Anatomia de um navio – Porta Contêiner

qua, jul 27, 2011, 11.866 views

Convés, Fotos, Lá Fora, Tecnologia  

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por Erik Azevedo

Esta matéria poderá ser modificada, e atualizada, esperamos contribuições de colegas que queiram acrescentar mais informações, ou corrigir algo que talvez não esteja de acordo com a realidade do seu próprio navio.

Navio porta contêiner: Estrutura geral, arranjos e equipamentos



1. Superestrutura/Acomodações,
2. Convés principal/convés de carga,
3. Mastro de vante,
4. Castelo de proa,
5. Sistema de refrigeração de contêineres nos porões,
6. Dutos de refrigeração de contêineres,
7. Casco duplo,
8. Passarela interna,

Retalhando o navio

Os gêmeos “Selandia” e “Jutlandia”, para 3 mil TEUS, com 34,180 dwt, 3 hélices com 3 MCP’s  B & W atingindo 75.000 bhp operando à uma velocidade de serviço de 28 nós, na época (1972) eram os mais rápidos navios mercantes em atividade, porem bebiam como um Cadillac.


1 . Bulbo
2 . Peak tanque de vante
3 . Ferro
4 . Bow thruster
5 . Bosun’s store/Paiol do Mestre
6 . Passarela sob o convés
7 . Porão No1
8 . Porão No2
9 . Porão No3
10 .Porão No4
11 .Porão No5
12.Porão No6
13 .Porão No7
14 .Porão No8
15 . Praça de máquinas
16 . Estabilizador retrátil
17 . Quilha do bilge
18 . Máquina do Leme
19 . Convés de popa (em Sunken deck)
20. Leme
21 . Hélice central
22 . Hélice de lateral (BB/BE)
23 . Pé de carneiro
24. Tanques de lastro laterais
25. Tanques de lastro verticais
26.Molinete
27. Mastro
28. Gávea
29 . Guinchos de amarração
30 . Tampas (dos porões)


31 . Ventiladores dos porões
32 . Guias das células (guias para os contêineres)
33 . Dobradiça (Flip- flop)
34 . Container support
35 . Passadiço
36 . Balsas
37 . Direction finder antenna
38 . Antenas dos Radares
39 . Signal yard
40 . Radar mast
41 .Luz do canal de Suez
42 . Chaminé
43 . Antenna pole
44 . Baleira
45 . Guindaste
46 . 20′ container
47 . 40′ container
48 . Gerador à Diesel
49 . MCP Central- Motor Principal de centro
50 . MCP de BE
51 . Escada de portaló
52. Trans. BHD
53 . Long. BHD
54 . Fore BHD in Eng. room
55 . Transom stern

Abrindo o “Nedlloyd Europa”

 Container ship: general structure, equipment and arrangement shipbuilding picture dictionary Open%20container%20ship%20 %20Nediioyd%20Europa

Como modelo fui usado o “Nedlloyd Europa”

Capacidade:  3.604 TEU

Bandeira: Holanda

Tonelagem: 50.620

1. Leme
2. Hélice
3. Espelho de popa
4. Praça para Contêineres com 40′  (FEU)
5. Praça para Contêineres com 20′  (TEU)
6. Escada de Porta ló
7. Porta de embarque de Prático ou bunker
8. Trilhos guia para Container
9. Row no 11
10. Row no 04
11. Tier no 08
12. Tanques de lastro da asa (Wing tank water ballast)
13. Passarela coberta
14. Barreiras fixas
15. Barreiras móveis (Movable stack)
16. Bay no 15
17. Bay no 06
18. Tier no 86
19. Células, porões 1 e 2, para conteires com carga inflamável (explosivos)
20. Apoios de contêineres
21. Quebra onda
22. Bulbo

Nedlloyd Europa


Dimensões principais

IMO no    8915691
Name    Nedlloyd Europa
Gross Tonnage    48508
Net Tonnage    19254
Deadwt Tonnage    50620
Year when Built    1991
Engine    41.615 hp Sulzer
Ship Builder    Mitsubishi H.I.Nagasaki Japan
Speed    23.5 knots
Yard Number    1184
Dimensions    266.30 – 32.24 – 23.25
Depth    12.50
Vessel Type    Container Ship
Call Sign    PGDF
Containers    3.604 teu

Numerando os contêineres


bays
rows
tiers

Convés celular e sistema de guia


1.(contêiner) célula,
2.Guia removível (movable track guide),
3.Cantoneira de empilhamento,
4. braçadeiras,

Sistemas para peação


Peação de convés

1. Castanha ou cone de fixação.

2. Fueiro ou plugue circular
5. Soquete, placa base (para ser usada com o 21)
15. U-frame, (base em U … podendo ser usada com os N° 13,17)
22,24. Chaves de inserir, 3 tipos (sunken, flush, raised),

Peação de porões

1. Pino de fundo, base cone ou castanha,  (… para ser usado com o n° 2)
21. bottom stacking cone (… to be used with 5,12,22,23).
23. guide cone,

Sistemas de empilhamento de containers e travamento

4. Cone para empilhamento, Cone de empilhamento intermediário
11. Cone de travamento, pino de travamento (with locking pin),
14,16,17. Cone de torção e travamento (twistlock)
20. Espaçador, Cone de compensação, spacer fitting (with cone top and bottom),
8,19,25. bridge fittings (travas reguláveis/braçadeiras)
8.  Trava ajustável – braçadeiras (adjustable bridge fitting)
19. Braçadeira compensadora(compensatory bridge fitting), Braçadeira de altura ajustável,
25. Duplo empilhador (non-adjustable bruise fitting).

Terminais de amarração (Lashing points)

6. D-ring, olhal de amarração (peação)

Equipamento de Peação

7,9 Esticadores, correntes, esticadores ajustáveis (loadbinders)
7. Correntes para peação com macaco esticador, ou tensionador
9. Sistema usando cabos de arame, com tensionador tipo parafuso and (turnbuckle)
18. Travamento por antepara (bulkhead bridge fitting)

Outros equipamentos para peação

10. Barra de segurança, conector (penguin hook, elephant’s foot, eye hook)

Click para ampliar – Um navio da classe “Colombo Express” para 8 .749 teus

Portainers em Cingapura

Descrição padrão de um container


Extremidades frontal e extremidade traseira

Travessa de topo (ou cross rail)
Parede frontal
Painéislaterais
Painel de teto
Cabeceira da porta
Porta
Dobradiça
Guida da barra de travamento
Guia da cunha
Cunha
Nivelador do sistema de fechamento
Borracha da porta
Barra de fundo
Furos para fixação dos cones de travamento
Entradas para garfos de empilhadeiras
Barras de reforço de fundo
Piso
Trilhos de fundo laterais
Vigas de fundo (bottom front cross)
Poste de fundo
Trilho de topo lateral


Contêineres térmicos


Contêiner tipo insulável

Alguns navios (mais antigos), ainda possuem equipamento para acoplamento de containers termicos, com sistema de insulação de ar frio, no próprio navio há maquinas para fornecer ar refrigerado para este tipo de container.



1.Entrada para ar frio,
2.Saída do ar,
3. Acoplamento,
4. Câmara de troca,
5. gradeamento do piso,
6. Porta,

Mantendo a temperatura num container insulado


A.  Sistema de dutos de refrigeração
1a.Duto de suprimento de ar
2b.Duto de retorno do ar  (to draw off violated air),

Containers com máquina refrigeradora ou reefer containers


Com sistema de tomada para fornecimento de energia, para máquina refrigeradora do próprio container reefer
1. Evaporador
2. Compartimento da maquina
3. goods, cargo,
4. Ventiladores
5. Condensador de ar frio
6. Condensador de água gelada
7. Compressor


Visão interna de uma unidade de ar refrigerado- Visão do lado de acoplamento

1. Duto de ventilação (cold air duct, refrigeration duct/trunk),
2.  Acoplamento do sistema (pneumatic coupling, bellows piece)
3. rails (balaustres),
4.Passarelas transversais
5. container tipo insulado,
6. Braçola dos porões,
7. Convés principal,
8. Passarela interna, ou túnel dentro do casco duplo.
9. Unidade de ventilação (air supply),
10. Ar condicionado (equipamento, máquina) (cooler box, caisson; air cooler),
11. Base da unidade geradora de ar, coletor de agua, (shut-off valves, temperature recorder, temperature regulator, brine pipe lead-in and lead-out drain plate) (removal of defrosting water),

Peando carretas e containers sobre pranchas nos porões


1. twistlock – Travamento cunha (for trailer chassis),
2. chain lashing - Correntes,
3. chain hook-up unit, chain tensioner  – Tensionadores,
4. Ponto de peação- lash weldment, flush star fitting (receives chain terminated by elephant’s foot),
5. Apoios - trailer support jack, trailer spindle support (with ratchet), jack stand,
6. Calços -  wheel chocks,
7. Tensionadores pneumáticos e correntes -lashing chain with pneumatic tensioner (operable by impact wrench or drive pneumatic wrench),
8. Suportes da carreta – support trestle, trailer horse,
9. Domos tipo estrela - star dome,
10.Tensores- turnbuckle, bottlescrew, straining screw,

Um dos muitos terminais em Cingapura

Movimentação de containers no porto



Portainer – ou guindaste pórtico -  container handling crane or portainer crane
traveiift – Transteiner, ou transportador de containers sob pneus.
side-loader – Empilhadera lateral (para vagões)
skeleton flat car – vagões porta-container
traveiift – Pórtico sob trilhos, empilhador

Equipamentos de costado – Quayside equipment


road chassis – carretas porta-container
straddle carrier -Transportador de containers, e empilhador
lift truck with top spreader – Empilhadeira com spreader (ajustável de acordo com o tamanho do container ISO – 20′ ou 40′)

caminhão portuário – Tractor Truck


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20 Respostas para “Anatomia de um navio – Porta Contêiner”

  1. Adauri Vidal:

    Excelente post Erik!
    Gostari de saber se os gêmeos “Selandia” e “Jutlandia” ainda estão em operação e se foi substituido os 3 MCP’s B & W.

    Grande abraço

    Adauri

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Estes navios foram vendidos cedo e convertidos e reconstruídos como carga geral / ro-ro à serviço do MSC (Military Sealift Command – empresa logística do ministério da defesa americano) meu amigo, se não me engano logo em meados dos anos 80, na segunda crise do petróleo, pois eram anti econômicos, e segundo um gringo que conheci há um tempão e que tripulou o Sealandia, ele chegava fácil aos 33 nós! Segundo ele já aconteceu até de ultrapassar isso com corrente empurrando.

      Hoje eles se chamam respectivamente Gilliland e Gordon e apesar de cinza não são navios de guerra e sim tripulados apenas por mercantes contratados.

      Ambos ainda estão em atividade, mas tripulados por americanos hoje abastecendo as bases norte americanas no por todo mundo, e as esquadras no mar. Estes navios fazem parte de uma frota de 19 navios do mesmo tipo (carga geral Ro/RO mas são chamados de navios auxiliares pelos militares).
      http://www.msc.navy.mil/inventory/ships.asp?ship=92

      Farei um artigo em breve sobre a evolução deste tipo de navio que revolucionou a industria marítima mundial, mudou conceitos e globalizou ainda mais o mercado.

      O Selandia e o Juntlandia de inicio eram bandeira dinamarquesa, e pertenciam a “East Asiatic Company”, ou EAC, esta empresa ainda existe mas não mais atua como armador, porem foi a maior empresa da Dinamarca nos anos 70, naquela época a “máfia” da estrela polar ainda não era nem sombra do que se transformou hoje.

      Grande abraço!

      Responder

  2. 1on Poggi:

    EXCELENTE MATERIAL DIDÁTICO, O QUE FALTA OS ARQUITETOS ENTENDER, É QUE OITO ANDARES OU SEIS ANDARES FICA DIFICIL PARA UMA PESSOA QUALQUER, DEPOIS DE UMA REFEIÇÃO; ENCARAR UMA ESCADA DE DE CEM(100) DEGRAUS. ELES NÃO CRIARAM UM ELEVADOR PARA NAVIO; ENTÃO ELES QUEREM COLOCAR ELEVADOR DE EDIFICIO A BORDO. ERRADO, TEM QUE COLOCAR ELEVADOR DE PORTAINER E APERFEIÇOAR!
    A TURMA QUE CRIA, PRECISA FAZER PESQUISA DE CAMPO.

    Responder

  3. Sidnei Esteves:

    Grande post! Era a isso que eu me referia! Excelente ferramenta de auxílio para os iniciantes neste segmento irreversível do “shipping”!
    Recomendarei aos alunos fazer download. Parabéns mais uma vez, Erick. É disso que precisamos! Sds. Mercantes.

    Responder

  4. Breno Bidart:

    Excelente post.
    Eu jamais imaginei que em 1972 já existia esse tipo de navio.
    Entramos muito atrasados na era dos contêineres.E saímos muito cedo. NÃO EVOLUÍMOS NADA, aqui no Brasil..
    Quero saber quando o Brasil vai acordar.Estamos parados no tempo.
    Quando vejo os novos lançamentos fico triste por muito pouco acontecer aqui no nosso país.
    Precisamos de uma Política Pública, na Marinha Mercante, mais ousada para acompanhar o mundo moderno.NÃO VIVEMOS SÓ DE PETROLEIROS.
    Breno Bidart

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Bem lembrado, não existe apenas 1 só tipo de navio, e a industria marítima evolui a cada dia.

      O primeiro full container (eram 6 navios irmãos e não adaptados, pois nos anos 50 já haviam navios adaptados ou convertidos pela Sealand), foi construído na Alemanha em 1968/9, para um consorcio de armadores Ingleses tradicionais liderados pela “Blue Funnel Line” era a “OCL” e depois a “ACT”, os navios eram: “Encounter Bay’ (dava o nome a classe), “Discovery Bay”, “Moreton Bay”, “Botany Bay”, “Jervis Bay”and “Flinders Bay”, todos iguais, com capacidade para 1350 TEUS, para fazer linhas da Ásia (e Austrália x Europa), foi um grande investimento, pois não havia ainda porto para estes navios, então foi preciso desenvolver guindastes de porto, e terminais novos para recebe los, eram navios rápidos, faziam 24 Nós eram chamados de “Super P” pelo consorcio de armadores, estes navios foram os que deram impulso a conteinerização, mas eram a 2ª geração do seu tipo, pois antes era restrito aos Estados Unidos e a Sealand que é dona da patente do sistema full celular.

      Abraço

      Responder

      • Joao santana:

        Parabens Erik, mais uma vez vc nos brinda com um excelente material, que com certeza será usado por nossos Alunos.
        Grande abraço
        João

        Responder

  5. Flavio:

    Esse foi o melhor artigo técnico que eu li nesse blog.
    O Erik conseguiu mostrar todos os pontos sobre o assunto.
    Parabéns.
    sds,

    Responder

  6. JORGE BRUNO:

    Caro Erik,
    Parabéns pelo excelente trabalho de pesquisa. Seu artigo técnico esta fantástico. Você possui um material, nesse nível, sobre barcos de apoio (PSV, AHTS e etc)? Gostaria de conversar com você sobre esse assunto.
    Forte abraço,
    Jorge Bruno
    ONIP

    Responder

  7. Marcio:

    Ultimamente assisti dois documentários que passaram na TV por assinatura muito interessantes, não sei se vocês já tem o conhecimento a respeito, mas mesmo assim gostaria de compartilhar.
    Um dos vídeos fala da história dos OIL TANKERS e o outro mostra como foi a construção de um dos maiores CONTEINER SHIP da história.

    O nome dos vídeos vão ter que ser buscados no Google (são fáceis de achar), mas se quiserem eu mando o link.

    Esse passou no SCIENCE CHANNEL:
    Colossal.Construction.King.of.Container.Ships.HDTV.XviD-MOMENTUM – [ http://www.torrentday.com ]

    Esse outro foi ao ar no canal HISTORY:
    Modern Marvels – Oil tankers.avi

    É só colocar no google.com e já era.

    Responder

  8. Ivan barroso:

    Olá, a cada dia acho este meio mais interessante não sou aluno e nem formado na area mais vou prestar vestibular para começar o curso de contrução naval, espero passar para poder quem sabe futuramente postar algo interessante assim,muito boa a atitude sua.

    Responder

  9. Abner Lelis:

    Quanto, em média CALA um porta containeres? grato.

    Responder

  10. Abner Lelis:

    Quanto, em média CALA um porta contêineres? grato.

    Responder

  11. LETICIA:

    Bom dia, gostei muito da matéria. Amigo eu preciso das dimensões externas de um navio porta containers para fazer uma maquete 1:20. Você teria algo para me passar?
    Obrigada

    Responder

  12. Julia:

    Boa tarde…

    Preciso fazer um trabalho de faculdade no qual supostamente preciso transportar 10.000 veículos da Bahia até o Paraná…preciso descrever os trajetos, mas não encontro em site algum a capacidade de veículos de um navio ro-ro e sua velocidade.

    Alguém pode me ajudar?

    Responder


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