por Erik Azevedo
Estão planejando o nosso futuro profissional? Sim me refiro a um crescimento da nossa Indústria Marítima sustentável e a longo prazo?
Minha analise mostra uma visão racional da indústria naval brasileira, algo que está em falta. Realmente, a carteira de encomendas é grande por aqui, os estaleiros estão com muito serviço e tudo o mais. Mas devemos manter a calma e os olhos bem abertos.
Métodos de construção importados (eu disse métodos) são benéficos para a indústria brasileira. Se fosse como antes, com os cacoetes típicos da construção naval, ainda continuaríamos parados no tempo. Empresas como a Samsung, Hyundai e outras estão vindo para cá trazendo a inovação do sistema produtivo, e é bom que prestemos muito a atenção neles. Navio não se faz mais batendo quilha e levantando cavernas, mas sim em blocos – e não falo só de blocos de casco, mas de tubulação, sistemas elétricos, mecânicos, etc. – envolvendo conceitos modernos de tecnologia de grupo. Não fosse isso, não seríamos competitivos.

Parte do maior complexo de construção naval do mundo, os estaleiros HHI (Hyundai Heavy Industries, na Coreia do Sul)
A indústria nacional de navipeças morreu junto com os estaleiros nos anos 90, e ainda não se reergueu nessa nova boa fase. Falta apoio dos armadores e construtores, que deveriam demonstrar mais entusiamos com os produtos nacionais; e claro incentivo governamental, vindo do Fundo de Marinha Mercante e de outras verbas, isso poderia ser mais abrangente, beneficiando também as industrias de navipeças brasileiras. e apoio dos armadores e construtores. A coisa cresceu depressa demais, e, por enquanto, não há outra saída a não ser importar componentes. O problema é que a mão-de-obra, principalmente a que faz comissionamento de equipamentos a bordo, poderia ser brasileira em sua maioria. As empresas estrangeiras, por não confiar em brasileiros, ou por preguiça, não procuram fazer isso.
Navios de apoio offshore arvorando bandeiras estrangeiras é fato. E eu ainda me pergunto: como é que pode?
O renascimento dos estaleiros brasileiros se deve, ao petróleo. Mas e depois? Não vamos nos preparar e aprender a fazer navios cargueiros, “tradicionais”?
Sobre o autor da matéria:
Renan Raul trabalha como técnico naval, em um estaleiro no sul do Brasil diretamente envolvido com a montagem de modernos navios de apoio offshore, o mesmo vive a nova “onda” da construção naval alavancada pelo petróleo, porem vê com muita preocupação o futuro.
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fevereiro 6th, 2011 em 9:55 am
Por quanto tempo mais vcs acham que a “crista da onda” do petróleo vai durar?
fevereiro 6th, 2011 em 10:19 am
Exatamente, vai chegar uma hora que o crescimento ira diminuir e ate estagnar.
O Offshore do Mar do Norte estava assim ha 2 anos atras, hoje continua a crescer, porem mais lentamente.
Essa industria, ela e movida por “ondas”, hoje Brasil, amanha pode ser na Índia, depois Alasca, mas só ira acompanhar quem estiver preparado.
fevereiro 6th, 2011 em 9:34 pm
QUANTO VAI DURAR, SO DEUS SABE,MAS QUE NOS VAMOS PRO ALASCA NOS VAMOS.SDS
fevereiro 7th, 2011 em 10:20 am
O amanhã será o desemprego! Anota aí.
fevereiro 7th, 2011 em 8:15 pm
Pois é Berbeide, periga acontecer isso mesmo, é muito preocupante… a construção naval brasileira pode cair de novo no ostracismo, se a nossa cultura como construtores não mudar logo. A época do primeiro bom ciclo da indústria naval por aqui, quando éramos o segundo maior construtor, parece ser ainda melhor do que estamos vivendo agora, porque perante o resto do mundo éramos mais competitivos. Hoje temos China, Coréia, e até a Romênia no cenário, e são muito mais competitivos que nós, porque fazem todos os tipos de navio. É bom abrir o olho. Devemos aproveitar a onda do petróleo e crescer, buscando novos horizontes.
setembro 25th, 2011 em 3:31 pm
Marinha mercante nenca vai deixar de existir, o Brasil tem todo o potencial para crescer neste sector e n me refiro só à frota de apoio à actividade petrolífera, é incompreensível que a maioria do trafego interno de mercadorias no Brasil continue entregue maioritariamente ao transporte rodoviário com todos os contras que isso acarreta quer a nível ambiental, quer económico e até da segurança rodoviária.