Navios Gigantes – “Porta-Contêineres”

seg, out 31, 2011, 18.132 views

Destaques, Fotos, Lá Fora, Navegação, Tecnologia  

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por Erik Azevedo

O comércio marítimo mundial depende atualmente de velocidade e custos baixos, logo a maneira de fechar esta equação é bem simples, o uso de navios cada vez maiores.

Descobri recentemente através de blogs de conhecidos meus, que o maior navio Porta Contêiner, que esteve no Brasil, foi e é o MSC Laura, segundo a própria MSC, o MSC Laura, fará linha fixa entre a costa leste americana e a nossa costa, escalando Suape, Santos, Paranaguá e Rio Grande, e por fim portos Argentinos e Uruguaios.

O MSC Laura, tem 300 metros de comprimento, ele é o maior em operação em toda costa brasileira (containeiro). A embarcação tem capacidade para 6.750 TEUs (unidade referente a contêineres de 20 pés) .

M/V MSC Laura, foto: Rafael Ferreira Viva, Santos.

O navio construído em 2002 pelo estaleiro sul coreano Daewoo Shipbuilding, possui 300m de comprimento, 40m de Boca, 14,5m de calado e capacidade de transporte de 6.750 teus.

Sim é um grande navio, mas ele é o único deste porte a operar em nossos portos.

Somente a titulo de comparação, resolvi então fazer uma pesquisa sobre os grandes navios conteineiros que navegam por ai, e não tocam nossos portos.

Fiz então uma tabela com os maiores navios em atividade atualmente, classificados por porte e

capacidade:

click para ampliar

Começaremos pela Classe E da Maersk, pois são os mais famosos, impressionante os números tudo é superlativo, e o mais interessante é que são,  7 navios da mesma classe com as mesmas dimensões,  397 metros, por 56.4 de boca, e com 156.687  Toneladas Brutas,  a Maesk classifica seus navios com capacidades nominal e real, a nominal da Classe E  é  de: 11.000 TEU, mas a real, é bem maior, chegando à 14.500 TEU, bem existe uma guerra declarada principalmente entre a MSC e Maersk, por quem domina os mares, e quem tem o maior navio, por isso estes números não são exatos pois varias fontes foram utilizadas não havendo um consenso real.

Classe E M/V Eugen Maersk foto Bjarne Johansen Dinamarca

E-Class. M/V EBBA MAERSK, foto: Hans Esveldt em Rotterdam

E-Class. M/V EBBA MAERSK, foto: Michael Brakhage em Rotterdan

Segundo o Registro do Equasis, da qual é lincado com o da Sociedade Classificadora do navio, estes são os dados oficiais sobre a

Classe E

Da qual a referencia aqui é o próprio M/V Emma Maersk, o primeiro dos 7 navios.

IMO number : 9321483
Name of ship : EMMA MAERSK
Call Sign : OYGR2
MMSI : 220417000
Gross tonnage : 170.794
DWT : 156907
Type of ship : Container Ship
Year of build : 2006
Flag : Denmark

Logo colado na esteira vem a Classe Daniela, da MSC -Mediterranean Shipping Company, podem reparar que a guerra é acirrada entre as duas empresas, os navios da MSC são de uma classe mais nova, com inovações,  são um pouco menores a fim de poderem passar, no novo Canal do Panamá, porem são mais pesados, podem transportar cargas mais pesadas.

MSC DANIT, da mesma classe do MSC Daniela, foto:Fred em Maasvlakte

A Classe Daniela, com 6 navios, da qual vou usar o próprio, MSC Daniela, como referencia tem, 366 metros de comprimento, e capacidade nominal de 13.800 TEU, contra 398 metros e 11.000 TEU do Emma (nominal). O segredo para conseguir 2.800 TEU a mais foi colocar a superestrutura mais à Vante, liberando mais espaço para que os contêineres sejam empilhados a Ré da mesma.

Regras internacionais determinam a distância minima que o mar deve ser visto do passadiço. Como a superestrutura fica geralmente mais à ré no navio, os contêineres não podem ser empilhados acima do passadiço, para que não obstruam a visão durante navegação e manobra. No MSC Daniela esse problema foi resolvido com a aproximação da superestrutura à Proa. Agora os contêineres podem ser empilhados à Ré da mesma, e em maior número, podendo passar da altura do passadiço.

Sonda Stena Don, mais um da Classe Daniela, o MSC Beatrice, foto: Hannes Van Rijn em Amsterdan

Comparando-o com a Classe Emma, deve-se levar em conta que a Maersk sempre divulga a capacidade que seus navios possuem menores do que elas realmente são. Dizem que o Emma pode carregar até 14.500 TEU, real.   O problema do empilhamento foi resolvido elevando-se a superestrutura (Muito alta mesmo).  Porém, o MSC Daniela passará no Canal do Panamá remodelado, coisa que o Emma não vai fazer.

Outra coisa boa, é que ele utiliza menos água de lastro, e os seus tanques tem tratamento contra organismos que viajam de porto em porto, causando desequilíbrios no ecossistema do destino.

Built Ship Name Shipyard Hull Number
2008 MSC Daniela Samsung 1708
2009 MSC Beatrice Samsung 1709
2009 MSC Danit Daewoo 4135
2009 MSC Camille Daewoo 4136
2009 MSC Kalina Samsung
2009 MSC Bettina Samsung 1711
2009 MSC Irene Samsung 1712
2009 MSC Emanuela Samsung 1713
2009 MSC Eva Samsung 1714
2009 MSC Gaia Samsung 1715
2010 MSC Melatilde Daewoo 4138
2010 MSC Paloma Daewoo 4139

Os demais navios são um pouco menores, e deixo aqui algumas particularidades de cada um.

CMA CGM  Thalassa o único de sua classe, da francesa CMA CGM.

CMA CGM THALASSA, foto: Ina Hamburgo

Cosco Guangzhou, foto: Manfret

IMO number : 9305570
Name of ship : COSCO GUANGZHOU
Call Sign : SYIE
MMSI : 240475000
Gross tonnage : 109149
DWT : 107277
Type of ship : Container Ship
Year of build : 2006
Flag : Greece
Registered owner armador RENA MARITIME CORP Costamare Building, 60, Zefyrou Street & A Syngrou Avenue, 175 64 Athens, Greece.

M/V NYK VEGA, agora um do armador Japonês NYK, este é o próprio Vega, que da nome a Classe de 2 navios, foto: Jens Bold

IMO number : 9312781
Name of ship : NYK VEGA
Call Sign : 3EIJ5
MMSI : 372218000
Gross tonnage : 97825
DWT : 103310
Type of ship : Container Ship
Year of build : 2006
Flag : Panama

Agora vou aproveitar para postar alguns da minha classe favorita a Classe Colombo Express do maior armador alemão, a  Hapag Lloyd.

Colombo Express class

Capacidade para : 8.749  TEU,  sedo  730 reefer (refrigerados), com velocidade  de  25.0 knots (46.3 km/h). Todos da classe foram construídos na Coreia do Sul, nos estaleiros Hyundai Heavy Industries entre 2004 e 2005, o primeiro da classe ficou pronto em tempo recorde de 7 meses, e seu motor principal tem potencia de 93.500 hp (69,700 kW) .

O Colombo Express, opera entre os porto de Hamburgo, e principais portos da  Europa, com destino ao Sudeste da Asia, e retorna de volta em 56-dias de viagem redonda.

Os seguintes navios compõe a classe Colombo Express:

  • Bremen Express
  • Chicago Express
  • Colombo Express
  • Hanover Express
  • Kuala Lumpur Express
  • Kyoto Express
  • Osaka Express
  • Tsingtao Express
COLOMBO EXPRESS, foto: Ivan Meshkov – Porto de Honk kong.
IMO number : 9295244
Name of ship : COLOMBO EXPRESS
Call Sign : DIHC
MMSI : 211433000
Gross tonnage : 93.750
DWT : 103.800
Type of ship : Container Ship
Year of build : 2005
Flag : Germany

Outra classe interessante mas somente de dois navios é a:

Seattle Express Class

Que atinge 26.6 knots…

  • Seattle Express
  • Vancouver Express
M/V Seattle Express foto.Chris Hunsicker – Rio Elba.

Para fechar a matéria, deixo aqui uma tabela com os portos com maior movimento de contêineres da atualidade:


Nota: “TEU” é uma medida padrão de “vinte pés por unidade”, ex .   20-ft é o tamanho de um contêiner padrão intermodal. Assim um contêiner de 40-ft  equivale a 2 TEU.

Vale ressaltar que nenhum destes escalam portos brasileiros.

A Equipe  BlogMercante agradece.

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41 Respostas para “Navios Gigantes – “Porta-Contêineres””

  1. Guilherme:

    MSC Beatrice Muito bom, os tanques tem tratamento contra organismos que viajam de porto em porto,que causam desequilíbrios no ecossistema do destino, acho que são poucos os navios com esse sistema , muito bom…

    Responder

  2. Misael Berdeide:

    Erik,

    Você é o cara!!

    Excelente matéria. Meus parabéns meu amigo.

    Responder

  3. gisele:

    Ótima materia! legal para conhecer mais sobre esse navios gigantescos.

    Responder

  4. Thiago Kempin:

    Saudações amigo! Realmente são verdadeiros gigantes do mar na sua categoria. Mas lendo sobre o assunto envolvendo a MSC e a Maersk, havendo essa briga entre eles e como você colocou que hoje em dia a busca por velocidade e custos baixos, as duas não deixaram de aumentar o preço do frete por TEU’s, podemos dizer que além de grandes em tamanhos e capacidades, os mesmos (ou as mesmas empresas)também astronomicamente faturam fortunas. Imaginando um aumento de 300 doláres por TEU de 20”, multiplicando por 10.000 TEU’s = 3.000.000 de dólares só de aumento nos fretes, imagina-se então o valor total? Temos que colocar gente pra brigar mesmo pelo os interesses dos profissionais da marinha mercante do nosso país. Um abraço e falando de navios, é só procurar o Erik.

    Responder

  5. John Rossi:

    Erik. Você deve ser o braço direito de Poseidon e ainda não nos contou. Nunca conheci alguém tão apaixonado e afeiçoado pelo oceano quanto você. Não vai me impressiona se algum dia você aparecer com uma sereia na sua casa.rsrsrs.
    Diga-se de passagem que por mais apaixonado que você seja. E considerando todo o conhecimento da área marítima que você tem.
    Ainda sim é uma ótima matéria.
    Extremamente detalhada.
    Obrigado pelas informações.
    Regards.

    Responder

  6. Nanda Catão:

    É isso ai Rossi,
    Concordo com vc em tudo o que disse em numero, genero, grau.
    Querido vc é um espetaculo!
    Suas materias, posts, comentarios nos da prazer em ler, pelo entusiasmo, saudosismo e fascinação que vc nos proporciona!
    Obrigada mestre ;-)

    Responder

  7. Guilherme:

    Seria legal se fizesse uma materia sobre os grandes navios quebra gelo, que abrem caminhos para os mercantes nos lugares mais remotos do mundo…

    Responder

  8. Breno Bidart:

    O TAMANHO DESSES NAVIOS É DE DAR MEDO
    IMAGINE COMO É OPERAR ESSES GIGANTES NOS PORTOS? COMO DEVE SER A PRAÇA DE MÁQUINAS?
    JAMAIS IMAGINÁVAMOS UMA EVOLUÇÃO DESSAS A 25 ANOS ATRÁS QUANDO OS LINER DA NETUMAR E LLOYD CARREGAVAM 500 CONTAINERES E DAVA LUCRO.
    BRENO BIDART

    Responder

  9. Fast:

    Cada dia te superas….

    Responder

  10. EDSON:

    Fantástico!!!!adorei

    Responder

  11. Inspectrol-Inspeção e Controle Ltda:

    Inspectrol- Comissaria de avaria,agente surveys,

    Responder

  12. Inspectrol-Inspeção e Controle Ltda:

    Inspectrol- Banco de Serviços do Comercio Exterior, Comissaria de Avaria.

    Responder

  13. jose carlos:

    O cara e foda!! Parabens

    Responder

  14. Alberto:

    Excelente matéria!

    Responder

  15. gustavo:

    Ola colegas mercantes,ligado a este assunto de grandes navios,nossos portos hoje sera que estaõ preparados para receber tamanha estruturas,o nosso país tem crescido mas nao tem acompanhado o crescimento exemplo; Macae nao suporta mas o fluxo de pessoas carros carretas,rebocadores, o porto de macae parece ate piada uma cidade sendo a princesinha do petroleo tinha que haverum porto descente para haver um escoamento de qualidade. um abraçaõ para todos e DEUS abençoe.

    Responder

  16. Marcos-Santarém-Pará:

    Mais um BRAVO ZULU ao ÉRIK…!!!!PARABÉNS….!!!

    Responder

  17. Santana:

    Erick Otima materia. Só para acrescetar ao seu trabalho. A empresa Alemã, Hamburg-sud ( dona da Alianca ) possui 7 navios na linha America do Sul/Asia conhecida como classe SANTA (Santa Clara foi o primeiro). O navio possui 300 metros de comprimento, 43 metros de boca ( 3 metros a mais que o MSC LAURA). A capacidade desses navios é de 7200 teus, e o impressionante é a sua capacidade para transportar containers frigorficos: 1600 cntrs ! !. Estes navios podem não ser os maiores do mundo mais com certeza são os maiores em capacidade de transporte de containers frigorificos no mundo. O interessante é que estes navios foram projetados pensando na america do Sul, por esse motivo ele tem a capacidade de transportar 1600 reefer, pois sabemos que o Brasil ( sem contrar com a Argentina e Uruguai) é o maior produtor de carne do mundo, logo este é uma carga de grande valor agregado e onde o frete é cerca de 35% maior que o container Dry normal.
    Abraços.

    Santana

    Responder

  18. Santana:

    Outro dado interessante: Esta classe de navio, em razão das limitações da profundidade do porto de Santos ( o porto mais importante para os armador que transportam containers) é sub utilizado, portanto, estes navios normalmente não saem com a sua capacidade maxima.

    Responder

  19. Jorge Saad:

    Enquanto isso no Brasil…

    Vem aí revolução no mercado de marítimos
    Fonte: NetMarinha

    Estudo dos armadores apregoou apagão no mar, por falta de profissionais, enquanto o Sindmar contratou outra análise, esta mostrando o contrário, que o aumento na formação de oficiais pela Marinha poderia até gerar excesso, em vez de escassez de pessoal no mar.
    A polêmica ganha agora novo contorno. Dona da maior frota do país – com cerca de 100 navios – e, de longe, a maior empregadora de marítimos, a Transpetro resolve adotar uma atitude direta para solucionar o que considera um problema. A estatal está montando, com ênfase, a Academia Marítima Transpetro, destinada a revolucionar o setor. A cada ano, são formados em torno de 900 marítimos e a nova entidade pretende colocar no mercado centenas de novos profissionais a cada ano – fala-se em algo entre 400 e 600 oficiais de marinha.
    A lógica é simples: a lei permite que pessoas com curso superior, após um ano de especialização, se tornem oficiais de máquinas (Azom) ou oficiais de náutica (Azon). A Academia Marítima Transpetro deve começar a funcionar em janeiro e pretende, a cada ano, ampliar a oferta de profissionais habilitados. Os cursos contarão com suporte técnico da Fundação de Estudos do Mar (Femar).
    Segundo se informa, a iniciativa tem apoio total da Marinha do Brasil – força armada responsável pela formação de oficiais de marinha mercante.

    PS : Mas a praticagem continua intocável, ou seja, reserva estratégica dos egressos da briosa…

    Responder

  20. Jorge Saad:

    Mais propostas de extermínio das Escolas, enquanto a praticagem continua a navegar em Mar de Almirante (argh…)…

    Jornal do Comércio Porto Alegre 04/11/2011

    Cabotagem tenta superar dificuldades para crescer

    ALIANÇA/DIVULGAÇÃO/JC

    Transporte de cargas pela costa brasileira só foi retomado em 1998 pela Navegação Aliança, depois deO descompasso entre o ritmo de formação de profissionais de marinha mercante (marítimos oficiais e subalternos) e a absorção desses trabalhadores pelas empresas é atualmente um dos maiores entraves ao crescimento da navegação de cabotagem no País. Os navios que transportam cargas ao longo da costa brasileira disputam homem a homem com as embarcações de longo curso e, principalmente, com as petroleiras, os escassos profissionais.

    Quem explica a situação é Gustavo Costa, gerente de cabotagem da Aliança Navegação e Logística. “A questão da falta de tripulação é muito séria. Com as encomendas da Petrobras, a formação de oficiais de marinha mercante tornou-se menor que a demanda. É necessário aumentar a quantidade de formandos, por isso, as entidades de classe discutem com a Marinha o aumento de vagas ou a permissão para que estrangeiros possam trabalhar, sobretudo nas operações de offshore”, afirma ele.

    O déficit de oficiais deixará em aberto cerca de 1,2 mil postos de trabalho até 2013, segundo estima o gerente geral de frotas e operações da Mercosul Line, Claudio Marcos Rosa. Ele revela que mesmo a Petrobrás e suas empresas parceiras – que absorvem grande parte desses trabalhadores – sentem a defasagem. O executivo conta que, apesar de a Marinha já ter reativado o processo de formação, os profissionais que estão sendo preparados só chegarão ao mercado em 2014.

    A formação destes profissionais é atribuição exclusiva da Marinha do Brasil, que mantém duas Escolas de Formação de Oficiais de Marinha Mercante (Efomm), O Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém do Pará, e o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), no Rio de Janeiro. Segundo informações da assessoria de imprensa da Marinha, o crescimento na oferta de marítimos, tanto oficiais quanto subalternos, só deverá ultrapassar a demanda em 2015.

    Segundo a instituição, em 2000, foram disponibilizados 99 novos oficiais. Dez anos depois o número de formandos chegou a 580 e o ano de 2011 deve encerrar com a graduação de 700 oficiais para a marinha mercante. A expectativa da Marinha é que, ainda em 2011, sejam formados 15 mil novos marítimos subalternos. A formação de oficiais deve chegar a mil profissionais por ano em 2014.

    A ampliação dos serviços de transporte marítimo de cargas nacionais esbarra, também, em outro dos reflexos da expansão da atividade petroleira no País e das perspectivas criadas pelos poços encontrados na camada pré-sal. Os estaleiros do Brasil estão, quase em sua totalidade, dedicados a construir embarcações para a extração e o transporte de petróleo.

    Como admite o executivo da Aliança, o mercado potencial existe, mas o crescimento está limitado à capacidade de transporte dos armadores. O aumento dessa capacidade demanda um número maior de navios ou a substituição dos atuais (no Rio Grande do Sul a empresa opera com embarcações full contêiner 1500 PIUs) por outros maiores. “A verdade é que, nesse setor, faltam até engenheiros navais”, lamenta Costa.

    Uma realidade que não chega a surpreender. Costa lembra que, apesar do extenso litoral e do uso do modal marítimo para o transporte interno de cargas desde o período colonial, o Brasil “abandonou” a cabotagem na década de 1950, quando as políticas públicas passaram a incentivar transporte por rodovias. O período de hiperinflação, entre 1980 e 1994, também penalizou o modal, considerado lento. “A cabotagem praticamente só ressurgiu em 1998, quando a Aliança retomou as atividades. Agora, em 2011, chegamos à marca de quatro grandes armadores operando no mercado”, afirma Costa.

    Responder

  21. Marcelo Lopes:

    Santana

    Apenas uma pequena correão

    os classe Santa Clara ja não são os maiores em teus e reefers em SSZ

    os Samax (Santa clara Batch 2) tem 45 m de boca, 7,450 teus e 1.707 teefers e calam 13,50 m muito proximo dos 13,30 m maximo praticado em SSZ

    http://santosshiplovers.blogspot.com/2011/09/mv-maersk-luz-vris8-mais-um-classe.html

    Abs
    Marcelo

    Responder

  22. Eraldo:

    gostaria de saber se vaõ embarca brasileiro,qual é empresa

    Responder

  23. Rodrigo Silva:

    ERIK
    Muito boa sua matéria mas só para titulo de informação sou marítimo aqui no porto de Rio grande e o MSC laura não é o maior em operação na costa brasileira,aqui fazem escala os CSAVs Maipo,Maulem e Mataquito todos com 305mts de comprimento.Um forte abraço a todos seguidores do blog.

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Obrigado.

      Porem na época que escrevi o artigo (ano passado), este era o maior navio que operava até então, e como esta industria é dinâmica, logo ele seria superado por maiores.

      Responder

    • Visbon Target:

      Depende do que vc chama de “maior”. O MSC Laura leva mais TEUS que os da CSAV. Leva 6750 contra 6589 do Mataquito. Mas em comprimento o maior porta contentores da MSC que passou pelo Brasil até era o MSC Stella. Não era o MSC Laura.

      Responder

  24. Visbon Target:

    Assim de repente pelo menos em relação à CMA-CGM convem lembrar o CMA CGM Cristoph Colomb de 365 metros e capacidade para 13.344 TEUs (muito parecido com os da classe do MSC Daniela) tendo já pelo menos mais 2 gémeos entregues. Depois há ainda o CMA CGM Andromeda ou o CMA CGM Vela, qualquer um deles maior que o CMA CGM Thalassa da foto acima.

    Responder

  25. Renan Raul:

    Olá Erik!

    Mais uma excelente matéria! Os porta-contêineres são os meus preferidos. Não pude deixar de notar que você tirou algumas informaçoes do MSC Daniela do meu blog. Obrigado pelo prestígio, huhu! Reconheço que anda às traças ultimamente, mas logo logo volta à ativa, haha! Um abraço!

    Responder

  26. Vasco Nascimento:

    Boas

    Excelente trabalho de pesquisa e com muitos pormenores!!!
    Isto tudo é muito bonito mas é pena que haja navios porta contentores de 10.000 teus e mais fundeados em varios portos a servirem de armazem porque os volumes de carga baixaram.
    Estes navios foram mandados construir quando houve uma grande procurar e carga asiatica e os liner´s quiseram agora essas cargas!
    A uns tempos tive o prazer de ver o “EMMA MAERSK” em Almeria e fiquei surpreendido quando vi um navio que escalava a primeira vez na europa nessa viagem só vinha nem com meia carga.
    Sera que os custos justificam tal viagem?

    Isto é tudo muito giro os estes monstros dos oceanos tem consumos muito altos e despesas portuárias muito elevadas

    Esperemos que o mundo passe por cima desta crise para vermos outra vez os navios com as marcas de seguro mergulhadas!

    Vasco Nascimento de Portugal

    Responder

  27. Rafaela:

    Boa tarde, estou fazendo um artigo técnico científico e gostaria de utilizar a informação sobre o MSC LAURA, se possível, você poderia me informar a referência bibliográfica desta informação?

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Rafaela foram usadas diversas fontes, os dados técnicos do navio são de domínio público, porem é preciso que você esteja cadastrada em algum site que forneça informações sobre navios, como o Lloyd’s List, e outros por exemplo. Pode citar o próprio BlogMercante.
      Quanto a matéria, se notar é desatualizada, visto que a cada dia surgem novos navios, e o MSC Laura, já não é mais o maior a “tocar” nossos portos locais.

      Responder

  28. Alex Ambrosi:

    Muito boa matéria, nobre Érik, como sempre. O colega Jorge Saad aí cima fala da escola da Transpetro. Ela é boa? Ou tem problemas semelhantes aos que vocês sempre relatam do CIAGA e CIABA?

    Grande abraço

    Responder

  29. rafael:

    Como faco , pra trabalhar nesses gigantes do mar , q eu gosto tanto

    Responder

  30. rafael:

    Quero trabalhar nessas maquinas

    Responder


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