Montagem de navios Made in Brazil

ter, dez 21, 2010, 9.352 views

Destaques, Fotos, Tecnologia  

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por Erik Azevedo

Afinal o que temos no Brasil, construção ou montagem de cascos?

Deixemos o ufanismo de lado, os devaneios nacionalistas, e coloquemos os pés no chão, sim estamos novamente vivendo um novo ciclo de desenvolvimento na indústria marítima nacional, porém vamos analisar lá na quilha, sim a origem deste novo ciclo e friamente, vamos chegar a algumas realistas conclusões lendo esta matéria.

Estaleiro Aliança-Construção própria do Grupo CBO, navios de projeto Inglês (Rolls Royce Marine)

Parte do maior complexo de construção naval do mundo, os estaleiros HHI (Hyundai Heavy Industries, na Coreia do Sul), da qual jogam na água uma média de 1 navio pós-panamax, por semana!

Quem passa hoje pela ponte Rio x Niterói, não pode deixar de notar que estaleiros notadamente os do lado de Niterói, andam bem ocupados, desde o principio do ano 2000, sem duvidas é algo para nos alegrar e até orgulhar sem dúvidas. Porém olhando mais atentamente, e com um olhar sem paixões, e deixando caprichos de lado, podemos notar também que os grandes estaleiros, como o antigo Ishibras* (era o maior dique da América Latina), e outros mais, estão ainda completamente parados e sucateados, e analisando mais calmamente, sabemos que quando falamos em construção naval, vem logo a mente navio de grande porte, e não apenas 1 ou 2 navios, mas muitos, vem a mente estaleiros como o Ishikawajima do Japão, ou o Kawasaki, ou um Samsung ou um Hyundai na Coréia do Sul, estaleiros que  juntos constroem centenas de navios por ano, e com utilização máxima de processamento, e com carteiras de encomendas pelos próximos 15 anos, sendo a maioria navios para exportação.

*Ishikawajima do Brasil Estaleiros S/A-Ishibras – Cajú.

Ishibras - Atual Sermetal, em triste estado-Foto Erik Azevedo.

Voltando a nossa realidade brasileira, a “construção” naval, verde e amarela, na verdade tem outras cores, como vermelha e azul,  Laranja, ou outras cores mais, isso por que?

Construção naval é muito mais do que apenas, juntar chapas de aço numa carreira ou dique, o casco em si, é algo simples de se montar, praticamente em qualquer lugar em que há um oficina  naval e carreira se pode fazer isso, pois as ferramentas e prensas e outras máquinas, são todas importadas, e sua utilização devido a tecnologia se tornou algo bem simples, as máquinas de corte de chapas são computadorizadas, e operadas remotamente (isso em estaleiros modernos), sendo então uma verdadeira linha de montagem naval.

O maior navio já construído, foi feito nos estaleiros Sumitomo Japão.

Mas o que marca a diferença entre apenas montar cascos e construir é, dominar técnicas e processos, e tecnologias e desenvolvimento de projetos.

Infelizmente o Brasil mais um vez deixa o trem da história passar, pois tínhamos no passado:

-Técnicas de construção próprias;

-E processos adequados a nossa realidade, e desenvolvidos aqui.

A indústria naval brasileira, teve renascimento nos anos 60, e atinge seu pico de produção no começo dos anos 80.

Mas devido a fatores como corrupção, políticas econômicas e estratégias industriais erradas, perdemos a 2ª posição no mundo em volume de tonelagem de construção naval, e fomos caindo até todos os estaleiros nacionais fecharem as portas.

Nos anos 70 estávamos até exportando navios em volume expressivo, tanto que não é incomum ainda encontrarmos pelos mares alguns graneleiros e navios de carga geral, Made in Brazil, ainda a navegar.

Tínhamos, até então, fabricantes de motores, bombas, válvulas, equipamentos eletrônicos e de navegação, com fabricação própria em parceria com indústrias locais, como foram as parcerias nacionais com os fabricantes de motores: MEP MAN, Villares B&W, Ishibras-Sulzer, e outros mais, que investiam numa indústria naval local.

Porem com a quebra do ciclo, que teve inicio no desgoverno Collor, nossa indústria naval, desaparece completamente, e tudo o que foi erguido em 30 anos de trabalho**, se perde em menos de 1 ano, enfim perdemos toda tecnologia, e processos.

**O grupo coreano HHI, tem inicio no ano de 1972, e em menos de 15 anos se torna o maior construtor de navios do mundo, enquanto nossos estaleiros faliam.

Em 1998, marca o inicio de uma nova era no mundo do petróleo no Brasil, até então a Petrobras encomendava todas as suas unidades marítimas, em países como a Holanda, Canadá, Japão, Singapura e Coreia do Sul (ela ainda o faz em parte, com a conversão de FPSO’s e arrendamento através de outros grupos,atitude muito criticada pelo Sindpetro).

Os estaleiros Samsung se especializaram no projeto e construção de navios especiais.

Com a quebra do monopólio para exploração de hidrocarbonetos, a Petrobras, vê a necessidade de voltar a encomendar embarcações de apoio no Brasil, isso devido a custos de produção por aqui serem em reais, e a outros fatores como:

-A economia mundial estava em ótima fase, e preços de navios nas alturas.

-Todos os estaleiros no mundo estavam ocupados pelos próximos 10 anos.

-O Real estava valorizado, portanto era mais vantajoso montar cascos por aqui mesmo, pois o custo de mão de obra local é ainda inferior.

-Navi-peças – havia na época um conteúdo com mais de 80% sendo importadas, logo com moeda forte, vale a pena importar quase tudo, a construir por aqui.

-Muitos estaleiros ociosos – isto foi uma ótima oportunidade pois havia espaço sobrando (maioria abandonados e sucateados).

Mas o ponta pé inicial se deve a uma empresa local que ousou e disparou na frente.

Vista parcial dos estaleiros IHH em Kure Japão.

A triste visão do fracasso e com o resultado: 11 trabalhadores mortos, e em sua maioria terceirizados.

Enquanto a Petrobras despejava milhões de dólares no fracassado projeto da malfadada “P 36″ lá no Canadá, a CBO, investia pesado num arrojado projeto de montagem de novos PSV’s, de última geração, num estaleiro “novo” (PSV este com tecnologia e projetos ingleses).

Apesar de construir ainda no risco a CBO, apostava que seus novos barcos não ficariam sem contrato devido a expansão da atividade petrolífera.

Então concluímos que o novo ciclo de ‘construção’ naval nacional, vem atrelado a industria do petróleo, e não ao comercio marítimo, diferente da maioria dos grandes estaleiros no mundo que tem a maioria de suas encomendas em carteira, compostas por navios ‘tradicionais’.

Vejam por favor o artigo: Série: Empresas de Navegação pelo Mundo – “Cia Brasileira de Offshore”

CBO CAMPOS, primeiro PSV classe UT-Rolls Royce montado no Brasil. Foto: Erik Azevedo

Vemos aqui o segundo maior construtor naval do mundo o grupo SHI (Samsung Heavy Industries)- Foto Tonemapped

Por que ainda insisto em montagem de cascos?

Vamos lá, nossa montagem naval, hoje se deve a indústria do petróleo, isto é fato, e os grandes armadores que estão encomendando hoje tem perfil diferente dos “armadores” do passado, com exceção apenas da CBO, De Lima, São Miguel, Camorin, Superpesa, Saveiros Offshore, e alguns outros menores, todos os outros armadores são parte de grandes grupos estrangeiros, ou trazem navios novos construídos lá fora, nacionalizam suas empresas e com isso, passam a ter acesso ao FMM, e podem montar no Brasil projetos de sucesso, que estas empresas já utilizam ha vários anos, que é o caso por exemplo da Edison Chouest Offshore (estaleiro Naviship).

E mesmo assim, os projetos destes ‘barcos’, são todos sob licença, ou seja são importados, e grande parte das navi peças, são importadas, chegando ao conteúdo de mais de 60% da embarcação ser importada.

Se formos notar, os projetos são sempre os mesmos.

-Ingleses (Rolls Royce)

-Canadenses (Robert Allan)

-Holandeses (IHC Gusto, Damen)

-Noruegueses (Vik-Sandvik)

-Americanos (Bollinger e outros)

Projeto UT da Rolls Royce, a maioria dos PSV "nacionais" são montados a partir deste projeto Inglês.

http://www.vik-sandvik-ihb.alpha-vision.net/pics/projects/img_big_9.jpg

Outro projeto que faz sucesso por nossas águas são das classes VS, de projeto norueguês, alguns já sendo montados no Brasil, sob a licença da Wartsila.

http://static.panoramio.com/photos/original/21526364.jpg

Outro tipo de projeto de sucesso, são os navios da Edison Chouest que são montados no Estaleiro Navship em SC, que são baseados nos projetos da Norte Americana Bollinger, e maquinas da Caterpillar.

Outro projeto de licença Holandesa que vem sendo montado no Brasil e tem feito sucesso é da Damen B.V.

Logo vemos que técnicas e equipamentos não são desenvolvidos aqui, claro que há a busca para isto, mas nós não estamos exportando tecnologia e nem embarcações.

Para titulo de exemplo, a Romênia e a Croácia, estão no mesmo nível do Brasil, ou seja, montadores de cascos, com a diferença geográfica apenas, o que facilita para o armador encomendar seus navios em blocos.

Ou seja, na Romênia e Croácia, se montam cascos apenas, em seções, da quais são transportados em barcaças, ou rebocados, até diques na Escandinávia (STX Noruega) ou Holanda, ou Alemanha, da qual lá é feito o “assembly”, de todos os equipamentos que darão “vida” ao novo navio.

Sejamos francos, por aqui se faz diferente?

Não, pois o trabalho bruto e mais simples (aço e tubos), é nacional (em partes, pois estão até importando aço), mas as técnicas, projetos, ferramentas, e tecnologia é toda importada, inclusive parte da mão de obra especializada, em equipamentos mais sofisticados, ainda é composta por estrangeiros.

Vemos que mesmo estas empresas abrindo escritórios locais, sua gerencia não é local, o objetivo é apenas fazer negócios por aqui, oque não muda a forma colonial de ser, assim como no passado.

E por isso, temos ainda esta aberração que é esta forma de offshore “brasileiro”, da qual o idioma falado em nossas águas não é o português.

Saibam que no offshore na Noruega, é vetada comunicação em outra língua que não seja o norueguês, e é vetada a operação e uso de embarcações de outras bandeiras na costa da Noruega, e contratação de marítimos que não sejam locais.

No setor Britânico do Mar do Norte não é muito diferente, pois é dificultada ao máximo a entrada de estrangeiros no setor de atuação deles, e assim também no setor Holandês.

Ou seja, cada qual defende seus interesses.

Estaleiro Hyundai o maior do mundo, nesta foto vemos o setor "divisão offshore", com uma FPSO conceito.

Porém alguns aqui no Brasil, por passarem na ponte e verem alguns navios descendo a carreira, se iludem achando que estamos com a bola toda.

Porém olhando para dentro da Baia de Guanabara, qualquer um que saiba um pouco sobre offshore, ficaria perplexo com a quantidade de novas embarcações estrangeiros que estão fundeadas, em sua maioria esperando licenças para operar em AJB, com uns parcos tripulantes Brasileiros, e uma montagem de navios, com conteúdo de 60% de navi peças importadas, e com estaleiros que em sua maioria estão na 3ª geração, enquanto que os concorrentes Europeus e Asiáticos, já estão na 6ª geração tecnológica.

Grande quantidade de embarções "offshore" em nossas águas, porem arvorando outras bandeiras- foto feita na ponte Rio x Niterói, podemos notar "rebocadores" de vários armadores estrangeiros diferentes.

Mas algums podem dizer: E o grande estaleiro Atlântico Sul, lá em Suape PE, da qual atualmente é o maior construtor nacional?

Vale lembrar que ele utiliza toda a tecnologia Samsung da Coréia do Sul, inclusive boa parte da mão de obra técnica, e processos, próprios da Samung, porem boa parte dos equipamentos são importados, e até mesmo boa parte do aço utilizado nestes futuros 10 novos Suezmax da Transpetro, esta sendo importado, da China, Ucrânia e Coreia do Sul, e segundo dados, o casco de um navio gira em torno de 20 a 30% dos custos totais de fabricação, então temos até mais de 70% dos outros componentes que compõe o custo de um navio, e destes grande parte são importados.

Os estaleiros japoneses, possuem atualmente a mão de obra mais cara no ramo da construção em larga escala, e estão comparados ao custo dos estaleiros Alemães e Escandinavos, e até Americanos.

Ishikawajima Japão - IHI kure uma verdadeira fábrica de navios com tecnologia de processos de 6ª geração, constroem basicamente para exportação.

Porem devido ao alto grau de desenvolvimento tecnológico, e baixo uso de mão de obra nos processos industriais, organização de processos e desenvolvimento de projetos locais, os japoneses ainda conseguem ser competitivos, e manter ainda a primeira posição na indústria naval mundial, devido ao grande numero de estaleiros espalhados pelo pais como o Sasebo, Hakodate, Imbari, IHI, Suzuki, Kawazaki, Mitsubishi, Sumitomo, Oshima e outros mais,  porem são logo seguidos pela Coréia do Sul (Hyundai e Samung e Daewoo) e depois, China (os chineses utilizam boa parte das tecnologias européias e japonesas e sul coreanas).

Referencias: naviosmercantesbrasileiros, Bollinger, Vik-Sandvik, CBO, Samsung, Wikipedia.

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“A dor é minha e das famílias, mas a vergonha é nacional” – Trecho de um poema por Ivanir Azevedo Couto, viúva de Ernesto de Azevedo Couto, uma das 11 vítimas no acidente com a plataforma semi submersível P-36.

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17 Respostas para “Montagem de navios Made in Brazil”

  1. Misael Berdeide:

    Na verdade são poucos os Vapozeiros que possuem esse conhecimento que o Erik acabou de narrar. Infelizmente a formação do Marítimo Brasileiro não é tão abrangente a esse ponto.

    Falar de Marinha Mercante como um todo é algo muito complexo, e requer muito conhecimento em diferentes setores desta grande indústria.

    Esse post pra mim, foi um dos mais interessantes deste ano.

    Parabéns Erik! Grande Abraço.

    Responder

  2. Misael Berdeide:

    Acredito que irei ofender algumas pessoas, mas na verdade a “Exploração” continua. Começou no ano de 1500 e ainda não terminou.

    Por mais que tenhamos certos conhecimentos e algumas tecnologias em diferentes áreas, ainda estamos em um nível bem abaixo que muitos países lá fora. É uma realidade que deixa nós Brasileiros tristes, mas é uma realidade que deve ser encarada como um grande desafio a ser superado.

    Por diversas vezes eu vi Brasileiros se ofenderem com esse tipo de comentário, que inferioriza em alguns pontos a nossa mão-de-obra, contudo, temos que erguer a cabeça, aprender, inovar, criar e adaptar as boas coisas ao nosso querido Brasil.

    Responder

  3. Aureo Henrique Soares:

    eu ainda vou mais longe! se não fosse por Dom Pedro I um Portugues ainda seriamos uma colonia portuguesa, quem duvida.

    Responder

    • Misael Berdeide:

      Verdade Aureo.

      Nosso país oferece uma gama de negócios. A Indústria Naval foi alavancada por nossos Governantes com esse propósito, ou seja, trazer dinheiro, criar empregos, movimentar a economia.

      A essência de tudo é que a matéria prima é nossa, e boa parte da tecnologia vem de fora para o nosso país. Isso tudo é um processo, e nós brasileiros podemos tirar proveito disso tudo.

      Falta organização e uma melhor interatividade.

      Responder

  4. Nanda Catao:

    Que maravilha de materia grande Prof. Erik.
    Vindo de vc so podemos mesmo agradecer a seu empenho de compartilhar sua enciclopedia conosco.
    Obrigada marujo por mais esta aula.
    Adorei a materia!

    Responder

  5. Marcilio Ribeiro:

    Realmente grandiosa matéria. Mas não podemos deixar de reconhecer que o atual presidente está tentando alavancar nossa industria naval. Por que na gestão anterior só foi decadência.

    Responder

  6. Marcos Silveira:

    Parabéns Erik,

    Somos herdeiros de um povo de nautas. Em nossas veias corre o sangue dos desbravadores e navegantes que tudo enfrentavam para a conquista do comércio internacional.

    Nosso país precisa de projetos nacionais que estejam além dos períodos de 4 anos, pois eles deverão ser implementados independentemente do político que esteja no poder.

    A visão tacanha dos que pensam apenas no bolso e na ajuda aos amigos e parentes não deve ter lugar. Cabe a nós a eleição dos melhores entre os piores, além da contínua fiscalização e monitoramento.

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Muito obrigado pelos elogios vindo de profissionais experientes.

      Sim é isso mesmo, não podemos nos iludir com o momento atual que pode ser passageiro.

      É como eu disse outra onda passando.

      Vamos conseguir surfa la?

      Responder

  7. Renan Raul:

    Erik mostra uma visão racional da indústria naval brasileira, algo que está em falta. Realmente, a carteira de encomendas é grande por aqui, os estaleiros estão com muito serviço e tudo o mais. Mas devemos manter a calma e os olhos bem abertos.

    Métodos de construção importados (eu disse métodos) são benéficos para a indústria brasileira. Se fosse como antes, com os cacoetes típicos da construção naval, ainda continuaríamos parados no tempo. Empresas como a Samsung, Hyundai e outras estão vindo para cá trazendo a invoção do sistema produtivo, e é bom que prestemos muito a atenção neles. Navio não se faz mais batendo quilha e levantando cavernas, mas sim em blocos – e não falo só de blocos de casco, mas de tubulação, sistemas elétricos, mecânicos, etc. – envolvendo conceitos modernos de tecnologia de grupo. Não fosse isso, não seríamos competitivos.

    A indústria nacional de navipeças morreu junto com os estaleiros nos anos 90, e ainda não se reergueu nessa nova boa fase. Falta incentivo governamental e apoio dos armadores e construtores. A coisa cresceu depressa demais, e, por enquanto, não há outra saída a não ser importar componentes. O problema é que a mão-de-obra, principalmente a que faz comissionamento de equipamentos a bordo, poderia ser brasileira. As empresas estrangeiras, por não confiar em brasileiros, ou por preguiça, não procura fazer isso.

    Navios de apoio offshore arvorando bandeiras estrangeiras é fato. E eu ainda me pergunto: como é que pode?

    O renascimento dos estaleiros brasileiros se deve, como disse o Erik, ao petróleo. Mas e depois? Não vamos nos preparar e aprender a fazer navios cargueiros, “tradicionais”?

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Meu jovem amigo Renam.

      Fico muito agradecido pelas gentis palavras, esta matéria sem duvidas quando eu fiz me lembrei de voce e de outros jovens Tecnicos e Eng, Navais, que estao, “pegando” um novo ciclo.

      Bem agora é com vocês saberem tomar os rumos para não perdermos estas pujantes conquistas.

      Forte abraço

      Responder

  8. Saulo:

    Excelente matéria novamente Misael!
    forte abraço

    Responder

  9. Saulo:

    Erik Azevedo!
    excepcional!

    Responder

  10. Breno Bidart:

    Deixei passar e não li este post antes.
    Já que a nossa construção naval não evoluiu com o transporte marítimo (que não é pouco),gostei e vibrei em ver no artigo que a nossa construção naval pegou carona na exploração de petróleo.
    Temos que agradecer e muito ainda termos parte do controle da Petrobrás, pelo contrário, se dependesse de FHC , jamais teríamos retomado a construção naval.Todos os nossos navios seriam construídos no exterior, inclusive plataformas.
    Devemos agradecer a Deus os benefícios da exploração do petróleo.
    ATÉ HOJE EU NÃO CONSEGUI ENGOLIR A IMCOMPETÊNCIA DE NOSSOS POLÍTICOS PERMITINDO O FIM DA NOSSA CONSTRUÇÃO NAVAL E DO LLOYD BRASLEIRO COM SUAS PRECIOSAS LINHAS.
    Breno Bidart

    Responder

  11. Manoel Santos:

    Muito boa esta matéria.Parabéns Erik Azevedo.
    Estamos caminhando a passos lentos,nossa logística ainda precisa amadurecer muito.”Ainda somos um país fornecedor de matérias-primas”, nossa tecnologia ainda é muito primária e nossos modais muito mal administrados.
    Resumindo:Investimento pesado nos modais – Cobrança encima das licitações para não haver superfaturamento – Tecnologia e educação são as palavras de ordem.

    Responder

  12. rafael bruno:

    fico feliz em saber quem tem muito proficional no ramo de navio vc sao uns eroi do mundo.obrigado

    Responder


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