Pan Ocean enviará 300 milhões de toneladas de minério de ferro da Vale, durante 25 anos por US $ 5,8 bilhões. A STX irá construir oito VLOCs de 400.000 dwt, para poder cumprir o contrato. Os valores de equilíbrio de caixa podem ser ainda maiores, chegando à US $ 20 – $ 23 por tonelada, outros disseram  ao Lloyd’s List, com base em uma estimativa mais elevada de financiamento e os custos operacionais de US $ 60.000 por dia.
Mesmo assim, a taxa de câmbio tem sido em média 25 dólares por tonelada desde maio de 1998, quando o índice Baltic Exchange nesta rota foi iniciada.  A Vale sempre ainda tem a opção, de engolir as perdas com o frete, e fazendo a diferença no  preço final do minério de ferro. Mas as vantagens da poupança pode evaporar rapidamente se houver atrasos ou litígios que resultem em os navios ficarem subutilizados. “Estes navios têm que trabalhar como um pêndulo”, disse um prestador de serviços para a Vale. “Quando eles estão fora de sincronia, a Vale estará exausta.”Depois, há as siderúrgicas chinesas, que têm uma relação conturbada com a Vale, na melhor das hipóteses sobre novos preços do minério de ferro e regimes, os chineses estão ansiosos para frustrar a crescente dependência por  minérios.

A estratégia da Vale tem como premissa a venda individual de cotas predeterminadas de minério, para usinas menores com diferentes preços e condições. Isto é contrário à política do governo chinês para fundir e consolidar o setor de produção de aço para dar mais poder a indústria para barganhar preço. A China também compra mineradoras brasileiras em start-up, e vem financiando a construção de terminais, enquanto a Baosteel, a maior fábrica da China, está mesmo investindo é a frota transportadora própria, em  massa que irá competir com a Vale. Mas enquanto os VLOCs são novos, o conceito de mega graneleiros não é.  As siderúrgicas tiveram navios assim em suas carteiras à quase 30 anos atrás, mas abandonaram o conceito e venderam as suas frotas, quando já não somavam.

“A história é como na moda. Certas coisas voltam depois 20 anos, e as pessoas pensam que é novidade, mas elas não são novidade “, disse um experiente vistoriador, em um grande estaleiro.“Havia razões pelas quais este conceito de navio VLOC, que já foi experimentado antes e não havia razões para existir, e no final do dia, eles [os grandes navios] se tornarem elefantes brancos. Ou esses navios se tornarão elefantes brancos e poderão começar à contabilizar os prejuízos, ou o mercado de navios capesize convencionais ficará limitado. Façam as suas apostas “.

Navio porte Cape-size

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Dados

A Vale divulga apenas uma nota dizendo, que havia encomendado 33 navios conhecidos como Very Large Ore Carriers, e precipitadamente “batizados” como Chinamaxes, encomendados em 4 diferentes estaleiros na Coreia do Sul e China.

A Vale adquire 13 Very Large Crude Carrier -VLCC ( para transporte de Óleo cru), da qual estão sendo convertidos em Graneleiros, e anuncia a compra de 20 navios Capesize de segunda mão, e todos já com contratos de afretamento por 20 anos, operados por agencias.

A Vale espera que em 2014, tenha mais de 55 navios empregados exclusivamente para ela.

Ela espera que o primeiro VLOC, com 400 mil toneladas, comece a operar na linha Brasil x China, em Maio de 2011.

Ela planeja usar seus VLOC’s entre pontos de distribuição, que serão construídos em, Qingdao-China; Sohar-Oman; Teluk Rubiah-Malaysia: e  possivelmente entre portos de Mosambique e Indonesia.

Chinamax, não se refere a porte de navios nem  limitações e sim apenas, um meio para designar os navios gigantes que farão esta linha dedicada.


Referencias: Lloyd’s List, Shipspotting,  e com a colaboração do leitor, Rafael Ferreira Viva.

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45 Respostas para ““Vale” – Frota ambiciosa carregada com super risco”

  1. JOÃO CARLOS ORNELLAS.:

    Parabéns Erik.

    Sua matéria é exelente rica em detalhes,didática,não canso de dizer que vc é um dos futuros homens lideres da nossa Marinha Mercante.

    Peço sua permissão para dar destaque ao seguinte texto.

    A Vale hoje é a segunda maior mineradora do mundo, só perdendo para Britânica-Australiana, BHP Billington, que possui frota própria desde muito tempo. Já a Vale vem entrando no ramo dos transportes apenas agora, POIS QUANDO SE CHAMAVA CVRD, E PERTENCIA AO GOVERNO FEDERAL ELA POSSUÍA UMA GRANDE FROTA SOB À BANDEIRA DA DOCENAVE*, POREM COM SUA “DOAÇÃO”, PELO GOVERNO FHC, A PRIMEIRA ATITUDE DA NOVA ADMINISTRAÇÃO FOI ANIQUILAR, E FINDAR COM O BRAÇO DE NAVEGAÇÃO DA COMPANHIA, PASSANDO QUASE TODOS SEUS NAVIOS PRA O GRUPO NORUEGUÊS, BERGESEN D.Y. ASA ATUAL BW, SE TORNANDO LOGO A MAIOR FROTA DE NAVIOS ORE CARRIER DO MUNDO, TANTO QUE O NAVIO BERGE STAHL* É DE PROPRIEDADE DELES MAS CONSTRUÍDO EM PARCERIA COM A CVRD, JUNTAMENTE COM OS NAVIOS DOCEFJORD, E TIJUCA (OS MAIORES JÁ CONSTRUÍDOS NO BRASIL).

    Muito se tem falado sobre Marinha Mercante e politicas futuras para a mesma,peço encarecidamente que os estimados colegas prestem atenção ao destaque dado ao texto,tirem suas Conclusões,sem politicagem,mais em fatos comprovados.E agora José!

    Responder

  2. Luciano Lemos:

    Eita, tá lá o Docecape. Minha primeira viagem pro far-east!!!!! Minério em Vitória, abastecimento em Singapore, descarga em Kashima, e o Zico ainda jogava lá (putz…. to ficando velho), descíamos para o nordeste australiano, Dalrimple Bay, e carvão para Vitória via Cape Hornes com direito a ortodrômica. Capitão Pedro Podboy, Imto Moisés Hora Santos, 1ON Gilmar, Chefe Olavo, Segundo Zé Boi, e os terceiros, putz…. fugiu da memória. Abraços para a galera!

    Responder

  3. Misael Berdeide:

    Matéria excelente. Deve ter dado um trabalhão. As fotos devem trazer lembranças aos colegas que tripularam esses navios.

    A Vale pegou uma grana com um Banco Chinês para a construção de vários navios da Classe Chinamax. Todos eles serão construidos na China.

    E o Brasil?

    O Brasil ficou chupando dedo nessa historia.

    Parabéns Erik!!

    Responder

  4. Nanda Catão:

    Que maravilha de materia Erik,
    Parabens texto impecavel, fotos de tirar o folego pra quem gosta desses monstros!
    Nos resta saber se nossos marinheiros Brasileiros terao o previlegio de embarcar em um desses???
    Abraços

    Responder

  5. Rafael Ferreira Viva:

    Lembro de ja ter visto o “Tijuca” em São Sebastião, descarregou petróleo por lá, na época tinha o casco vinho e a superestrutura verde, parecido com os bergesen, mas em tons mais fortes, era lindo o navio.

    Responder

  6. Baltazar Godoy:

    SAIU NA MÍDIA ESSA SEMANA:
    – Presidente LULA se reuniu com o BRADESCO e exigiu a substituição do Presidente da Vale Sr. ROGER AGNELLI após as eleições Presidenciais.
    Pessoalmente, acredito que se o Governo continuar em mãos do PT haverão mudanças em relação à Frota de Graneleiros da Vale.
    A insatisfação de LULA com Agnelli surgiu justamente quando esses navios foram “contratados” na China e o Presidente declarou sua insatisfação em uma solenidade há pouco tempo atrás.

    Gostaria de fazer uma observação pessoal:
    Hoje em dia os Chineses estão “comendo na mão” da Vale. Esses “Super Navios” ao serem construidos sómente serão lucrativos se a demanda de minérios pra China for mantida.
    Se a China passar a depender menos de minérios ou encontrar novas fontes de fornecimento a relação China/Vale hoje favorável à Vale poderá se reverter e a VALE passará a “comer na mão” dos chineses pois toda essa Frota que está sendo construída não terá Mercado para transporte fora da Rota Brasil/China.
    É ver para crer…

    Responder

    • Alexandre Gonçalves da Rocha:

      Boa tarde!

      1. A insatisfação de Lula surgiu usando como pretexto o fato de que estes navios não estão a ser construídos no Brasil. Noto que o País não tem, no momento, e de forma geral, capacidade para competir com os chineses em construção naval, menos ainda em navios deste tamanho.

      2. Sua análise sobre o que chamo “a grande aposta da Vale” está correta, na minha opinião, e converge para o entendimento da autora do texto. De qualquer modo, fará parte da história do transporte marítimo mundial…

      Responder

      • Misael Berdeide:

        Verdade Alexandre.

        Não temos condiçoes de competir. Por isso o Lula mandou essa… quem não entende de Marinha Mercante, acredita na mentira.

        Responder

    • Misael Berdeide:

      Bem lembrado Godoy. Lembro que o Presidente Lula não gostou da atitude da Vale em construir navios na China.

      Responder

  7. Baltazar Godoy:

    SAIU TAMBÉM NA MIDIA:
    ” Vale do Rio Doce vendeu todo o seu sistema de Produção de Alumínio no Pará para a Estatal Norueguesa Statoil Hidro ”
    Parece que a estreita relação Vale/Noruega não se limita só a Navios…agora a Produção de Alumínio que era nossa, do Brasil ,passou a ser, também dos “Noruega”.

    Responder

  8. Breno Bidart:

    É hora de cobrar do PSDB a doação da vale.
    Votem em Serra aí já doa a petrobrás também.
    Se não fosse o PSDB o Brasil ia construir esses navios.
    Breno Bidart

    Responder

  9. Andrade:

    A questao dos graneleiros novos da Vale esta inserida em uma estrategia um pouco mais complexa.
    A Vale nao esta encomendando apenas os Navios. Ela tambem esta construindo centros de distribuicao de minerios na Asia. O 1o é em Oman, ja roda esse ano, o 2o na Malasia, para daqui ha anos. Ela tb queria fazer um na China, mas os chinas que nao sao bobos estao fazendo jogo duro.
    A ideia é travar toda a logistica de ferrosos nas maos da empresa. Assim, mesmo com a compra de jazidas em outros lugares pelos chinas (ex MG e Chile) essas teriam custo mais altos que o produto da Vale.
    Claro que pode dar cagada, se a demanda cair ela vai ficar micada nesses navios, nos centros de distribuicao nas usinas de pelotizacao (3 nova em 4 anos- 1 em oma e 2 no Brasil)
    Sobre a compra dos navios na china sao 2 fatores. 1 a capacidade e preco dos estaleiros nacionais. 2 Alem do gov brasileiro, ela tb tem que fazer afago nos chinas.

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Sim Andrade, a Vale so enxerga números.

      Navios para ela são apenas shuttle’s, não importa o nome, nem a bandeira, o objetivo dela é make money e nada mais.

      Enquanto isso restarão as crateras nas Minas Gerais, os salários baixos nas usinas, e doenças pulmonares nas regiões em que ela opera, e enquanto isso o povo fica à ver navios, com bandeira de Singapura, lá da praia de Camburi toda barrenta, que nem serve para o banho.

      As pessoas talvez não saibam, mas as empresas quando são constituídas tem como objetivo legal e moral, ter responsabilidade com a sociedade, e não com seus investidores, por isso se chama de capital social.
      Concordo que o governo onera pesado, e atrapalha os negocios com burrocracia e politicagem infantil e safada, mas isto não desobriga as empresas principalmente as nacionais de seu dever com o povo local.

      Aqui não é China, …bem ainda não.

      Responder

  10. Andrade:

    Bidart, os graneleiros seriam feitos aonde? A que custo? Se a Vale nao fosse privatizada ela ainda operaria apenas Tubarao e Sao Luis. Depois da privatizacao é que ela se expandiu na tabela periodica e no mapa mundi.
    Uma meidda bo é o seguinte. Compara a evolucao do valor de mercado da vale vs empresas comparaveis desde 1997 (xstrata, BHP, Anglo) e a da petrobras (Texaco, Shell, BP).
    Acabei de fazer isso no yahoo finance. Comparei Petrobras (PZE) Exxon (XOM) e vale vs BHP.
    A petrobras desvalorizou 20% e a Exxon valorizou 50%. A Vale valorizou 1400% e a BHP 500%. Que voce acha?

    Responder

  11. Erik Azevedo:

    Pena que o $indimar briga so por ele mesmo meu Nobre Capitão.

    DPC nem sabe direito oque é um VLOC…que dirá um ULOC.

    Enfim vamos ser francos, estamos numa canoa em termos de instituições, qualquer governo que seja que for vencer, tem que reconstruir uma estrutura toda nova formada com gente comprometida, e que entenda de verdade do negocio chamado Industria Marítima.

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  12. Baltazar Godoy:

    “VALE QTO PESA”…?
    Sócios Majoritários da Vale: Previ(Bco Brasil) e Bradesco
    – Presidente Lula quando se pronuncia o faz em nome da PREVI-FUNDO DE PENSÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO BB e do BNDESPAR o qual se não me engano financiou a Privatização e mantém uma Participação Minoritária na Vale.
    Em um outro pronunciamento o Presidente Lula afirmou que exportar minério “in natura” sem nenhum valor agregado não seria um bom negócio pro Brasil a longo prazo e exortou o AGNELLI-Presidente da Vale- a investir mais na produção de Aço e assim agregar valor às exportações da Vale.
    – Assim que se tornou pública a Construção dos Chinamax o Presidente Lula parece que perdeu a paciência e exigiu do Bradesco a saída do Agnelli…é ver pra crer!!!

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  13. Adriano Bezerra:

    Esse papo que não tem brasileiro querendo embarcar nesses ou em outros navios de linha convencionais e sim no offshore já faz parte de outros argumentos, tais como salários, regimes de embarque, etc. Mas, se um pequeno percentual de toda essa dinheirama for investido em quem irá realmente fazer a coisa funcionar, ai sim, veríamos gente interessada aparecer. Mesmo com toda tecnologia aposto que esses navios não são operados remotamente, ou seja, precisam ser tripulados por pessoas!
    Como foi falado, tudo isso envolvem boas políticas. É preciso que os nossos governantes se preocupem de fato com os seus representados. E, que esses, no momento, apenas expectadores, se pronunciem perante essa estória toda, ou será que vamos tão somente ver o bonde passar?

    Responder

  14. Rafael Ferreira Viva:

    O Lula entende de tudo heim, é um genio, até palpite em como exportar ele dá, só faltava nacionalizar as empresas que agora ostentam esse “status”, pq antes eram cabides de emprego, se fizer coloca a economia internacional brasileira em jogo.
    Eles mesmos citam a privatização da embraer como se fosse algo ruim, hj a empresa é uma das líderes mundiais, e a Vale ta certa em enconmendar navios fora, empresa tem q ganhar dinheiro se vcs forem administrar uma empresa pensando em patriotismo quebrariam, a propria petrobras tem uma porrada de navio no seu quadro q n tem nada v com o Brasil.
    Aliás… os amantes do sr molusco, citem por favor outra empresa pública brasileira que tenha um grande perfil.
    A campanha da Dilma parece uma banda de uma música só, como se o governo fosse o único responsável pela empresa ter melhorado.
    Fora q a campanha da Dilma é mentirosa, falando q o Brasil voltou a ser uma das potencias da construção naval… isso é uma piada de mal gosto, isso pq nossa construção naval se resume a offshore os navios nem foram concluídos, se fossem navios mesmo seríamos o maior construtor naval de toda a galáxia (segundo eles).
    Aos poucos estão querendo até controlar a imprensa, e se conseguirem aí sim acharemos esse o maior governo da história desse país, pois sem informação imparcial vai rolar de tudo.
    Vamos eleger o pessoalzinho da turma do Hugo Chavez, Fidel, Ahmadinejad

    Responder

    • Sidnei Esteves:

      O problema está aí! Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come! O que fazer? Votar em branco, jamais! Anular, nunca, esse direito foi conquistado a duras penas! Drama de consciência! Há que pensar no futuro de nossas famílias e escolher o menos pior com relação a esse futuro. SDS. MERCANTES.

      Responder

    • Misael Berdeide:

      Vou citar hein… CORREIOS… kkkkkkkkkkkkkkk

      Você esta coberto de razão Rafael. Sou brasileiro, amo o meu Brasil, e independendo de partido.. afirmo que o Lula adora fazer tempestade em copo dagua.

      “Nunca antes neste pais….” essa é a frase predileta dele.

      Fanfarrão!!

      Responder

  15. Misael Berdeide:

    As fotos desse post são fabulosas.

    Responder

  16. Baltazar Godoy:

    SAIU NA MÍDIA HOJE:
    – Promessas de Dilma Roussef: Prometeu REVER o marco regulatório da MINERAÇÃO…

    “O marco regulatório brasileiro precisa ser compatibilizado com os padrões internacionais porque a exportação in natura afeta estados como Minas Gerais, Pará, Bahia e Espirito Santo”
    ***Jornal Estado de São Paulo, página A14, 23/10/2010

    – O minério “in natura” é exportado após provocar danos ambientais e gerar pouca receita nesses estados já que não passa por nenhum processo de beneficiamento após sua extração.

    Responder

  17. Adriano Bezerra:

    Esses navios têm que voltar a ostentar o pavilhão do Brasil. Acho isso uma questão de soberania nacional. Vamos cobrar o que é nosso!
    Esse país precisa de uma sacudida! Do jeito que esse tal presidentezinho Agneli já está na corda bamba, um protesto contra essas decisões animalescas viria em boa hora. Aliás, faz tempo que não sei de mais nenhuma grande mobilizacão da nossa categoria em prol de algo plausível e de grande monta. Creio que reinvidicar os navios da antiga Docenave, que voltem a pertencer de fato a nós brasileiros, seria um ato bastante oportuno. Pelo que foi exposto até parece que a Vale já é pau-mandado da China. Na verdade ao Brasil só sobra mesmo é a poluicão deixada pela Vale.
    Acredito na massa mobilizadora que esse país tem. Vamos reunir os sindicatos dos mineradores com a nossa APMM e reinvidicar o que é nosso! Os navios existentes que voltem para os marítimos brasileiros e os que serão construídos que o sejam em sua maioria feitos por aqui.
    Não permitamos essa evasão de divisas da nossa pátria. Se os políticos não dão a mínima, nós, brasileiros, temos que tomar à frente e brigar pelo que saiu da nossa terra! É como se a Vale tornasse um filho desgarrado, mas, como diz o ditado: “o bom filho à casa torna!”.

    Responder

  18. Elaine Lino:

    Para obtermos navios com nossas bandeiras, ainda teremos muitosss anos de politicagem pela frente, pois infelizmente isto é o que prevalece, não só em nosso país como em outros. Mais eu acredito que este conceito esteja mudando, pois a nossa construção naval vem crescendo muito com embarcações, temos aí a Nuclep, Transpetro entre outras.
    Com a era pré-sal talvez as coisas mudem, já que vai mexer no bolso de todos. O lamentável disto tudo e termos a mão de obra e mercado, e não sermos valorizado a tal ponto.

    Responder

  19. Marcelo Lopes:

    Sobre os debatess soobre a contruçao destes navios em estaleiros estrangeios, atentar ao detalhe que quantos estaleiros nacionais teriam carreira para estas embarcações, quanto custaria cada um e qto tempo levaria

    Lembrar que msmo que todos possuissem capacidades para ULOC´s, o que não é, do mesmo jeito seria apenas uma carreira por estaleiro

    Tão construindo aqui, tão, a Transpetro e alguns outros, mas a que custo e demorando quanto tempo ? cade o AS Suape casco 002, por exemplo ?

    Quanto a serem liberianos e guarnição estrangeira é uma pena, me parece que o Doceby e o Doceriver ja não possuem mais guarnição nacional ja ha um bom tempo (mas não tenho certeza)

    o Docecape ja foi vendido para armadores xinelicos

    Abs
    Marcelo

    Responder

  20. Carlos Jansson:

    O simples fato de poder ver as fotos do Docefjord e Tijuca me deixa muito feliz, pois foi justamente a época em que eu era estagiário na Ishibras e participei ativamente de muitos testes em equipamentos nos dois navios em 1986 e 1987. Parabéns pela publicação e espero que outros colegas dos milhares que trabalhavam naquele grande estaleiro possam também ter visto estas informações.

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Obrigado amigo, e por favor ajude a divulgar esta noticia, também vejo com carinho as fotos destes belos navios, foram os maiores já construídos no Brasil.

      Um tapa de luva em quem diz que não temos condições.

      Responder

      • Carlos Jansson:

        Complemento meus comentários dizendo a voce, que pouco antes da entrega dos dois navios da Vale, a Ishibras tinha acabado de entregar o Lloyd Atlântico que tinha um gêmeo (Lloyd Pacífico) produzido no Japão. Na ocasião, foi divulgado que a comparação dos dois demonstrou que nossa mão de obra foi melhor. Isto foi mais um orgulho para os brasileiros.

        Um grande abraço

        Responder

  21. Maria José dos Santos Rêgo:

    Misael Berdeide, será que para nacionalizar dependeria somente do Lula ou da Justiça? Você sabe quantos processos sobre a privatização o FHC perdeu na jusiça? Que eu saiba, nenhum. É muito triste.

    Responder


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