Mais um concurso para praticante de prático

sex, jun 24, 2011, 7.207 views

Praticagem  Mais um concurso para praticante de prático

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por Alexandre da Rocha

Do Centro de Capitães da Marinha Mercante, vem o texto abaixo, de autoria do CLC Luiz Augusto C. Ventura:

Novo concurso aberto pela Marinha para a seleção de 81 praticantes de prático agita a comunidade marítima. Só que o sentido do verbo agitar na frase deve ser entendido como preocupar, inquietar. O agito com o sentido de excitamento e exortação se dirige a uma minoria mais seleta de cidadãos com curso universitário, não importa em que área.

A imprensa já começa a encher os olhos dessa minoria acenando com rendimentos mensais estratosféricos, daí a excitação. Esses cidadãos, em geral com recursos financeiros, muitas vezes funcionários concursados de estatais e órgãos federais, exímios conhecedores de concursos da mais diversa natureza, não vão ter muita dificuldade para se lançar na aventura e, muitas vezes, alcançar êxito.

Os atrativos são muitos, pensam eles. Salário altamente compensador, divulgação mínima do concurso com a inscrição de poucos candidatos, caso aprovado não será um servidor público nem militar e sim associado de uma empresa altamente rentável sem nenhum investimento. Além do mais, a função de auxiliar os comandantes a manobrar e entrar e sair dos portos parece simples, pois serão necessários apenas alguns meses de treinamento sem nenhum dispêndio. O melhor de tudo, e mais surpreendente, é que as exigências para o candidato se submeter a esse concurso são apenas de ter curso superior (qualquer um) e ser Mestre Amador.

Moleza…

Os candidatos (doutores, experts em manobrar e navegar em um barco de recreio) logo imaginam, e com razão, que a atividade não deve oferecer dificuldades e lançam-se ao concurso visando, sobretudo, os altos salários apregoados.

Mas, por que a comunidade marítima estaria preocupada ou inquieta?

Na verdade quem assim está é uma pequena parcela da comunidade. Aquela que os americanos definem como hands on, ou seja, os que exercem efetivamente a atividade mercante de ponta, tripulando e comandando navios. Fica difícil para essa parcela entender os critérios adotados pela Autoridade Marítima, ano após ano, para definir os requisitos necessários para que um candidato se submeta ao concurso de seleção para praticante de prático.

Como é que um Comandante exercendo uma atividade tão específica, tão especializada, tão necessitada de pessoal experiente, pode aceitar que um profissional que o vai assessorar seja proveniente de qualquer profissão (ainda que de curso superior) e que, como conhecimento marítimo, lhe seja exigido apenas a categoria de Mestre Amador?

Um rábula pode prestar concurso para Juiz?

O mais espantoso é que esses critérios emanam de autoridades que conhecem as dificuldades, necessidades e perigos da atividade, sobretudo quanto ao risco de poluição ambiental.

Como pode se sentir o Comandante de um superpetroleiro, um supermineraleiro ou um superconteneiro, maiores navios do mundo, com 400 metros de comprimento e 60 metros de boca, sendo auxiliado por um prático recém-habilitado, um gênio, é verdade, haja vista ter sido aprovado no concurso, mas cuja experiência marítima está relacionada, quando muito, ao comando de um pequeno barco de recreio?

Que critérios são adotados para a elaboração destas normas de seleção? Qual a lógica que os sustenta? O que se discute para sua formalização? Profissionais diretamente envolvidos na atividade, como os Comandantes, Sindicato de Oficiais Mercantes, Associação de Capitães, são consultados? Qual a razão dessa diretiva esdrúxula permitir a qualquer profissional exercer uma atividade tão específica e importante? Que princípios éticos norteiam essa elaboração? Estaria ela de alguma forma sendo direcionada? Essa norma não poderia ser juridicamente contestada?

São muitas as perguntas…

Sabemos que países de primeiro mundo adotam política bem diferente. A praticagem é uma extensão da atividade de profissionais mercantes e a eles reservada. Profissionais que exercem uma das mais duras atividades do mundo, afastados de suas famílias, convivendo diuturnamente em um espaço exíguo com pessoas estranhas a seu campo afetivo, enfrentando condições atmosféricas adversas, arriscando-se compulsoriamente em situações de guerra estranhas ao seu país, sujeitos a ataques piratas novamente em voga, trabalhando dia e noite como se estivessem em uma prisão. A praticagem é uma espécie de compensação pela provação de anos e anos de labuta. Uma oportunidade de, ainda com disposição física, colocar sua experiência no assessoramento de capitães mais jovens. E é assim que deveria ser aqui também.

A Autoridade Marítima que condicionou o concurso aos incompreensíveis requisitos atualmente adotados não pode se deixar levar por interesses corporativos inconsistentes e, de certa maneira, irresponsáveis. Ela tem a palavra.

Nos próximos meses, período de provas e seleção, uma coisa é certa. Desconfianças, denúncias, suspensões, julgamentos, liminares, ações, etc., pulularão em torno do concurso. Isto já é uma rotina. É esperar pra ver. Até quando?

NOTA DO BLOGUEIRO: Até onde eu sei, os critérios de avaliação para a prova prático-oral não estão publicados em parte alguma do edital. Isso pode ser causa de disputas no Judiciário…

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104 Respostas para “Mais um concurso para praticante de prático”

  1. Flavio:

    É lamentável a omissão da Marinha neste sentido.
    O concurso melhorou… e muito, se comparado ao que era feito nos anos 70/80. A grande virada veio em 1995… e pegou a todos de surpresa.
    Depois disso, outras mudanças ocorreram (os pesos eram 40% para a prova; 10% para os títulos e 50% para a prática, o que dava uma boa vantagem aos mercantes). Depois, foram diminuindo o peso da prática e beneficiando os “experts de concursos”, como bem usou o termo o CMT Ventura.
    Se a Marinha copia tantas coisas dos países do chamado 1º mundo, poderia copiar o que se faz nas escolas de marinha mercante da Dinamarca, Noruega, Alemanha, Holanda… e mudar o EPM. Poderia mudar as regras do concurso para que apenas Comandantes (mesmo que abrisse aos CCBs e aos CC/CF/CMG) pudessem fazer o concurso.
    Conheço bons práticos que não foram Comandantes, alguns até nem velejadores foram, no tempo que isso não era critério, mas também considero uma aberração nosso sistema não ser, como bem disse o CMT Ventura, uma extensão, uma continuidade da carreira no mar para os que nela pensem em ir além do Comando de um navio.
    sds,

    Responder

  2. Marc Master:

    Em Portugal para cursar para Piloto de porto (pratico), tem que ter comandado navios Mercantes.

    Na Inglaterra, tem que ter sindo maritimo esperiente por x anos.

    No Chile e Argentina tem que ter pelo menos comandado navios mercantes para poder fazer o concurso.

    Nos Estados Unidos e Canada, tem que ter pelo menos 5 anos como oficial de nautica (nao ser ex militar).

    No Brasil enquanto a MB se dizer “autoridade” de algo que ela nao tem intimidade, havera este tipo de “concurso”, que privilegia os seus, e concurseiros profissionais. E sem falar que a praticagem a nao muito tempo era um clan familiar, uma oligarquia.

    A MM e sempre tratada como reserva de mercado para militares, isto esta errado, nem nos Estados Unidos e assim.
    A IMO um dia ha de apertar essa “autoridade” que brinca com uma profissao seria.

    Responder

  3. PRS:

    Confesso que comecei a ler e nem terminei…

    Esse papo de novo não!

    Está mais que comprovado que um Mestre-amador após 1 ano e meio como praticante consegue manobrar um navio. Na verdade um mestre amador após um ano e meio como praticante não é mais um mestre amador.

    E os quase 30 civis que passaram no último concurso? Estão ocasionando acidentes por aí?

    []s

    Responder

    • Marc Master:

      So um lembrete.
      Mercante tambem e civil, so aqui na america latrina que militares ainda se metem na profissao de civis, ou melhor janelam para entrar, e criaram essa bagunca toda.

      Responder

  4. Renan Raul:

    Acho que, nó mínimo, prático deveria ter sido comandante por algum tempo. É muita responsabilidade. Qualquer um que nunca pisou em um barco pode conseguir habilitação de mestre amador. Só no Brasil.

    Responder

  5. Deck:

    Prezados,

    Concordo em genero, grau e numero ao que escreveu CLC Ventura, questao obvia.
    Berdeide, aconselharia, ser imparcial e nao apenas visar derrubar sindicalista corrupto, confrme suas proprias palavras.

    Responder

  6. Flavio:

    Na Europa um prático não ganha o que ganha um prático aqui. Se o “atrativo” não fosse tão grande, não haveria tantos candidatos não marítimos.

    A “prática” no concurso para prático foi perdendo valor de 1995 para cá. Começou com 50%, baixou para 30% e nos 3 últimos (este incluso) para 20%. Ou seja, não é mais um fator de diferenciação. Além do mais, tem caráter apenas classificatório. Se fosse reprovatório, uma boa fatia dos candidatos aprovados na parte teórica teriam sido reprovados.

    Se o Presidente do CCMM anda de braços dados com o Severino, o que isso tem a ver com o concurso? Como não sou filiado a nenhum dos dois, deixo-os de lado. Contudo, o assunto Praticagem é pertinente e tem muito mais coisas em jogo.

    Tem um senhor chamado Paulo Brito que vem trabalhando fortemente para desmantelar o atual formato das praticagens no país. Talvez um sistema mais aberto pudesse ser implantado, mas como trata-se de um político, sabe-se lá quem ou o que está por trás disso.

    O limite de idade para aposentadoria compulsória da praticagem é de 70 anos. É muito tempo para ficar se expondo nas escadas de quebra-peito da vida. poderia baixar para 60 que não iria “levar ninguém à falência”.

    A marinha melhorou o concurso, isso é fato. Mas ele ainda está longe de ser um concurso que meça conhecimento. É sim, mais um concurso que mede a capacidade de se fixar uma bibliografia imensa na memória.

    sds,

    Responder

    • Alexandre da Rocha:

      Só uma nota: não existe aposentadoria compulsória para práticos acima dos 70 anos. O que há é abertura compulsória de vaga na ZP quando um colega atinge esta idade — ainda que ele continue a exercer o ofício.

      Responder

  7. Andrade:

    Acho correto o berdeide….
    Comandante, larga de Chororô e vai estudar!!!!!!
    Se pratico ganhasse uma merreca nao teria essa briga toda!!!
    Quem sabe essa é a saída? Nao ganhar uma merreca, mas nao esses salarios astronomicos de ALGUNS portos?
    MAs isso é outra história.

    Responder

  8. Jonathan:

    Na minha opinião deveria ser restrito a marítimo ou extensão da carreira. A grande maioria logicamente vê o salário primeiro,mas não significa que haja marítimos que tenham gosto, prazer pela profissão.

    Quanto a questão do profissionalismo, acredito que a experiencia faz diferenca sim. Acontece que aqui no Brasil tem corrupcao em todo lugar.

    Essa é uma atividade que deveria ser mais restrita, seja por questão de seguranca da navegacao, seja por extensão da carreira. Não estou dizendo que deveria ser mole para maritimo… o numero de maritimos (MM e MB) superam de longe o numero de candidatos deste ano que prestarão o concurso. O candidato teria de estudar do mesmo jeito.

    Se é desse maneira, também gostaria de fazer prova pra Juiz. Ahhh em um ano de “praticante” de Juiz tb aprendo tudo!

    Sds
    Jonathan

    Responder

  9. Lira:

    você tá mais que certo berdeide. esse pessoal gosta de fazer prezepada.

    Responder

    • Wellington:

      Abrir demais demais também é um perigo…

      Eu acho que tem um problema conceitual aqui nesses posts. A figura do CLC e do OSM são o máximo na nossa profissão. É preciso respeitar quem chegou nesse patamar, se nós mesmos demonstramos desrespeito pelos nossos mais velhos, não podemos esperar respeito quando chegarmos lá também e menos ainda esperar que as pessoas de fora nos respeitem.

      Uma pessoa que passou 20, 30 anos trabalhando empurrando água merece respeito. Isso precisa ser um valor básico para todos nós mercantes. Uma coisa é ser irreverente, outra é ser desrespeitoso.

      Responder

      • Wellington:

        E quem você acha que é para julgar gente bem mais velha que você? E com que direito acha que pode ficar julgando o CCMM e o presidente da entidade?

        Seu negócio é aparecer, fazendo esse discurso de jovem rebelde que um dia vai ser sindicalista. Precisa disso hoje para poder parar de embarcar e virar sindicalista, não é mesmo?

        Você é um Severino novinho, só isso.

        Espero nunca ter você como meu representante.

        Outra coisa, você não vai ser jovem para sempre, um dia vai ser velha gurada também e espero que a nova geração saiba tratar você com o repseito que você não tem.

        Responder

  10. Flavio:

    Eu não diria que uma “promoção automática” seria uma fórmula justa. Afinal, seriam poucos os eleitos e os critérios poderiam ser muito subjetivos.

    Um concurso com limitação para CCBs e CLCs seria um enorme avanço, mesmo que inclua os CC/CF/CMG como “elegíveis”.

    Um concurso que privilegie a arte marinheira e não a “decoreba”. No concurso passado haviam questões que o enunciado dizia: “De acordo com o livro tal…” Ora, se alguns autores divergem sobre um dado assunto, só a prática marinheira, que pode exigir soluções diferentes para situações diferentes. Questões de prova como essas, não medem conhecimento.

    Baixar a idade de aposentadoria compulsória para 60 anos também permitiria uma maior rotatividade no quadro de práticos do país.

    Contudo, há que se ter cuidado para que o número de práticos por ZP seja compatível com o movimento.

    Não vejo as palavras do CMT Ventura como uma imposição, mas como um convite à reflexão. Se nos países com maior tradição marítima o sistema funciona assim, não foi por imposição, foi por bom senso. Recentemente foi postado aqui no blog o depoimento de uma praticante que fez sua praticagem num navio estrangeiro… o relato que ela fez mostra a diferença!

    Será que nós, Bacharéis em Ciências Náuticas, podemos nos candidatar à posição de titulares como docentes de uma universidade federal? Não. Podemos nos candidatar da diretores de hospitais? Não. Podemos ser Juízes ou Procuradores? Não.

    Porque eles podem se tornar aquaviários sem formação como a nossa?

    sds,

    Responder

  11. GUILHERME TADEU:

    Há temas de nossa categoria, para os quais, devemos contar até cem, para podermos emitir um juízo de valor. O nosso maior dilema no momento, como classe, é que não temos uma instituição representativa, devidamente pautada ou norteada e consequentemente, empenhada, nos desafios abrangentes de nosso mercado de trabalho.

    O autor do artigo que se debate neste espaço, nos parece ainda não ter sido alcançado na absoluta pertinência de sua preocupação. A área marítima ou melhor, o universo laboral de nossa profissão, precisa sim, passar por uma nova revisão regulamentar coerente, no objetivo de corrigir dicotomias, qual esta, corretamente evidenciada pelo autor da matéria.

    Se o prático ganhasse o que ganhamos, certamente, só nós do mar, ou seja marítimos, estaríamos impelidos a desempenhar esta profissão, porque não haveria, nenhum médico, nenhum engenheiro, nenhum graduado de outras atividades ou profissões atípicas à nossa, a se apresentar para este concurso da loteca do mar.

    Discorro em apoio a premissa exposta corretamente pelo autor da matéria, porque fui vitima, em sentido inverso, desta necessária reserva de mercado que, com muita agucidade, levantou o autor no seu artigo. É imperioso destacar, que nos anos setenta, havia uma norma da Marinha de Guerra, a determinar, que os Práticos da Bacia Amazônica, deveriam ser formados em Pilotos Fluviais e Capitães Fluviais, com tal qualificação, passariam a tripular os navios, exercendo suas atividades, devidamente enquadrados nesta normativa e assim se fez: Todos os práticos da Bacia Amazônica, daquela época, que já pertenciam a praticagem, tiveram que voltar a então EMMPA(Escola de Marinha Mercante do Pará) para passarem por um período de curso, e continuarem a exercitar sua profissão. É claro que estabeleceu-se um prazo para o adequação desta norma. Pois bem, a Marinha então, a medida que os Práticos, iam cursando, concomitantemente, ia expedindo as suas CIR, porém, com os mesmos, continuando a exercerem seu mister. Só que no limiar do ano de 1972, a EMMPA-Escola de Marinha Mercante do Pará, abriria o concurso para a Primeira Turma de Oficiais de Náutica que passariam a exercer a função de Pilotos Fluviais, após formados e cumprido o tempo de um ano de praticagem na Bacia Amazônica e a partir daí, iriam ser práticos daquela região. Só que, ao perceberem isto, os práticos da Bacia Amazônica, temendo serem cooptados e perderem a liderança e domínio do Setor, já que, tinham, e continuam até hoje ter, uma associação representativa, pelo que, sentiram-se inseguros sobre o futuro da praticagem na área, consequentemente, abriam uma guerra de interesses com a Marinha, orientando aos seus práticos, a não mais a se inscreverem para estes cursos, e a partir daí, o futuro de nossa turma, na área da Bacia Amazônica, como Práticos, ficou comprometida e ameaçada.

    Esta rebeldia dos profissionais da praticagem da Bacia Amazônica, fez com que, o Vice-Diretor, do Ciaba em 1973, Capitão de Corveta RUI, nos fizesse cientes, desta indecisão sobre o nosso futuro profissional, porque já estávamos no 1º Semestre do ano de 1973, ano de nossa formatura. O CIABA então preveniu-nos de que iríamos fazer mais seis meses de curso, após o término daquele ano, para então, nos formar-nos em Oficial de Náutica Longo Curso. A antítese desta realidade álacre, residia no fato, de sermos todos garotos na época e, sendo assim, nem sabíamos, ou não tínhamos a exata noção, do que era ser Oficial da Marinha Mercante. Neste intercurso, ocorreu o entendimento entre a Praticagem da Bacia Amazônica e a Marinha e daí, optaram por outra alternativa, dando-nos conta, que iríamos sim,navegar sim na Bacia Amazônica, mas não como Práticos e sim como Oficiais Fluviais das Empresas emergentes da Região, como a ENASA, Estatal de cem anos de atividade em nossos Estados do Pará e Amazonas. Consequentemente, eu e outros colegas, depois de formados, concluímos nossa praticagem, mas desistimos de seguir esta carreira e prestamos novo concurso publico para o CIABA, sendo aprovados: eu, e os hoje Comandantes da Transpetro, já aposentados, CLC- Geraldo Martins Moraes, Comandante, CLC Cereja, nos formando assim em Oficial de Náutica, pela segunda vez, desta feita Longo Curso.

    Os outros colegas nossos, continuaram, ficaram na Região, depois prestaram concurso para a Praticagem da Bacia Amazônica aonde estão até hoje como práticos e merecidamente bem remunerados, são eles, os Práticos: Silva, Machado, Josafá, Monteiro(Falecido) e Gilberto Maia.

    Ante ao exposto, entendo que devemos sim, nos posicionar pela reserva de mercado, é uma questão de coerência. O Comandante missivista logicou corretamente, afinal, como você pode discutir, mensurar parâmetros de coerência, com profissionais que, não passaram por uma formação adequada, consequente de um curso de três anos de Oficialato no Ciaba, ou, até mesmo marítimos de nossa atividade e de outras funções( Marinheiros, Mestres, Oficiais de Máquinas, Condutores, Eletricistas) que, que por dever de oficio, conhecem as especificidades de nossa atividade; diferentes portanto, de outros profissionais ou leigos do mar, que jamais estiveram sobre um engenho como o é, um navio, e após um ano de praticagem, vão para um cenário tão inóspito e perigoso, como adentrar e sair de espaços geográficos sinuosos como as Barras, Bacias etc… , passagens, algumas diminutas e cheias de desafios como os rios da Amazônia por exemplo?

    Os práticos de nossa área, já laboravam de forma amadora na região, depois ascenderam a condição de práticos, logo, porque não defendermos nossa reserva de mercado para que, tão somente, marítimos brasileiros possam concorrer para habilitarem-se a esta atividade milenar? Porquê ter esta leniência com um Zé qualquer? Onde está a lógica da segurança? Do fluxo da carreira náutica? E por outro, qual a segurança que podemos mensurar, a concursos públicos no Brasil, especialmente os da praticagem,onde já houve anulações sob a premissa de vazamento das provas?

    Os nossos Sindicatos representativos, nossa Federação e Confederação Marítima, infelizmente, atualmente, são só roupagens; há muito, já deveriam ter se posicionado em defesa deste mercado de trabalho que nos pertence e tem haver, tão somente, com a nossa categoria. Pensem conosco: Como marítimo, eu posso construir um Edifício? Como marítimo, eu posso clinicar como se fora um médico? Como marítimo, eu posso advogar? Como marítimo eu posso pilotar um avião? Como marítimo eu posso projetar uma ponte como a Rio X Niterói? Então!

    Assim sendo, respeitando os que estão a divergir, congratulo-me e parabenizo a correta percepção e o pertinente artigo do Comandante ou do colega CLC Luiz Augusto C. Ventura, que nos traz tão apropriado tema, para a avaliação e discussão de nossa categoria, destarte esta: É A NOSSA OPINIÃO.

    Responder

  12. Wellington:

    Experiência…
    Isso nos faz muita falta na juventude!
    Falou tudo, da forma rebuscada que lhe é própria, mas falou o que é importante.

    E esse pessoal que faz discurso contra corporativismo mercante deveria repensar o que está dizendo. Não entendo como alguém pretende me representar um dia sem ser corporativista. Sem espírito de corpo continuaremos dando murro em ponta de faca.

    Responder

    • Wellington:

      Quer ser reconhecido pela sua coragem?
      Vai precisar fazer bem mais que um blogue.

      Responder

      • Wellington:

        É exatamente esse o ponto!
        Você precisa de mais tempo, ou deveria cercar-se de gente que não explode por qualquer coisa e sabe respeitar os cabelos brancos na cabeça dos outros, como o Avio, o Comandante Balbi, o Comandante Cals e outros tantos que parecem compartilhar idéias com você.

        Pense nisso Sr. Misael e amansa, meu camarada!

        Responder

        • Wellington:

          A figura do CLC e do OSM são o máximo na nossa profissão. É preciso respeitar quem chegou nesse patamar, se nós mesmos demonstramos desrespeito pelos nossos mais velhos, não podemos esperar respeito quando chegarmos lá também e menos ainda esperar que as pessoas de fora nos respeitem.

          Responder

  13. alex:

    Caros,
    Li todos os comentários e de alguns pontos vejo informações incorretas, como salário de Pratico. Nao existe salário , e sim destrubuicao de lucros, é uma empresa com sócios(práticos), os quais pagam impostos , empregados , despesas de manutenção de bens( lanchas, atalaia, lanchas de sondagem, ajuda a algumas instituições filantrópicas e outros.
    Se houver movimento na ZP, se fatura e se não houver é prejuízo. Como o pais tem seu comércio em crescimento e 95% da nossa economia passa pelo mar, rios e aguas navegáveis em geral, a empresa de praticagem gera lucros, em algumas mais que em outras. A ZP de Itajaí por exemplo, Ja ficou com faturamento reduzido devido à inundação sofrida na cidade.
    Outro fator é que o processo seletivo é para Praticante de Pratico(PRP), e não para prático. Logo o aprendizado necessário para se tornar um prático vem no estágio de praticante de prático, ao qual no final o PRP se submete a uma prova prática para ser avaliado por uma banca examinadora a qual irá verificar se o PRP tem ou não tem condições para ser prático.
    Agora colocando minha humilde opinião, creio que o sistema de hoje é um das raras oportunidades de qualquer brasileiro,que preenche os requisitos mínimos , de ter um futuro promissor, isto é , não fica restrito a um segmento , seja de forma clara ou com requisitos obscuros. É por mérito, estudo, sacrifício, abnegação e muita sorte( oprtunidade+preparo) e pode conseguir.
    O requisitos para ser Prático é ser, antes, Praticante de Prático, ou seja, ser classificado em um processo seletivo, cumprir um estágio , e ser considerado apto por uma banca examinadora composta por Praticos, Autoridade Marítima e também avaliado pelo comandante do navio em que se realiza os exames, para que aquele cidadão venha a ser habilitado. Um caminho longo e vitorioso, pois todas as etapas são difíceis. É um conquista, nada é dado de graça.
    Forte abraço a todos.
    Ps- desculpem alguns erros de digitação , pois estou em um celular e por vezes o erro ocorre.

    Responder

    • carlos:

      Concordo plenamente,uma coisa é ser comandante de um navio,outra é ser pático,sou da seguinte opinião no Brasil tínhamos um fantasma quae sempre assombrou os trabvalhadores,eram os QIs..quem indicou ..!lutamos para termos liberdade de escolha e direitos iguais,entào senhores civis ou militares,nào importa se o que de fato pode ser mais justo e impessoal é o concurso,entào quem tem mais inteligencia,força de vontade e muito e muito estudo e horas de cadeira terá sua vaga garantida com o salário que é realmente um sonho pra qualquer um eu disse qualquer um que tenha a vontade e a capacidade de ser um prático.
      estude entao os qua acham que estou errado..vai ralar querido!

      Responder

  14. Fábio Balbi:

    É fundamental o trabalho em conjunto do prático com a tripulação do navio. Ninguém melhor do que o prático para conhecer o porto em que opera e ninguém melhor do que o Comandante e sua tripulação para conhecer os detalhes técnicos do navio. O trabalho em conjunto tem como finalidade operações seguras, entradas e saídas do navio e as manobras dentro do porto (fundeio, atracação e desatracação).

    É importante para tanto que ambos falem a mesma língua, que os dois sejam experientes. Nada mais justo do que o concurso seja voltado para os Oficiais Mercantes. Cada um na sua praia. Se alguém, que não seja marítimo, tenha a intenção de se tornar prático, matricule-se no concurso para a EFOMM, estude, se forme e então comece a luta para se tornar prático.

    Lutamos durante anos para entrar no mercado do Posicionamento Dinâmico em plataformas que era todo feito por gringos e não marítimos (com raras exceções). Seria justo um retrocesso neste processo e que qualquer um pudesse fazer o curso da Kongsberg ou outro Centro qualquer e entrar neste mercado? Lembrando que não existe exigência legal para que o DPO em plataforma seja marítimo. Não existe cartão de lotação para tal.

    Então porquê não defender que os práticos sejam marítimos? Porquê não defender que tenham experiência em diversas classes de navio? Que tenham trabalhado durante X anos embarcados. Isso é mais do que lógico.

    Os valores cobrados pela praticagem, que servem de base para os salários dos práticos, está dentro da realidade? Não! O custos estão muito acima da realidade mundial assim como todos os custos operacionais (custo BRASIL). Um ajuste deveria ser feito. Toda vez em que se fala em quebrar o monopólio da praticagem, visasse tão somente reduzir os custos. Não se discute a qualidade do serviço e nem a experiência e exigências para se tornar prático.

    Quanto à qualidade do serviço, cabe uma pergunta: o serviço tem sido prestado a contento? Diversas vezes em que entrei no Rio e em Vitória, o serviço não foi prestado a contento. O prático não embarca no ponto onde deveria embarcar, normalmente embarca quando a embarcação já está dentro do porto e não ficam até o final da atracação ou do fundeio. Desembarcam antes da manobra estar completa. Então, como cobrar custos altíssimos por serviços que não estão sendo bem prestados. Isso não é fiscalizado e são raros os Comandantes que reclamam com o prático ou com a praticagem. Pelo contrário, muitos Comandantes querem mais que o prático desembarque logo pois consideram sua permanência a bordo desnecessária e só o aceitam a bordo por exigências legais. Eles não conseguem entender a necessidade do prático ainda mais quando o serviço não é bem prestado. Quantas vezes o prático embarcou e ficou falando ao celular ou rádio durante a manobra. Já vi prático manobrando com uso de um GPS portátil… daqui a pouco vai querer manobrar sentado no sofá de casa.

    E se ao invés de práticos para todos os tipos de embarcação e operações, tivéssemos um controle de tráfego mais eficaz. Informando quais as embarcações que estão entrando e saindo. Informando aos comandantes quais os cuidados a serem tomados. Enfim, em 1994, tive a oportunidade de conhecer o centro de controle de tráfego marítimo em Cingapura. Coisa de outro mundo!!! Isso foi há 17 anos. Cadê a infraestrutura brasileira? Precisamos melhorar muito.

    Uma prova escrita serve para avaliar uma parte do conhecimento teórico pois nossa profissão tem uma literatura muito vasta. É uma questão de sorte e não de mostrar conhecimento teórico profundo e muito menos conhecimento prático. Estamos avaliando bem os nossos práticos? E se ao invés de uma prova, o serviço fosse prestado por diversas firmas credenciadas por órgão regulador e essas firmas contratassem os melhores. E se os melhores tivessem que cumprir diversos requisitos técnicos. E se essas firmas oferecessem melhores custos conseqüentemente uma redução nos salários. Utopia? Por que é utopia? Por que estamos no Brasil e aqui as coisas não funcionam? Por que aqui é o país do “jeitinho”? Pode até ser mas se ninguém reclamar vai continuar a ser assim para sempre. Então, utopia é deixar a coisa do jeito que está.

    Se o CCMM resolveu, através do CLC Ventura, se manifestar, então deveríamos nos unir a ele e brigar por nosso espaço. Se o CCMM não se envolveu antes ou em outros questões como ensino nos Centros de Instrução e etc, então é hora de convidá-los para participar.

    Eu já mencionei antes, a divisão de novos e antigos, experientes e inexperientes, olho azul e olho escuro, loiro e moreno, NÃO nos leverá a lugar nenhum. É hora de mudarmos essa mentalidade ou deixar a coisa do jeito que está. Por isso é que nada muda no sindicato. Porquê eles são unidos e nós não!!!

    Responder

    • pp:

      Balbi,

      Parabéns! Vc falou super bem, e gostaria de dizer que sou um “sonhador” como vc, acredito que as coisas por aqui ainda podem e vão mudar para melhor.

      Responder

      • Wellington:

        Eu entendo que você tenha ficado amuado porque não te deram atenção, mas você começou a desacreditar publicamente intituições que batalham com muita dificuldade para tentar sobreviver.

        Agora você precisa entender que o CCMM não existe para defender os interesses da guarnição, dos oficiais de náutica, de máquinas, chefes e imediatos. Ele é o Centro de Capitães da Marinha Mercante e seu objetivo é defender os interesses dos Capitães, Misael, é simples assim.

        Ainda é meio cedo para você querer mudar o estatuto do CCMM, não é mesmo? Quem sabe logo logo você estará com a sua carta de CCB e poderá filiar-se ao CCMM, participar das reuniões, formar uma chapa e concorrer, até porque não são muitos que têm disposição para gastar o tempo trabalhando sem receber por isso.

        Quem sabe você não será o presidente do CCMM um dia?
        Tudo tem seu tempo para acontecer…
        Eu aposto que sim!

        Responder

    • carlos:

      O jeitinho foi rseolvido cmte,faz o concurso e passe.em vesz de ficar reclamando vai estudar.

      Responder

  15. Marcelo Ribeiro.:

    Po Misael que ta acontecendo????voce ta muito aloprado,qualquer coisa que te contradiga ta chamando as pessoas pra mao,que e isso companheiro????!!!voce nao era assim,foi bajulado no CIABA e ficou loko?Mantenha a postura a frieza,conta ate dez aprenda com os Srs Avio,Balbi,conquiste as pessoas com argumentos,e escrevo isto porque gosto MUITO do blog,nem tamanho pra brigar vc tem (KKKKKK)agora o homem fica louco.

    Responder

  16. Wellington:

    O problema, meu caro, é que você É UM CAPITÃO, e esse cidadão que é contra tudo isso que você escreve TALVEZ venha a ser um dia.
    Usa essa historinha de democracia e de que todos tem espaço para justificar que todos são iguais, mas a verdade é que não são.

    Você não pode tratar de forma igual coisas diferntes. Meus 30 anos de mar empurrado como OSM não valem mais nada?

    Não notou ainda que está andando com o pessoal errado, CAPITÃO BALBI?

    O cara chegou agora e quer sentar na janela.

    Responder

    • Fábio Balbi:

      Caro Wellington,

      Bom dia!

      Eu não estou andando com ninguém. Como já disse aqui diversas vezes, tenho minhas idéias e ideais.

      Não sou obrigado a concordar com tudo que se escreve aqui e vejo no site uma oportunidade.

      Uma oportunidade de publicar meus textos como uma tentativa de preservar um pouco da história da MM. Que os mais novos conheçam como foi nossa época.

      Queria que o CCMM e o sindicato me dessem espaço para publicá-los em suas revistas ou sites. Sinto falta disso com relação ao sindicato. Publicam um momento de besteiras na revista do sindicato mas não abrem espaço para preservar nossa memória.

      Queria que os mais novos entendessem que se hoje vivem um bom momento foi porquê antes de mim e na minha época, passamos por momentos difíceis para que hoje vivamos esse momento bom. Assim como eles vão ter que brigar bastante para manter esse bom momento pois nós, os antigos, já estamos cansados e já estamos na descida enquanto eles ainda estão na subida.

      Uso esse espaço para tentar passar um pouco da experiência que vivi e que estou vivendo.

      Não entro em discussões com relação a questões sindicais entre outros assuntos por ter visão própria sobre o assunto. Por achar que a via democrática é a mais correta.

      Não entro em discussões sobre questões salariais e sobre empresas. Cada um sabe onde o calo aperta. Se hoje estou onde estou é porquê eu quero e não por falta de oportunidades.

      Por fim, gostaria que os antigos, assim como fiz, começassem a escrever seus textos e publicassem pois assim os mais novos saberiam como foi nossa época. As dificuldades nas comunicações, os longos períodos de tempo embarcado, os navios caindo aos pedaços, enfim, por tudo que passamos.

      Atenciosamente,

      Fábio Balbi
      CCB – CIAGA 1992

      Responder

      • Wellington:

        Caro Balbi,

        Tenho certeza que se você procurar os diretores do CCMM e apresentar seus textos, eles serão publicados. São textos de boa qualidade e direcionados para o pessoal que está chegando agora. Sugiro que envie seu material para o Capt. Ventura, por email mesmo,estabeleça contato e terá uma grata surpresa.

        O que vejo hoje é muita gente esperando que o CCMM ou o Sindicato venham procurá-los, quando deveria ser o contrário.

        Responder

        • Wellington:

          Você precisa desse teatro mesmo para atrair seu público e ficar popular, só assim poderá ser sindicalista um dia.

          Só que está sendo grosseiro e desrespeitoso.
          Minha filha trabalha com marketing e ela me explica um pouco desse assunto, então eu acho que você precisa de um pouco de marketing pessoal para dar uma melhorada nessa imagem e facilitar a sua luta, até porque ela pode virar a nossa luta.

          Mas eu gosto de você Misael, porque já fui assim um dia, mas não tínhamos essas facilidades de comunicação!

          Então, enquanto esse espaço for democrático e você não censurar minhas palavras, eu vou entrar e lembrar você que está sendo grosseiro todos as vezes que agir assim.

          Sei que um dia você vai ser velho e vai lembrar das palavras desse velho maquinista.

          Responder

    • Wellington:

      Caro Misael

      A minha mentalidade não é ultrapassada, talvez a sua mentalidade é que não seja marinheira. Respeito sua força de vontade e entusiasmo para mudar o mundo. Só os jovens mudam o mundo e você tem potencial para isso.

      Apenas acho na minha humilde opinião de velho lobo do mar, calejado e de couro curtido pelo Sol e pela água salgada que você não é tudo que pensa que é, mas essa “ficha” só cai pra gente quando a gente passa dos quarenta, um pouco mais, um pouco menos.

      Nós pensamos que podemos mudar o mundo quando somos jovens e realmente a gente consegue mudar um bocado! Mas você não pode tudo e não deveria julgar gente bem mais experiente que você só porque tem uma idéia formada na sua cabeça. A sua idéia é só mais uma, todos nós temos as nossas.

      Você é desrespeitoso com gente que já viveu bem mais que você. Gente que teve seu momento de glória e ajudou a marinha mercante a chegar até aqui, da forma que foi possível chegar. Gente que pode hoje estar dando seus últimos suspiros na história da MM brasileira e que a dureza irreversível do tempo vai deixar para trás apenas nas nossas lembranças.

      Não seja desrespeitoso e grosseiro com os mais velhos, você será velho um dia e vai se arrepender disso, tenho certeza. Você não precisa atropelar todo mundo que não concorda com você para ter sucesso.

      Responder

  17. GUILHERME TADEU:

    ESTE MERCADO DE PRATICAGEM É NOSSO ELE NOS PERTENCE
    É demasiadamente importante que este tema não se esgote aqui, porque se há algo que devemos corrigir na área marítima brasileira, é este fluxo de carreira, vejo que me preocupei, demasiadamente, a não ferir a suscetibilidade de ninguém , porque sei que é um tema polêmico, mas que não deve, não pode e nem vai se esgotar aqui. Para os mais jovens, ora inseridos nesta discussão, há que termos, a compreensão necessária, por questões óbvias, mas nós temos que eleger este tema CONCURSO DE PRATICAGEM como bandeira de luta, não vejo como os apátridas, ou seja, aqueles que não pertencem ao meio marítimo, se ombrearem a nós, ou nos contrapor nesta luta, nesta iniciativa. Estamos falando em capacitação intra-corpus, ou seja, aquela que só a detém os que, pertencentes a classe marítima brasileira, que exercitaram ou exercitam a atividade marítima em nosso país. Notem que esta discussão não é emocional, e sim institucional, e não tenho como deixar de ressaltar, que é sim, defesa de reserva e de legitimidade de mercado. Este país tem um débito imenso com a nossa categoria, posto que, se formos logicar no campo do espírito de responsabilidade e brasilidade, basta contemplar a história de nossos antepassados, que tombaram torpedeados por Submarinos alemães na costa do Brasil, porque, mesmo sabendo que iriam navegar em zona de guerra, se expuseram pela consciência do dever para com a pátria, assegurando assim, o fluxo do comércio internacional marítimo brasileiro, expondo suas vidas, consequentemente, morreram mais colegas de nossa Marinha Mercante do que a força expedicionária brasileira no front na Itália; logo, falta sim, mais corpo a corpo, para corrigirmos esta dicotomia e para tal, os nossos colegas Comandantes, Chefes de Máquinas, como pontas de lança de nossa profissão, se engajarem nesta luta, ao lado de todo o nosso seguimento marítimo. ESTE MERCADO É NOSSO ele NOS PERTENCE e estão nos tomando na mão grande. Colegas de minha turma de Oficiais de Náutica que navegam no estuário amazônico, nunca usaram ou se utilizaram de nenhum aparelho que não fossem os rumos da agulha, se plantam na asa de um dos bordos do passadiço e vão embora até Manaus, assim como todos colegas formados no Ciaga e no Ciaba que hoje, estão na praticagem, somando-se a estes a historia dos primeiros práticos, nativos das regiões geográficas a serem demandadas, mas que já eram navegadores autóctones da região, pelo que, conheciam os rios pelo empirismo; pena não terem conseguido faturar o que hoje, os práticos atuais, merecidamente faturam. Ante a pertinência do tema, embora não pretenda adentrar neste mercado que é nosso, conclamamos os colegas a levantarmos esta bandeira de luta, para a qual, temos certeza que tem tudo para se espraiar pelo Brasil e ganhar uma organização com núcleos em todos os estados que possuam vias marítimas, pois, não há como deixar de reiterar. ESTE MERCADO DE PRATICAGEM É NOSSO ELE NOS PERTENCE.
    Guilherme Tadeu
    AVIO

    Responder

    • carlos:

      Desculpe mas não concordo,ser comandante de navio é uma coisa ser prático é outra completamente diferente.senhor o mercado é dos que tem capacidade de passar no concurso,então vai estudar em vez de ficar levantando bandeira.Enquanto vcs ficam defendendo uma coisa que não existe deveriam aproveitar o tempo e estudar.simples assim.

      Responder

  18. Marc Master:

    Vamos parar de discutir o sexo dos anjos, isso nao leva a nada, o ponto e que concordo com o Balbi, acho que a praticagem deveria ser aberta, acabar com monopolios que nao levam a nada.

    No Brasil pratico nem e maritimo, e estranho isso uma aberracao para ser mais sincero.

    Eu tambem sou contra estes que se acham os donos dos nossos destinos, e carreiras, sou contra esta desautoridade maritima de mentira, sou contra “instituicoes” de fachada como o CCMM, e o sindimar que nada fazem de pratico e concreto. Sou a favor de mudancas mudar e preciso como navegar tambem e se quizermos continuar navegando.

    Abracos

    Responder

  19. maritimo:

    caro ex comandate

    voce acha que a MARINHA DO BRASIL vai procurar Profissionais diretamente envolvidos na atividade, como os Comandantes, Sindicato de Oficiais Mercantes, Associação de Capitães,e ainda consultalos? pra que ?
    que sentido teria isto ? a MARINHA DO BRASIL é soberana e nao precisa consultar maritimos para tomar decisoes refente a processo seletivo para quaisquer aquaviario. e o mais absourdo , discute para sua formalização?
    vamos deixar de hipocresia . qualquer indivíduo pode ir ate uma capitania e fazer uma prova e depois de aprovado , receber uma carta de capitao amador e navegar o mundo todo,quer exemplos ?
    Amyr Klink economista ,Aleixo Belov engenheiro naval , vilfredo Schürmann e familia que pasaram 10 anos dando volta pelo mundo.
    entao sr ventura vamos mais uma vez deixar de ser hipócrita .
    serviço de pratico qualquer um pode fazer e nao tem ciencia nenhuma só basta ter conhecimento e depois de um ano estagiando aprende.
    procure estudar para concorrer há uma vaga , se prepare e muito por que a concorrecia é grande.
    outra coisa como é que o sr faz uma comparaçao ridicula dessas sobre um JUIZ.se rábula pode prestar concurso para Juiz? claro que nao.
    rabula :
    Indivíduo que advoga sem possuir o diploma.
    pra ser JUIZprimeiro tem que se formar em direto e depois tem que estudar dias e dias.
    pra ser maritimo rsrsrs
    nao fique chorando e lamentando o seu despreparo para disputar uma vaga estude quem sabe um dia voce pode se tornar um pratico.
    boa sorte.

    Responder

    • Wellington:

      As palavras desse senhor “marítimo” (ou não) são grosseiras, simplistas e descabidas.

      Por que se entitula marítimo se na verdade é contra os marítimos?
      Os cargos de prático devem sim ser exclusivos para marítimos profissionais e com experiência de mar.

      Se os valores praticados são muito altos? Na opinião de quem?

      Por que se realmente forem muito altos, quem sabe não seria a hora de reduzir esses valores e criar um concurso mais prático, para selecionar quem sabe manobrar navio, ao invés de selecionar os melhores memorizadores de leis e publicações?

      Meus amigos comandantes sempre reclamaram que alguns práticos não tem prática, embora a grande maioria seja extremamente competente, treinada e experiente. Tem alguns praticos que conheço que “manobram o navio de olhos fechados” tamanha a prática que possuem.

      E eu já vi mais de uma vez o comandante assumir a manobra no passadiço porque o prático estava dando bobeira.

      Responder

      • carlos:

        concordo em parte com o senhor,sei das emoções que envomvem nossas paixões pela profissão mas acho que não se trata de memorizações ou decorebas,todos os concursos no brsil sào assim não somente para o prático o concurso é a melhor forma e mais democrática é imparcial.acidentes acontecem nào só com práticos mas tbm com cmtes.acidentes ou distrações acontecem,no transito com automóveis ,no avião e tbm em um navio.veja o caso do acidente da TAM eram dois comts em um voo e aconteceu o que aconteceu.
        abcs

        Responder

    • Clayton:

      “maritimo”??

      Vc está mais para um pratico recalcado ou velejador de fim -de-semana, doque para um maritimo de fato. Se vc caso o fosse vc teria entendido os comentarios dos colegas Guilherme Tadeu, Wllington, Ventura, Balbi e muitos outros(verdadeiros trabalhadores do mar).
      Eu disse trabalhadores do mar, coisa bem distinda de velejadores.

      Responder

  20. GUILHERME TADEU:

    EM TEMPO
    Não conheço o CLC Ventura e nem sou seu procurador, mas, quando não cursamos a universidade propedêutica, nós, pelo menos haveremos de cursar a universidade da vida, e quando não cursamos nenhuma das duas, obviamente, não estamos a altura para debater temas, abordar assuntos e até logicar , com conhecimento de causa, sobre matérias, temas ou discussões que se evidenciam em campos distintos, qual o nosso, o da ciência náutica. Destarte, vejo que a participação do colega com o ataque gratuito e covarde que pauta contra o autor da matéria em discussão é, sem duvida, uma contribuição desnivelada, açodada e desprezível. Se tivéssemos sido atacados, ofendidos e alcançados de forma grosseira pelo autor da matéria em debate, poderíamos até considerar ou compreender a pertinência de uma postagem tão infeliz. Ante ao exposto, repelimos veementemente vossa manifestação de baixo nível e se fora eu, o mediador do Blog, a tiraria do ar agora; afinal o LC Ventura trouxe um tema atual ao debate sem atacar, denegrir e até mesmo tisnar, ainda que de leve, a suscetibilidade de quem quer que seja. A Marinha e todas as instituições militares possuem soberania mas não estão acima da Constituição Federal, esta sim, soberana e a Marinha sempre se portou e se apresentou de forma abordável a discussã,o para aperfeiçoamento e para evolução em quaisquer assuntos do mar, seja ao Ensino profissional marítimo, para a segurança das vias navegáveis e para tal ressalva nos avisos aos navegantes que todos operadores do mar, devem contribuir para sua missão altaneira, ajudando a Marinha a cuidar, aperfeiçoar e viabilizar as vias navegáveis, velando permanentemente para a segurança da navegação em águas brasileiras e como tal, todo o final de ano, faz questão de premiar os navegadores, mercantes ou não, navios brasileiros e até amadores que contribuam para o sucesso de sua missão, não incluindo ações militares ou de lógica militar para a qual constitucionalmente estão responsáveis. Logo não vemos razão para tão reprovável agressão ao CLC Ventura. Já temos problemas demais em nossa caminhada, com uma entidade sindical ausente de nossos dilemas e de valores corrompidos que a torna inútil e algoz de seus associados, quando em verdade deveria se emoldurar como portal de sua segurança.

    GUILHERME TADEU
    AVIO

    Responder

    • Fábio Balbi:

      Parabéns… nada justifica o ataque ao CLC Ventura…

      Responder

      • OSM Wellington:

        A figura do CLC e do OSM são o máximo na nossa profissão. É preciso respeitar quem chegou nesse patamar, se nós mesmos demonstramos desrespeito pelos nossos mais velhos, não podemos esperar respeito quando chegarmos lá também e menos ainda esperar que as pessoas de fora nos respeitem. Acho que este é um mantra

        Gentileza gera gentileza!

        Deus nos preteja quando estivermos em alto mar…

        Responder

  21. Haddad EFOMM:

    Concordo com o Cmte. Ventura. Particularmente, acho que o concurso é fajuto. Em várias edições houve alguma irregularidade e a MB arquivou os IPMs instaurados. Por muito menos concursos da UNB foram cancelados. Lugar de milico é em navio de guerra segurando canhão e não em banca de praticagem vazando prova para os seus amigos de turma. Tenho que me dedicar em dobro porque todo processo tem gente entrando pela janela. Esse mercado é nosso!

    Boa sorte à todos e espero que os OFICIAIS MERCANTES esculachem!

    Responder

    • sandro:

      prezado haddad

      todo processo seletivo pra pratico é concorrido, se voce nao tem capacidade de passar na prova , nao procure denegrir á imagem do concurso.
      como diz o misael quem estuda passa. Já quem nao passa fica como vc chorando e reclamando como esse maritimo ventura.
      só quem passa na prova é quem esta bem preparado , nao o caso de voces que so reclama do sucesso dos outros e ainda abre a boca pra lamenta.
      lugar de se lamentar é no murro das lamentaçoes. vai pra lá…

      abraço

      Responder

      • Fábio Balbi:

        Caro Sandro,

        Sua colocação foi infeliz. Existem várias suspeitas sobre o último concurso para Praticante de Prático. Inclusiv, vários colegas (não foi um ou dois profissionais que fizeram a prova)reclamaram sobre o processo como um todo.

        Um dia a investigação irá aparecer e aí saberemos a verdade.

        Pela maneira como você escreveu, acredito que você não seja da área e esteja aqui somente para passar seu tempo ocioso. Por tanto, procure o muro das lamentações para passar seu tempo ocioso e venha para o debate com algo mais produtivo do que um péssimo português.

        Responder

        • sandro:

          prezado fabio

          vc esta enganado já estou na area maritima ha mais tempo que vc.
          se seus colegas nao conseguiram passar na prova por achar que houve inrregularidade, é melhor ele se cercar de provas e procurar o ministerio pulblico e formalizar uma denucia.

          vc deve ser bem informado apenas nao bem preparado pois se fosse estaria bem melhor na profissao.
          e sobre o meu portugues nao é tao ruim quanto ao seu despreparo por nao ter conseguido uma vaga na praticagem.
          abraço

          Responder

          • Clayton:

            Nossa!!Como vc agressivo com essa questão de fraude no concurso…
            Por acaso vc é um dos irmãos Cajaty??? Ou um dos policiais que coagiu o professor do CIAGA??

            Responder

  22. Penelope:

    Sabem porque tem tanto civil passando em concurso para praticante de prático?
    Por que os militares não tem competência para tirar notas maiores!

    Democracia é isso!

    Se, os oficiais da MM são os “melhores” para executarem a praticagem, porque suas notas são menores nas provas escritas e prática, do que a de muitos civis?

    O Processo seletivo está aberto a todos, ao invés de ficarem aí chorando, vão estudar e mostrar que são capazes!

    Responder

    • Marc Master:

      Puxa estamos em 2011… Oficial mercante e civil, profissional do mar, e dificil entender isso, que o nome oficial foi empurrado nos anos 70, pois antes era Piloto de navio somente, como ainda e chamado em Portugal.

      E o primeiro colocado no ultimo “processo seletivo” e um filho de pratico.

      Oficial de Nautica e uma funcao, como oficial de quarto de navegacao, ou “oficial” em diversas profissoes.

      Responder

    • Fábio Balbi:

      Penelope,

      Civil passa na prova porquê qualquer um que tenha tempo livre e capacidade de decorar pode passar pois a prova não mede conhecimento prático e sim decoreba. Agora, conhecimento prático adquirimos trabalhando em cima de navios e plataformas. Manobrando nas diferentes condições ambientais e em diferentes tipo de embarcação. Mande um prático pegar uma plataforma de perfuração e manobrar na BC que eu quero ver ele fazer…

      Enfim, não precisa ter conhecimento prático para passar na prova, basta ter conhecimento teórico. O que falta para muitos mercantes é tempo e paciência… conhecimento, a maioria tem…

      Me dá o Código processual e civil que, se eu estiver com paciência, decoro e passo na prova da OAB. Será que a OAB vai aceitar?

      Cada um na sua praia… pelo visto, essa praia aqui não é a sua…

      Responder

      • maritimo:

        prezado fabio

        pra fazer uma prova para OAB tem que ser formado em DIREITO

        aquaviario nao tem essa formaçao.
        alguns estudaram e fizeram o curso de direto como o nosso colega Avio
        abraço

        Responder

    • Juliana:

      Penelope,

      VC É RIDICULAMENTE IMATURA E SEM NOÇÃO DO CONTEXTO EM QUE NÃO DEVERIA ESTAR SE METENDO!

      SEU COMENTÁRIO É DESPREZÍVEL!

      Responder

    • Edu:

      Queridinha Penelope,

      Você sabe a diferença entre civil e militar? Sabe que marítimo não é militar? Será que você sabe que o militar precisa estudar praticamente escondido, pois sofre represálias em sua carreira? Sabe que o expediente dos militares da marinha de Guerra é de 8:00 até depois das 19:00 (quando não vai até bem mais tarde)? Sabe que os marítimos passam 30, 60 dias ou até meses no mar, em escalas apertadas? E ainda assim, eles passam na prova… Ao passo que os alienígenas como você, devem ficar mais de 60% do dia só estudando e decorando o material.

      Tem mais competência ou tempo livre?

      Cresca e apareça, minha filha.

      Responder

  23. Penelope:

    Misael, parabéns pelo seu trabalho. Continue acreditando que você pode mudar o mundo. O dia que você deixar de acreditar nisso, tá na hora de morrer!

    Responder

  24. P.C:

    concurso de pratico tem que ser oficial
    unico que tem respaldo para fazer o mesmo

    Responder

    • nunes:

      caro P.C

      quem colocou na sua cabeça que que pra ser pratico tem quer oficial
      vc deve ser mais um que nao tem capacidade de passar na prova e com isso tira vantagens por ser maritimo.
      conheço varios praticos que sao de profissoes completamente diferente da sua , e olha os caras sao bons.
      talves se vc se preparesse tinha um desempenho melhor.
      estude,estude,estude…
      há oficias da marinha mercantes sao uma classe de profissionais como qualquer outro, trabalha para uma empresa e tem sua carteira assinada como qualquer trabalhador.
      acho melhor vc nao substimar a inteligencia das pessoas.
      abraços

      Responder

      • Fábio Balbi:

        E eu conheço vários práticos que não tem competência, que decoraram e passaram no concurso… e aí, vai dizer o que disso?

        Esse debate está além da capacidade técnica e intelectual de muitos que acham que decorar significa entender…

        Enfim, cada um na sua praia… se o salário fosse ruim, os civis não iam querer porque não tem afeição pelo mar assim como os marítimos têm… então, quer ser prático, faça EFOMM ou EN, aprenda o que é boreste e bombordo, proa e popa, antes de pegar o livro do Caminha ou o Navegar é fácil e começar a decorar.

        Responder

        • maritimo:

          prezado fabio

          nao entendi..

          vc é por acaso é MILITAR ?

          ate aonde eu sei vc é aquaviario.
          e aquaviario pode ser qualquer pessoa civil
          entao vc é civil
          abraço

          Responder

        • sandro:

          Prezado Fabio

          Seguindo seu raciocínio então para dar uma volta ao mundo em um veleiro o navegador tinha que fazer EFOMM?
          Que bobagem temos vários navegadores aqui no Brasil que nem passaram pela frente da efomm e são execentes.
          Vc já foi melhor nos seus comentários.
          Ta caindo de produção, será que estar aborrecido porque não consegue passar na prova para pratico.
          Deixa de ser hipocrisia e vai se preparar para disputar uma vaga, de forma democrática.
          Esses novos práticos são decorebas mais uma coisa você tem que concordar são mais inteligentes que você.
          abraço

          Responder

          • Fábio Balbi:

            Seguindo meu raciocínio, a pessoa que viaja em um veleiro não é um profissional do mar, é um amador. Para ser profissional do mar, exigesse diversos requisitos, entre eles conclusão de cursos, qualificação e certificação.

            Não estou preocupado com a qualidade dos meus comentários. Se uma, somente uma pessoa aqui do blog conseguir entender as dificuldades e riscos envolvidos na atividade chamada Praticagem, já estarei feliz. Eu manobro navios e plataformas há 13 anos. Todo dia é uma manobra diferente pois as condições ambientais mudam, as plataformas e navios são diferentes. Considero todos os dias como um novo dia e algo a se aprender.

            Se quiser continuar com esses insultos de que não tenho capacidade para passar na prova e etc, parabéns siga em frente. Agora, se ao invés disso quiser discutir tecnicamente as funções do prático e manobra de navio, legal, vamos ver se você realmente é tão inteligente como afirma ser.

            P.S. – se quisesse ser prático já teria feito a prova e começado a estudar a tal decoreba… como estou feliz onde estou, me limito a estudar e aprender o que interessa para minha profissão… e, para seu conhecimento, já tive que entrar e sair com plataforma do RJ e outros portos porquê os Práticos não se sentiam seguros em fazer a manobra.

            Por fim, coloque seu sobrenome para que possamos saber quem você é… se possível coloque também de que turma você é… fica difícil conversar com alguém que só tem nome…

            Responder

  25. penelope:

    Não é concurso! É processo seletivo. Tem diferença e nem isso você sabe.

    Responder

    • Jonathan:

      Concordo com o Wellington, não podemos deixar esses “m…” como Penelope entre outros tirararem o prestigio de Marítimos. Esses “m…” mal pisaram em navios alguma vez na vida! Tivemos varios comentários entre eles dizendo:

      “pra ser JUIZprimeiro tem que se formar em direto e depois tem que estudar dias e dias.
      pra ser maritimo rsrsrs”

      ISSO É UM INSULTO! ABOMINÁVEL! Temos formacao maritima pra que? Pra ouvir coisas dessas?

      Responder

      • Matheus:

        Para ser ministro do STF não precisa ser bacharel em direito. Parem de hipocrisia, sejam competente e estudem. Devemos respeitar os MM, porém o que querem fazer é “panelinha”.

        Responder

  26. P.C:

    Penelope voce já entrou alguma vez em navio?

    você tem noção da responsabilidade de um prático e da necessidade tecnica para execução desse serviço?

    Oficiais da marinha mercante são homens e mulheres que transportam riquezas do nosso Brasil para mundo todo …. acho melhor você respeitar…

    Responder

  27. CCB Malik CIAGA 86:

    Srs.
    Essa discussão realmente não nos leva a lugar algum. É óbvio que nós, marítimos, gostaríamos que a atividade do prático fosse restrita a nossa categoria, assim como um Juiz precisa comprovar ter advogado por pelo menos 3 anos (se não me engano) para poder prestar o concurso; o Delegado de Polícia precisa ser formado em Direito; entre outras.. Imaginem o que seria se um indivíduo graduado em Culinária se tornasse Juiz e posteriormente presidente do STF, sem nunca ter recebido os ensinamentos de um curso de graduação de Direito? Tem algum cabimento isso? Todos hão de concordar que não, independente da dedicação e empenho deste cidadão.

    Da mesma forma, os marítimos não se sentem confortáveis com essa abertura dada ao concurso da Praticagem. Independente da capacidade de cada um de estudar e aprender o conteúdo, nada substitui a prática e a experiência. Fazendo uma comparação distante, alguém colocaria uma pessoa que acabou de tirar a carteira de motorista para dirigir um carro de Fórmula 1? Eu posso afirmar que não, mesmo esta pessoa tendo feito auto-escola com o Fernando Alonso..
    Certas profissões não exigem conhecimento e sim habilidade e prática para enfrentar possíveis situações que fujam da normalidade. Tudo bem, concordo que depois de 1 ano praticando e manobrando navios seja possível pegar a manha. Mas nesse 1 ano, quantas vezes algo deu errado, quantas vezes surgiu uma emergência na manobra? Garanto que não muitas.. O que o economista que virou prático vai fazer quando a coisa ficar preta? Vai ligar pra praticagem e falar ‘aconteceu uma coisa que não aprendi aqui. e agora o que eu faço?’

    Não é justo, isso é fato. Mas não há nada que possamos fazer. A Marinha do Brasil não impõe maiores restrições ao concurso por algum motivo, deixo que os senhores imaginem livremente. É certo que há algum interesse neste aspecto.

    Agora, aos indivíduos que vêm com esse papo de que ‘marítimo tem inveja’, ‘vai estudar’, ‘marítimo reclama porque não tem capacidade de passar na prova’; isso é a prova de quão imaturos são e de como estão fora do contexto dessa profissão na qual ingressaram ou pretendem ingressar. Ficar discutindo e trocando ofensas com marítimos verdadeiros apenas comprova uma coisa: que estas pessoas fizeram escolhas erradas na vida e agora estão correndo atrás do prejuízo tentando passar nesse concurso. Ao invés de criticar deveriam se unir aos marítimos e tentar obter conhecimento e agregar valores.

    Acredito que muitos podem me criticar por isso, mas afirmo com todas as letras que não quero ser prático. Sei exatamente o que faz um prático e não tenho o menor interesse. Lógico que o salário é fabuloso, é o emprego dos sonhos de muita gente, é um salto na vida… Mas conheço muitos outros colegas que também não trocam o comando de uma embarcação pela praticagem, por pura paixão e vocação pelo que fazem. E posso afirmar com propriedade que não há sentimento melhor que gostar do que faz.

    Abraço.

    Responder

  28. dottori:

    Escolha um trabalho que ama e não haverás de trabalhar nem um único dia em sua vida….
    Confúcio

    Responder

  29. Penelope:

    Prezados,

    Não farei este concurso e nem outro que por ventura virá. Não se preocupem, não tirarei a vaguinha de vocês!
    Não tenho formação marítima, mas sei, que no início desta atividade, no Brasil, a praticagem era exercida por pessoas da região, civis, que conheciam o rio, o canal e etc. Era executada por civil e de nada adiantava ser da marinha mercante, da marinha de guerra e etc…
    O processo é para praticante, ou seja, para adquirir a prática. Ou será que os senhores, com seus comentários “ardentes”, preconceituosos e celetistas se julgam capazes, apenas por serem marítimos, de atracarem um navio, sem a necessidade de qualquer “praticagem” antes?
    Pelos comentários, parecem julgar que sim!
    Este é um grande problema dos militares como um todo. Julgam-se acima de todos. Mas me lembro de quando estavam no poder.
    O que fizeram pelo Brasil? NADA!
    Perdão, fizeram sim! Roubaram, mataram, torturaram.
    E hoje, olhem pra vocês, fazem parte de uma corporação falida! Frustrados! Isto é uma realidade.
    Em toda atividade, existem bons profissionais e maus profissionais. Não desrespeitei ninguém. Expressei minha opinião. Se julgam tão bons, então façam a prova!
    Expresso minha opinião. Aos que se enquadram, eu só lamento! Aos que não, minhas sinceras desculpas.
    Mas pessoas vulgares que não respeita o outro por ter opinião diversa, São desprezíveis.
    E são ainda piores quando partem para a agressão moral.

    Responder

  30. Lilian:

    PARADOXO
    Engraçado, quando o tópico não é sobre Prático vocês não hesitam em frisar que o Prático APENAS auxilia o COMANDANTE (realmente conforme a NORMAN 12). No entanto quando o tópico é sobre o processo seletivo à categoria de praticante de Prático e sua respectiva remuneração, então nesse caso vocês dizem que um candidato fora da área marítima não pode prestar o concurso porque o Prático é a panacéia do navio e o Deus da navegação. Epa, mas não são vocês que alertam ao dizer que o Prático é apenas um instrumento de auxílio à manobra?
    Decidam-se.
    Não se compara a profissão de juiz, médico, etc ao de Prático, pois os primeiros realmente deverão interferir, julgar, decidir sobre várias anomalias novas, evolução social, etc. O Prático não, meus caros. Um colega acima (Fábio) indagou se o Prático faria manobra de uma plataforma marítima e se o resolveria algo novo que surgisse no decurso da manobra. Não façam esse tipo de pergunta de marinheiro de primeira viagem, vocês são da área. Vocês devem saber que quando surgir algo novo quem vai DECIDIR???????? O COMANDANTE, este sim que vocês dão importância algumas vezes, mas quando se trata da Praticagem vocês o diminuem, sim ele que vai decidir o que fazer, pois ele como o juiz, médico, etc. estudou para resolver qualquer problema novo que surja no meio do caminho no que concerne a sua seara. O Prático é um guia.
    Então seus anos e anos de embarque nada servirão no que tange ao conhecimento de cada detalhe de uma determinada ZP, isso só se consegue com a prática (por isso o nome dado a esta profissão). E um leigo que veio da economia, filosofia, etc. vai começar a decorar cada banco de areia, meteorologia, etc. da região de sua ZP do mesmo jeito que o marinheiro de longa data e ambos iniciarão do zero.
    Vida longa ao blog do mercante.

    Toda idéia é relativa e induzida de acordo com os seus devidos interesses.

    Responder

  31. Liliana:

    Gente a Penelope está realmente equivocada em várias comparações. Ela deve ter uma noção superficial da praticagem, da formação mercante, etc.
    No entanto não pude deixar de ler o último post dela quando ela fala que partiram para a agressão e dei uma refletida. Realmente vocês estão muito violentos e intolerantes. Vocês tem ídeia do que significa esss dois adjetivos??? É pessoal, são adjetivos intrisecos dos militares. Cuidado, muito mercante aqui tem asco a militar, mas tem as mesmas atitudes. Eu sei o quanto é dificil ouvir gritos, humilhações, imbecilidades, excessos, desumanidades, etc. e ainda sim sermos amigáveis e gentis. Eu sei o que a disciplina militar (disciplina do medo e terror) são capazes de fazer. Não se deixem levar, vocês passaram um tempo na escola, tentem recuperar a leveza do ser. Não se deixem ser iguais a eles. Berdeide eu gosto muitoooo de você, mas ainda vejo resquícios militares em você. Para ser sindicalista você tem que ter dissernimento, compreensão (desensinado na EFOMM), temperança, pois vai tratar com diferentes pessoas e situações (o militar não nos ensina que as pessoas são diferentes, ensinam que todo mundo tem a mesma identidade, por isso a farda que não respeita a individualidade e muitas outras atitudes) tem que ser flexivel para esse tipo de lida.
    Acredito muito em você, sei que mudarás um cenário há muito estagnado e opressor. Mas para isso não esqueça do nosso eterno:

    “Hay Que Endurecer, Pero Sin Perder La Ternura Jamás” Ernesto Che Guevara

    Responder

  32. Penelope:

    Cara Lilian,

    Você tem razão, essa não é a minha praia. Mas acompanho o blog Mercante, por razões que por hora não são relevantes.

    Responder

  33. Liliana:

    Penelope,
    Este blog não é meu. Mas a causa é de todos aqueles que se identifiquem com ela. Por isso falo com propriedade, seja bem vinda ao blog para partilhar de idéias, críticas, etc.
    Perdoe por vezes sermos intolerantes, mas a nossa formação militar ajudou sobremaneira a ficarmos limitados e com uma visão estreita, coisa que eu particularmente tenho um exercício diário para combater isto e tentar expandir minhas idéias e aceitar o diferente, o outro. Perdoe por vezes aqui parecer o quartel com uma ÚNICA IDÉIA arraigada e obrigada de ser seguida e não aceita nenhuma outra hipótese ou sugestão.
    Perdoe pela nossa segregação.
    Por acharmos que nós estamos sozinhos no mundo e aos que não acham que estão sós, mas acham que são os melhores.
    Perdoe, mas tenho certeza que muitos aqui estão tentando PRATICAR a humildade, depois de exatos 3 anos de ditadura vivenciada por nós.
    E mais uma vez seja bem vinda. Discordo de muito o que falastes, mas lutarei até o fim pelo seu direito de dizer o que acha.

    Responder

  34. Ultimate Pilot:

    Toda essa discussão é puramente em função dos “lucros” de um Prático.

    E depois, o fim da carreira de Mercantes e Navais não é na Praticagem.

    Vocês se “alistaram” (e se formaram) com outra finalidade: a de chegar ao topo de suas respectivas carreiras e se aposentar após. Nada mais!

    Responder

    • Master Marc Castro:

      Que visao pequena sobre a industria maritima a sua, o servico de PILOTAGEM em portos em quase todo mundo e uma extencao da nossa profissao, mas no Brasil tudo e uma aberracao, justamente por culpa desta visao limitada sua.

      Muitos mercantes se tornam dirigentes de grandes empresas de navegacao, mas no Brasil ainda nao ha esta tradicao, ou cultura, por culpa justamente do sistema pequeno de visao limitada adotado por este pais, que so enxerga uma faceta apenas da nossa vasta industria.

      Alistaram risos, essa foi demais…aqui todos tem opcoes de mudar seus rumos a hora que quizerem…e voces? no dia que essa farra acabar? Vao estar preparado para concorrer contra profissionais certificados?

      Responder

  35. Andrei:

    AHAUAHAHAHAHAHAHA

    É até de rir!
    Uns homens tri experientes, com medo de disputar vaga com o público não naval!

    Qual é o problema de não ser naval o MM etc?

    Se os comandantes de navios são tão espertinhos assim, não eram nem pra tá preocupado com a concorrência.

    Responder

  36. Nina:

    Tá, beleza…ajuda ser naval, da marinha mercante, etc. pra se tornar prático?? Sim ajuda, e muito. Mas não significa que quem tá de fora não é capaz de aprender. Entrei na Petrobras quando o concurso para Técnico de Operação (na época o cargo era de Operador) ainda era aberto pra quem viesse de qualquer nível médio, sem precisar ter procedência de escola técnica (como é atualmente). Não sabia nem o que era uma biela e não me envergonho disso. No entanto, apesar de todos os comentários infames que ouvi (por ser mulher, por ser jovem, por ser inexperiente, por não ser da área), fiz o curso de formação, passei, estagiei e tenho certeza que hoje sou tão competente quanto meus colegas que vieram da escola técnica. E sem decorar nada. Por mérito próprio, tenho elogios dos meus superiores, fui promovida e continuo seguindo em frente. Mas a minha maior conquista foi ganhar o respeito por parte daqueles que disseram que eu nunca conseguiria trabalhar com chave grifo e suja de óleo. Hoje sou bióloga, técnica de operação e, se o próximo edital ainda permitir, serei uma das concorrentes do próximo processo seletivo para a praticagem.

    Responder

  37. Antonio Chaves:

    Li e gostei.
    Gostaria de saber se o CLC Luiz Augusto C. Ventura foi o o que trabalhou em Pinda.
    Obrigado!
    missionário Antonio Chaves

    Responder

  38. Elliott Marshall:

    Alguém aí tem o Capítulo 2 do Naval Shiphandling que pudesse me passar? Meu e-mail é signofftime@hotmail.com. Obrigado!

    Responder

  39. João:

    Bem, me inscrivi em um concurso para médico do município de Agrolandia-SC, cujas prova versava sobre conhecimentos gerais, português e Medicina. Passei em penúltimo lugar.

    Infelizmente, não pude me assumir o cargo pois não sou médico, não tenho CRM, sou vapozeiro!!!

    Pela teoria de muitos basta passar em uma prova de múltipla escolha para estar apto a manobrar em um passadiço.

    Talvez seja por isso que as reclamações de comandandantes estrangeiros quanto a falta de experiência de alguns de nossos práticos venha se acumulando.

    Talvez por isso pude presenciar um prático mais antigo ser chamado em sua folga para assumir a manobra de um navio de grande porte que demandava o porto de Imbituba-SC, pois o garoto de serviço “não se sintiu a vontade”.

    Bem, podem chamar do que quizer, mas acredito que tal profissão deveria ser exercida por quem estudou para isso e trabalhou por anos nisso, ou seja oficiais da MM e da MB, apenas os de náutica e os do corpo da Armada.

    Como ocorre com a OAB (apenas para bacharéis em direito), juízes, promotores, médicos, dentistas, delegados civis e da federal, juíses do TM, professores do infantil, ensino básico e fundamental (que devem ter licenciatura ou pedagogia), ou seja eu não posso ser professor primário, mas ele pode ser prático!!!!

    Mas por quê não é assim? Talvez o modelo atual seja um atalho para os filhos de alguns (autoridades navais e práticos). Dá-lhe Brasil…

    Responder

  40. Vinicius:

    Quanta babozeira junta… quanto recalque… Antes de mais nada sou Prático e 1ON. Nunca comandei navios e nem por isso o CLC Prático qua trabalha comigo é melhor ou pior do que eu.
    Aliás, esse é o meior erro das pessoas. Achar que só naval ou mercante pode e consegue manobrar. Manobra é feeling!!
    Provavelmente esse senhor que escreveu a matéria sempre tentou o concurso e nunca conseguiu êxito…
    Camarada…. ao invés de escrever bobagens… ESTUDA!!!!!!
    Abs Berdeide

    Responder

  41. Marcelo Henrique:

    O Governo Federal há de administrar essas manobras, montar um mapa digital de cada porto para que o próprio comandante faça a atracação e a Sociedade possa se libertar de mais este custo nos produtos que chegam de navio, que é uma verdadeira aberração e estes megalosalarios para um quase nada, vão se reverter em benefícios sociais, não podemos aceitar mais este Imposto em nossas vidas, para beneficio de alguns espertalhoes.
    Santos – SP

    Responder

  42. Jaques:

    É sempre a mesma história aqui no terceiro mundo. Para ser professor universitário precisa-se ter, no mínimo, um título de mestre, para ser advogado precisa-se, além de ser bacharel em direito, ser aprovado no exame da OAB, que é um dos mais difíceis senão o mais difícil, para ser político precisa-se ser analfabeto funcional (aquele que “desenha” o nome e não o lê), para ser presidente da Petrobrás precisa-se ter a indicação política, enfim…
    O que a população economicamente ativa deveria fazer é arregaçar as mangas e estudar, traçar um objetivo e fazer esforços pessoais para alcançá-los.
    No Brasil, ao contrário de outros países, não existe o espírito de equipe (existe sim o espírito da pseudo-equipe), e a nossa competição visa destruir o “oponente” e não trabalharmos junto para o progresso de todos.
    Na vida, erra-se por dois motivos: primeiro pela falta de experiência e, depois, pelo excesso de experiência, quando se pensa que já se aprendeu tudo e deixa-se de estudar e de se atualizar. É o que acontece na nossa sociedade.
    Os muito experientes são os senhores do saber, eles e somente eles (e mais ninguém) sabem tudo a respeito das suas profissões e não aceitam concorrências de qualquer espécie.
    Esta mentalidade é um dos embriões ditatoriais, um dos elementos-motores da segregação, da autoridade absoluta etc.

    Responder

  43. Jaques Frick:

    É sempre a mesma história aqui no terceiro mundo. Para ser professor universitário precisa-se ter, no mínimo, um título de mestre, para ser advogado precisa-se, além de ser bacharel em direito, ser aprovado no exame da OAB, que é um dos mais difíceis senão o mais difícil, para ser político precisa-se ser analfabeto funcional (aquele que “desenha” o nome e não o lê), para ser presidente da Petrobrás precisa-se ter a indicação política, enfim…
    O que a população economicamente ativa deveria fazer é arregaçar as mangas e estudar, traçar um objetivo e fazer esforços pessoais para alcançá-los.
    No Brasil, ao contrário de outros países, não existe o espírito de equipe (existe sim o espírito da pseudo-equipe), e a nossa competição visa destruir o “oponente” e não trabalharmos junto para o progresso de todos.
    Na vida, erra-se por dois motivos: primeiro pela falta de experiência e, depois, pelo excesso de experiência, quando se pensa que já se aprendeu tudo e deixa-se de estudar e de se atualizar. É o que acontece na nossa sociedade.
    Os muito experientes são os senhores do saber, eles e somente eles (e mais ninguém) sabem tudo a respeito das suas profissões e não aceitam concorrências de qualquer espécie.
    Esta mentalidade é um dos embriões ditatoriais, um dos elementos-motores da segregação e da autoridade absoluta.

    Responder

  44. Adriano:

    Sou Engenheiro de Produção, tenho pesquisado sobre o concurso de prático e penso em fazer um dia.
    Li toda a discussão e acho que os dois “lados” tem as suas razões. Se querem abrir pra qualquer área, que necessite de mais tempo como praticante de prático então, que necessite de alguma outra competência específica, de um maior treinamento e etc.
    Eu sou recém formado e se quero ser prático basta o estudo e o treinamento necessário para concorrer. Não acho que se eu fizesse CIABA e logo depois que me tornasse oficial me candidatasse para o concurso de prática faria alguma diferença.
    O que eu quero dizer com isso é que a questão deve ser 8 ou 80, se desejam abrir o concurso para qualquer área, que exijam mais do candidato, que o coloquem em um treinamento mais adequado para que o mesmo tenha o conhecimento necessário para a profissão, que façam um processo seletivo melhor. Exigir que apenas pessoa seja da Marinha ou qualquer outra coisa do tipo TAMBÉM não vai garantir nada.
    E é por isso que pra ser juiz a pessoa além de bacharel precisa de experiência e passar por um processo seletivo dificílimo. Não é a toa que hoje em dia vemos procuradores e juízes novíssimos E MUITO COMPETENTES. Não é a toa que o judiciário tem melhorado no país.
    Então que seja feito um processo seletivo DECENTE, que sejam ofertadas 100 vagas e só 80 passem no processo seletivo. Enfim, não adianta acrescentar uma coisa ou outra só pra restringir a quantidade de candidatos… Se quisessem abrir o concurso de procurar da república para QUALQUER ÁREA eu garanto que seriam raríssimos os casos de pessoas não bacharéis em direito que passariam e se passassem seriam competentes na profissão justamente por terem sido capazes de passar pelo processo. Deveria ser assim com qualquer concurso público incluindo este. Colocar uma quantidade enorme de requisitos e não aumentar E MUITO o nível do processe seletivo não vai adiantar nada, seria mera formalidade e restrição para a quantidade de candidatos (o que poderia ser prejudicial).

    Abraços

    Responder

  45. Marcelo:

    Li todas as mensagens. Meus comentários:

    1) Quanta baixaria!!!!

    2) Vários aqui compararam esse concurso ao de carreiras jurídicas (juiz, procurador e etc). Em primeiro lugar, essas exigências para esses cargos é mais relacionada a questões políticas e corporativistas que a necessidades relativas às carreiras. Se não fosse verdade, haveria muito mais concursos públicos exigindo outras formações específicas, o que não ocorre. Por exemplo, concursos fiscais deveriam ser restritos aos contadores, e de carreiras administrativas aos administradores. Mas comparem a força política da OAB com a de qualquer associação de classe brasileira. A conclusão é óbvia.

    3) Pelo meu entendimento (me corrijam se eu estiver errado) o concurso é para se tornar praticante de prático, e não prático. Então não faz sentido nenhum essa afirmação corporativista de que o concurso deveria ser restrita a uma classe supostamente mais experiente. A experiência vai ser adquirida durante a formação do praticante, e ele se tornará prático já experiente.

    4) Vocês já têm uma série de vantagens, como a pontuação por títulos e o conhecimento adquirido através da experiência. Li vários dizendo que não passam porque não tem tempo, mas fala sério. Os civis também trabalham, colegas. Também têm famílias pra sustentar e passam dificuldades como qualquer ser humano. E se passam no concurso, têm até mais mérito que vocês, pois não têm as vantagens mencionadas.

    Responder

  46. Orlando Érico Lima:

    Pelo que percebi, a maior parte dos debatedores desconhece a história do autor desse texto sobre a questão do exercício da função de prático.
    O Comandante Ventura no exercício do Comando no MV JURUPEMA em 1996 tomou uma atitude que somente os verdadeiros profissionais do mar, forjados sob os princípios da honra, competência e respeito pela vida humana apresentam em condições adversas. Em algum lugar do Ìndico, debaixo de severa tempestade, recebeu um pedido de socorro pelo rádio e logrou êxito em resgatar os tripulantes de um navio grego que havia afundado. Outros navios que estavam na área não tiveram a mesma atitude. Quem quiser saber mais, basta digitar o nome dele no Dr. Google.

    Mas o que isso tem a ver com a controvérsia? Tudo.
    Começa pelo RESPEITO. Respeito ao homem e à sua história.

    Aquaviários são profissionais qualificados segundo norma internacional seguida pelo Brasil, a Standard Training, Certification and Watchkeeping a STCW. Para embarcar tem que buscar a certificação. As escolas de Marinha Mercante e a própria Universidade da Petrobrás estão formando já em 2012 dezenas de pessoas com nivel superior, que intencionam entrar no mercado como AQUAVIÁRIOS.

    A Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (9.537/97) é clara ao distinguir aquaviário de amador. Amador tem habilitação para operar embarcações DE ESPORTE E RECREIO em caráter NÃO-PROFISSIONAL.

    Tampouco Oficiais da Marinha de Guerra tem habilitação para o exercício de atividade profissional em embarcações mercantes. Por isso, ao se transferirem para a reserva, tem que frequentar um curso de 5 meses para obtenção da certificação necessária para o exercício profissional de atividades embarcadas.

    Sendo assim, corroborando o texto de um Homem do Mar cuja trajetória por si demanda o nosso respeito, fica claro que o acesso ao processo seletivo de praticantes de prático tenha que apresentar como pré requisito ÓBVIO a apresentação de certificação válida segundo a STCW para o exercício de funções como oficial de quarto em passadiço de embarcações mercantes. O mercado está aberto para quem quiser se qualificar. É só querer investir o tempo necessário.

    A manutenção do acesso ao processo seletivo como está é um contra senso em relação a todo o processo de certificação para embarque de marítimos e fluviários, além de gerar uma expectativa no mundo leigo que somente impulsiona a proliferação de cursinhos especializados em ensinar a marcar questões de múltipla escolha.

    Todos sabem que prático ganha bem. Ninguém sabe quem é e o que já fez pela Marinha Mercante brasileira um homem do quilate do Comandante Ventura.

    Esse é o Brasil, um país confuso e de costas para o mar.

    Responder

  47. Henrique:

    Caro Sr. Orlando,
    Então que seja dada uma medalha ao Comandante Ventura ou várias medalhas, como queiram os Srs…
    O que não pode acontecer é essa velharia de marinha continuar manipulando as funções em detrimento da juventude que vem para assumir o comando das profissões vigentes. Devemos sim, muito respeito ao Comandante Ventura e a muitos outros, por seus feitos…Mas já está na hora de colocar o pijama e abrir o passadiço para os jovens…

    Responder

  48. Daniella:

    Que tipo de profissionais graduados podem prestar o concurso para prático?
    Obrigada

    Responder

  49. Paulo Joao:

    Após comandar 22 anos em bandeiras e frotas internacionais, sou de opinião que no Brasil deve-se optar pela tradição européia onde somente profissionais do ramo concorrem em provas de títulos e antiguidade em postos de comando de embarcações. O modelo adotado há muito é o americano do mississipi onde a tradição familiar ainda vigora. Levar o tema para a Justiça seria indagar aos magistrados porquê bacharéis de outras carreiras não podem concorrer aos diversos caros do judiciário a incluir o quinto constitucional. Aceitar candidatos fora do mundo marítimo profissional só se justifica em caráter de facilitar a quebra desta tradição. Há na realidade no mundo inteiro !!! Práticos que não sabem manobrar com excelência e outros que são literalmente apoiados pelos Mestres dos rebocadores…..É controverso mas a profissão é puramente prática de habilidade individual. Permitir que os Comandantes executem as manobras, desde que sustentados juridicamente pelas empresas de seguro, é uma solução parcial mas…Que não se façam sorridentes. As empresas armadores iniciam a pagar ao Comandante 50 %, a seguir baixam para 30 %, depois 15,10,5 % e não demora já não paga nenhum percentual extra e incorpora a manobra nas obrigações do comandante !!! Resultado…solicitam prático por fadiga antecipada !!! O PROBLEMA É POLÍTICO !!! A PROFISSÃO DE PRÁTICO INCOMPREENSIVELMENTE BEM REMUNERADA VEM DO TEMPO QUE OS PRÁTICOS ERAM FILHOS BASTARDOS DE AUTORIDADES DA CORTE PORTUGUESA !!!! PESQUISEM POR FAVOR PARA ENTENDEREM A QUESTÃO E O PARADOXO DA ORIGEM DOS RÉGIOS SALÁRIOS !!!

    Responder

  50. Paulo Joao:

    Não entendi o porquê do blog alertar-me de que meu anterior comentário aguarda por moderação !!!??? Com 22 anos de Comando de navios de Longo Curso sempre no exterior, como brasileiro e grato à lembrança de tudo que me foi ensinado no VLCC José Bonifácio à pala do CMT J.Menezes e a ser eu detentor de 18 !!! Isenções de pilotagem em portos tão variados como Lisboa em Portugal até Tulear em Madagáscar, julgo ter habilitação teórica suficiente para dissertar sobre o tema e cultura adjacente em temas imperiais históricos de matriz luso-brasileira para afirmar a origem dos régios salários pagos aos ‘bastardos’ da corte na condição de práticos na medida que como ‘bastardos’ não seriam aceites como aspirantes da 1a Escola Naval Brasileira ou Academia Real de Marinha !!!
    Boa noite !!
    _________________________________________________
    Nota da Moderação

    Os comentários não são de aprovação automática, e independe de 30 anos de mar para zero ano de mar, todos aqui precisam passar por aprovação.
    Espero que compreenda isso;

    Att Moderação

    Responder

  51. patricio:

    Só sei de uma coisa , um mercante que não consegue passar neste concurso para prático no mimino deveria se envergonhar pedir o boné e tentar outra coisa. A vantagem que já levam na prova de titulos e a experiencia ajuda muito na prova oral. Vcês já estão na vantagem! O que querem é reserva de mercado. Mal sabem que reserva de mercado é reserva para a incopetencia. Ai sim o meio ambiente e o trafego maritimo estarão em perigo!

    Responder

  52. Manoel:

    A grande diferenca é que em Portugal um pratico não recebe U$100,000.00 dolares por mes. Alias, em nemhum lugar do mundo, um prático recebe esse salario. Alguma coisa deve estar errada nesse país. Temos os portos mais ineficientes do mundo , com os maiores salários. Um absurdo total, desfrutado por uma meia duzia de pessoas.

    Responder

  53. Alex Ambrosi:

    Pessoal. Eu, infelizmente não faço parte desse nobre time. O de marítimos. Mas sou admirador dessa classe e quero fazer parte. Quem sabe, um dia ser Prático. Adoro navios e nada melhor que trabalhar com o que se gosta. Mas, como os amigos aqui falam.´Um administrador, engenheiro, advogado não podem ser médicos. O mesmo ocorre com o Prático. Tem que ser marítimo e acabou. Eu quero ser um. Mas, antes quero pegar experiência em navios, quero fazer curso de marinheiro de convés, contra-mestre, mestre, oficial de náutica, trabalhar em rebocadores e depois disso, fazer o concurso. Tem que ser justo a coisa. E nada mais justo isso ser para marítimos.

    Responder

  54. Alex Ambrosi:

    Vou me formar em administração agora. Poderia fazer, pelas regras do edital. Mas não vou pois não acho isso justo, eu, que não sou marítimo, não tenho experiência nessa área ainda, vou me submeter a isso só porque do dinheiro. Da mesma forma que acho que o cara, para ser policial, tinha que ter um curso na área de segurança. Não é entrar com um mero segundo grau ou nível superior funcionando como mais um cabide de emprego e estabilidade. Assim que está sendo o concurso para Prático. Um absurdo, por exemplo, um dentista se tornar um Prático sem ter feito nada na área marítima. Um nutricionista, um professor de educação física, um arquiteto e etc.

    Responder

  55. Alex Ambrosi:

    Cara

    Falando sobre Prático, quero fazer o curso de marítimo, seja no Ciaga, Ciaba ou exterior, para depois fazer o concurso. Tudo bem que, depois de receber a habilitação para Prático, a pessoa não é um concursado no sentido real da palavra. Mas, como ele é sócio e não um empregado de uma certa forma é uma condição melhor de se trabalhar. Só que, a única questão que para mim é desvantagem, é o fato dele, em momento algum, tocar no controle do navio, no timão, em nada. Dentro desse aspecto, o meu barato mesmo seria me tornar um Oficial Mercante, ou pelo menos um Mestre de Cabotagem para um rebocador. Pois, o meu barato é operar esses brinquedos maravilhosos que é um navio(PSV, AHTS, rebocador portuário principalmente). Só que, é como se diz, cada um tem seus problemas particulares com determinadas coisas. Hoje, eu tenho uma estabilidade, mesmo trabalhando bastante. Pois muita gente a procura, para se escorar, parasitar e trabalhar pouco. O que não é o meu caso, graças a Deus! Trabalho em empresa pública do setor elétrico. Mas já fui funcionário de indústria do setor privado e já ralei bastante,a ponto de não ter, praticamento vida social, para quando eles queriam fazer corte, levar pé-na-bunda. E hoje, graças a Deus, tenho um certo alívio disso apesar de algumas desvantagens do setor onde trabalho. Afinal, nem tudo é paraíso. Muitos até perguntam,onde quero chegar com isso? Pensando na questão de colocar a mão mesmo nesses brinquedinhos e não querer ir mais para a iniciativa privada, pensei uma vez em ir para a Transpetro, após fazer o curso de marítimo. Mas, conversando com o Erik, ele me esclareceu que lá é uma empresa diferente da Petrobrás e com muitos problemas. Fora o fato de eu ver muitas reclamações de companheiros aqui do blog sobre ela. Além das escalas dos navios dela, serem meio escrotas e, como já pesquisei mandando e-mail para eles, não vão mudar tão cedo. Pelo que vocês relatam aqui, as escalas das empresas privadas de navegação são melhores. Mas , não largaria um concurso para uma empresa privada, diante da escolha de ter mais vida social que tenho hoje, pois, antes era barra e não quero voltar a esse tempo. Além de correr o risco de ser mandado embora por melhor que você seja e se dedique. Mas corte é corte e acabou, doa a quem doer. Isso é como um profissional é tratado no Brasil. Ainda mais , com certas espécies de sindicatos como o que já tive na indústria e o dos marítimos. Por isso que não me arrisco em voltar para empresa privada, mesmo sendo de navegação, que é o que gosto e mexer nesses brinquedinhos. Diante de um cenário desses, com muitos marítimos na pedra, perdendo mercado para gringos, só me resta fazer o curso no CIAGA, CIABA ou exterior, fazer o concurso para Prático e ficar só como guia,quem nem ginelcologista, morrendo de vontade de tocar nos controles dos brinquedos, mas, pelo menos em contato com o que gosto que é navegação.

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