por João Mesquita
A Petroleum Safety Authority – PSA da Noruega está preocupada que muitas colisões entre navios e instalações da plataforma continental norueguesa – NCS poderiam ter levado a acidentes graves. Ela apelou para grandes melhorias nas operações de navios.
Um impacto dramático atingiu as manchetes da Noruega no verão de 2009, quando o navio de estimulação de poços Big Orange XVIII colidiu com a plataforma Ekofisk 04/02 W, a uma velocidade de quase 10 nós.
Avaria extensa foi causada, e a investigação da PSA concluiu que o acidente, sob circunstâncias ligeiramente alteradas, poderia ter se desenvolvido em um grave acidente.
Mas este evento não foi único de forma alguma. Colisões tem ocorrido na NCS, desde que a indústria do petróleo chegou na Noruega em meados dos anos 1960.
Em 1966, por exemplo, a plataforma Ocean Traveler quase afundou após o navio de suprimento Smit Lloyd 8 ter furado uma de suas colunas várias vezes quando descarregava, por causa da forte corrente e grandes ondas.
Relatado:
Um total de 115 colisões entre instações e embarcações visitantes a trabalho no campo foram relatadas desde 1982, e não menos que 26 entre 2001 e 2010. Nenhum desses incidentes causou perda de vida humana ou danos pessoais, mas dano material tem sido extensivo em alguns casos.
Lições não aprendidas:
A investigação do acidente do Big Orange XVIII revelou que lições importantes não tinham sido aprendidas após um evento semelhante em junho de 2005, quando o navio de suprimento Ocean Carrier colidiu com uma ponte em Ekofisk.
Ambos os casos envolveram rotinas inadequadas para passar o comando do navio de um Oficial para outro. E, embora as colisões tenham ocorrido por uma variedade de razões, houve reincidência de algumas das principais características. Esses incidentes são frequentemente o resultado da má organização do trabalho e das responsabilidades, a formação deficiente do pessoal envolvido, ou a falha técnica de equipamento. As instalações da NCS são dimensionados para suportar colisões de um certo porte, mas uma série de tais acidentes têm envolvido energias de impacto superiores aos valores de projeto. A PSA diz que “tem de lidar com este problema, e acredita que é necessário uma melhora significativa nas operações de navios, juntamente com melhores métodos para avaliar as cargas em instalações e sua força”.
Educação:
Prestar mais atenção aos aspectos da educação e da organização também será importante, juntamente com uma redução na taxa de falha técnica. No entanto, o PSA não vê necessidade de alterar os regulamentos. A tendência é boa para as colisões entre as instalações de petróleo e embarcações que não trabalham no campo, com um declínio no número de incidentes. Isso reflete em parte um bom monitoramento. Duas estações de gerenciamento de tráfego, uma no Ekofisk e outra em Sandsli ao largo de Bergen, cobrem a maioria da NCS. Algumas instalações fixas e unidades móveis também são responsáveis por manter o controle do tráfego de passagem marítima.
Fonte: MAC









março 9th, 2011 em 12:39 am
Aqui na bacia não há muito tempo um “barco” da Tide Water varou uma Jack up, por pouco uma tragédia não ocorreu.
O Supply ficou sem os mastros e com algumas balaustradas arrancadas, e a Jack Up com avarias em tubulações e redes de cimento.
Não faz muito tempo um Shuttle tanker do cliente (com tripulação brasileira) quase abalroouo uma FPSO durante a manobra de aproximação, por um triz um grande desastre ocorria. O pior é que foram 3 tentativas arriscadas e fracassadas, e com total despreparo e risco imediato, pois se deu errado na primeira, melhor não insistir e resolver primeiro o que esta errado, re-analise do plano, mas o excesso de confiança de alguns fala mais alto, e sem falar nas vaidades. Se não fosse pelo AHTS amarrado à popa do navio, foi o que fez quebrar a guinada, atravessando o navio, pois o mesmo não perdeu segmento, e iria sair rasgando o costado do FPSO, que estava com mais de 1 milhão de bbl e tem casco simples.
Quem acha que estas coisas não ocorrem por aqui se engana, ocorrem com muita freqüência, porem o cliente (em nome do sigilo), não divulga nada.
E a “autoridade” marítima, como sempre limitada nos 90 dias de morosidade, termina tudo no esquecimento e na velha e grande pizza.
Até o dia em que… melhor não continuar.
março 9th, 2011 em 7:05 am
É… os Europeus também fazem m…
março 9th, 2011 em 10:43 am
O Big Orange agora virou Big Blue rsrss
março 9th, 2011 em 10:56 am
Depois dessa.. foi bom mudar o nome.
março 9th, 2011 em 11:18 am
Ele mudou a cor mas não o nome, ele tem este nome por pertencer a uma sociedade que usa desde os anos 60 seus barcos “laranjas”, e todos com o mesmo nome.
Mas o 8° deles que é este ai, mudou do laranja para o azul marinho, cores da empresa cliente que opera essa usina no convés dele.
É um navio altamente tecnológico, DPII, full azimutal, e ainda dão um mole desses…
março 9th, 2011 em 11:37 am
É a conhecida falha humana.
março 12th, 2011 em 1:16 pm
“Equipamentos não falham nem dão problemas…” A culpa é sempre a falha humana… alguem tem que pagar né??? O equipamento não pode ser demitido… tomar justa-causa… então quem se ferra é o operador