por Erik Azevedo
A dureza da vida no mar não é exclusividade dos homens, no Brasil é bem recente a chegada da mulher no mercado de trabalho aquaviário, primeiro começou pela guarnição no final dos anos 80, mas sem muito alarde, e bem mais tarde começaram a aceitar mulheres nos cursos de formação de oficiais. Porem fora do Brasil as mulheres já estavam no mar há bastante tempo.
Um antigo livro chamado “Guerra no Ártico” do autor Georges Blond, que narra em detalhes o desespero que era tripular um navio mercante nas linhas do Oceano Glacial Ártico durante à Segunda Guerra Mundial, o autor destaca que um navio de bandeira Russa tinha tripulantes femininas, mesmo com o risco iminente de ter o navio destruído por um ataque aos comboios que eram dizimados pelos alemães. Se formos mais ao fundo veremos que há séculos existem mulheres nos mares.
Clippers
Só para exemplificar, na época da Corrida do Ouro Norte Americana, a viagem mais rápida e segura entre a Costa Leste e Costa Oeste era feita em navios, contornando o perigoso Cape Horn.
Era o tempo dos Clippers, navios que o Brasil império nunca teve. Eram os navios mercantes mais rápidos da época.
Era normal competições entre navios, o navio que chegasse primeiro à São Francisco Califórnia, partindo de Nova York recebia um prêmio.
O Clipper que bateu todos os recordes mundiais de velocidade nesta linha foi o famoso “Flying Cloud”, da qual tinha como Imediata uma mulher, a Sra. Eleanor Creesy que era esposa do Capitão Perkins.
Segundo o Livro: Flying Cloud: The True Story of America’s Most Famous Clipper Ship and the Woman who Guided Her (Flying Cloud: A verdadeira história do mais famoso Clipper americano, em que uma mulher o dirigia) , do autor David W. Shaw
Em 1851, o “Flying Cloud” era o mais democrático navio de toda a frota, isto prova que eficiência não tem a ver com punições como era muito comum naqueles tempos castigos e assédios de toda à espécie, mas a sensibilidade da Sra. Creesy fazia toda a diferença para tripulação do Flying Cloud.
O Flying Cloud fez uma travessia recorde em 89 dias e 8 horas de Nova York para São Francisco, nesta viagem quem comandou o navio em boa parte da travessia foi à Imediato Eleonor pois seu marido se feriu em um acidente durante uma tempestade, quando o navio passava próximo as Bermudas, devido a isso a Imediato assumiu o comando do navio durante toda a viajem que era feita sem escalas. O navio concorrente era o Hornet.
Nesta viajem o Hornet partiu de NY com 2 dias de vantagem! Ambos navegaram as 15 mil milhas, contornando o Cabo Horn na extremidade da América do Sul. Porem o Flying Cloud, embarcou prático na baía de SF junto com o Hornet da qual tinha um Comando linha duríssima, nesta viagem o Capitão havia enforcado 2 tripulantes!
Esta ai a prova o navio mercante à vela que detêm o recorde mundial nesta linha de todos os tempos tinha uma mulher como Imediato, e era um navio em que todos gostavam tripular mesmo com condições difíceis que são na navegação à vela.
Lembrando que para ser Imediato de um navio destes, tinha que começar abaixo de grumete, que era o serviço mais ingrato e pesado do navio. A Sra. Creesy começou assim, chegando à enfermeira em outros navios, e no Flying Cloud, foi promovida à navegadora, e por fim à Imediata.










fevereiro 15th, 2012 em 11:12 am
E por incrível que pareça as mulheres sofrem preconceitos em qualquer área que sejam ditas masculinas.
E desde a revolução industrial nós temos que estar sempre mostrando nossa capacidade e acabamos nos cobrando mais pra superar o preconceito.Mas é gratificante vencer os obstáculos e ver que nosso desempenho e perseverança vale a pena.
Ainda não sou marítima mas sei que enfrentarei uma longa jornada pra vencer e como mecânica terei sempre que provar minha capacidade.
Mas tenho certeza que vou vencer pois o mais importante é amar o que se faz e fazer com total empenho,somos guerreiras e não desistimos nunca !!!
fevereiro 15th, 2012 em 12:42 pm
Bem, é assim: A mulher gera o “homem”, cria o “homem”, educa o “homem”, e, depois de casada, continua cuidando do “homem”. E no final das contas não são reconhecidas.
O que seria dos homens sem as mulheres, e da marinha mercante sem o seu profissionalismo e o seu brilho?
Deixem as mulheres trabalhar, parabéns a todas as mulheres!!!
fevereiro 15th, 2012 em 7:03 pm
É simplesmente inaceitável que a mulher seja barrada no RH de uma empresa e obrigada a ouvir do empregador: Ainda não existe serviço de Moço de Conves para mulheres!
Acreditem isso aconteceu comigo em Vitória – ES, janeiro de 2012.
Não há legislação que regulamente a obrigatoriedade de que haja cabine para mulheres em rebocadores, embarcações gerais.
Até quando seremos marginalizadas?
Capacitação já obtivemos! A oportunidade de desempenho nos é Tirada até o momento. Basta………..
Rosana Brito
MOÇO DE CONVES BILINGUE
fevereiro 16th, 2012 em 5:58 am
Sr.Rosana,concerteza aparecera a sua oportunidade, porem varias enbarcacoes tem que acomodar dois ou mais tripulantes no mesmo camarote,acho q esse negorcio de preconceito e passado… A mulher brasileira ja mostrou sua capacidade… boa sorte!!!
fevereiro 16th, 2012 em 6:32 am
Outro dia li uma entrevista, aqui no BlogMercante de uma Oficial marítima em, que era casada com outro Oficial, em que para o seu marido sempre aparecia vagas.Para ela era muito mais difícil. O preconceito já começa com o RH, em terra.
Trabalhei com algumas mulheres maquinistas.Posso garantir que seu trabalho é igual ou, muitas vezes,até melhor que muitos marmanjos.
Com respeito a polêmica de levantar e carregar peso, posso garantir também,que elas estão se saindo melhor. Principalmente, quando pedem ajuda e não carregam tudo sozinhas. Com certezas os homens terão, no futuro lesões na coluna, as mulheres não.
Deveríamos publicar mais artigos sobre o trabalho das mulheres a bordo.
Breno Bidart
fevereiro 16th, 2012 em 10:04 am
Cara Rosana,
Houve um tempo em que a empresa que hoje usa as ex-alunas da EFOMM como “ferramenta de marketing” onde as mulheres que embarcavam na época (cozinheiras, taifeiras e enfermeiras) não eram sequer recebidas do “Setor de Pessoal”.
Como atualmente a realidade é outra, quem sabe você tem chances por lá.
Qual é esta empresa? Não falo o nome nem que “jorre petróleo” no quintal aqui de casa…
sds,
fevereiro 16th, 2012 em 4:03 pm
Mas Rosana …
Até que eles tem uma justificativa plausível.Fora os camarotes que não tem uma obrigatoriedade para cabine de mulheres.Uma mulher não exerce a força de um homem no convés.
Quando tiver que puxar um “Sexta-Feira”,revesando com outros 2 marinheiros e ela não aguentar dar a 4 marteladas?
Os outros farão o serviço dela sempre?
Eu acredito que a mulher seja necessariíssima a bordo sim; pois ela tem um lado critico e um modo de pensar diferente do homem e sem duvida que contribui para o trabalho.
Mas o mais comum seria que ela ocupasse cargos de oficial ou como Moço de Maquina, onde o serviço dente a ser menos desgastante.
fevereiro 17th, 2012 em 10:40 am
Lucas
As mulheres sabem muito bem usar o seu charme e inteligência.Marretadas não é serviço de rotina em nenhuma profissão.Me dói dizer mas eu tenho preferido mil vezes o trabalho das mulheres que de muitos marmanjos preguiçosos. NUNCA CONHECI UMA MULHER PREGUIÇOSA E QUE SE ESCONDE DO TRABALHO OU FICA ENROLANDO PARA PASSAR O TEMPO.
Já mandei uma mecânica(Juliana) desmontar uma bomba a mesma que um mecânico homem FEZ TEMPOS DEPOIS. O mecânico( antigo e experiente) levou a manhã inteira e ela fez em menos de uma hora. Ou melhor, ela tinha feito em menos de uma hora e eu pensava que o mecânico ia fazer em 15 minutos e ele passou a manhã toda.
Mulher quando entra no trabalho entra com tudo.Alem de tudo são caprichosas e perfeccionistas.
Quando uma mulher precisa de um braço forte ela chama um homem e quando nós precisamos de um serviço inteligente nós a chamamos.hehe. DÓI MAS É VERDADE.
Breno Bidart
fevereiro 17th, 2012 em 6:23 pm
Sem duvida Breno, concordo com a grande maioria do que tu disse, contudo temos algumas profissões em que marretadas e pegar peso fazem parte da profissão: Pedreiros e funcionários de construções civis em geral, pessoas que trabalham com carga e descarga de mercadorias.
Bom temos pedreiras mulheres ? Logico e elas se destacam muito na parte de acabamento, justamente por serem na maioria das vezes mais caprichosas; agora cara essa mulheres não fogem do serviço quando tem que pegar em uma marreta.
Eu penso mais ou menos assim “direitos iguais, serviços iguais”.
Todo mundo tem que passar por uma serie de exames pra poder trabalhar em uma empresa mercante. Fato. Se a mulher passar e estiver apta, não vejo problema nenhum em ela exercer a profissão.
Agora temos que entender que na cabeça das empresas a mulher tende a dar mais “problema”. Por isso que há esse preconceito todo.
As empresas tem de pensar nas mulheres como profissionais normais, pessoas como qualquer outra.
como a Juliana comentou logo aqui a baixo.
existem profissionais e profissionais.
não é o gênero sexual que deve ser um problema na hora da contratação.
abril 12th, 2012 em 12:09 am
Acho meio estranho pois as mulheres devem com susseço oculpar seu espaço , mais sem vulgaridade pois à casos em q as profissionais acabam tendo caso com seus colegas dentro do Návio, e passa despercebido e isto é um absurdo . Só de pensar q suas esposas e e seus maridos aguardam em casa ociosos, deve háver uma marcação justa em relação a este fator , afinal estamos lhe dando com uma empresa séria não é?
abril 12th, 2012 em 12:30 am
É verdade Paula , conheço duas colégas Ofíciis q estão mais preucupadas em aparecer para os outros tripulantes do que trabalhar, não sou contra a mulher exercer sua profissão só acho que quem quer aproveitar a vida com safadeza fique em casa e deixe o trabalho sério p nós Homens, e com isso tudo as mulheres q querem levar o trabalho a sério acabam pagando o pato. As empresas não devem empregar meninas novas para esta área , por que elas estão com a cabeça em outro setor entenderam, devem empregar mulheres mais maduras q tenham família e responsabilidade com a tal cituação. Abraços a todos e desculpe a sinceridade!
fevereiro 16th, 2012 em 9:16 am
Parabéns pela matéria Erik,como sempre brilhante!
Eu conheço bem essa história de preconceito que ainda muitas empresas insistem em ter, mas não assumem.
Nesses 3 anos de embarque, já passei por navios e rebocador e nunca tive problema com relação a convivência e instalações.
Trabalhei na SMIT Rebrás por 5 meses,e nunca tive nenhum problema por falta de condições para trabalhar, muito pelo contrário, trabalhei com uma tripulação ótima e que soube manter o respeito sempre, não somente pelo fato de ter uma mulher a bordo, mas pelo fato de eu ser um ser humano como qualquer outro.
Trabalhei com ótimos mestres e ótimos marinheiros.
Quem sabe um dia as empresas nos deêm mais oportunidades para que possamos exercer nosso direito de cidadãs, de buscar nosso sustento com a dignidade de que todo trabalhador necessita!
Abraços a todos
fevereiro 16th, 2012 em 12:26 pm
olha. mulher a bordo nao sou contra, mas trabalho com uma mnm que é uma pessima profissional, nao sabe de nada de maquinas, so entende de putaria e mais nada. na minha opiniao se quer trabalhar a bordo tem que se dedicar a profissao, fazer o seu trabalho, depois pode fazer o que quizer e entender ninguem tem nada ver.
fevereiro 16th, 2012 em 7:40 pm
Vi uma MOÇA DE CONVÉS no Navion Gothenburg da Transpetro sendo muito elogiada pelo Contramestre.
No mesmo navio tinha UMA ENGENHEIRA QUÍMICA, acho que ela era a responsável por emissão do certificado de Gas Free ou alguma coisa do tipo.
Não acho seja tão difícil ver mulheres a bordo de navios, pois eu nunca embarquei, mas em um só dia, pude ver duas.
Isso foi durante a única aula prática que teve para o pessoal do CFAQ 2011 em São Sebastião SP.
Mulheres estão com força total, e estão dando um banho em muito marmanjo por aí, inclusive eu! Hehehe!
fevereiro 20th, 2012 em 7:09 pm
Homem não tem tpm, não engravida, aguenta piadas maldosas, e, se botar ele pra fazer serviço tal, ele vai se virar pra concluir.
Não sei até que ponto isso exerce influência nas contratações de mulheres.
Não sou contra a ter mulheres exercendo atividades no marítimo e em qualquer lugar, desde que elas trabalhem tanto quanto os homens e segurem a barra tanto quanto nós seguramos. Se forem aptas, que exercam as funções. Tem direito de ralar tanto quanto nós ralamos. De serem zuadas também.
Eu não vou dizer que “as mulheres estão dando um banho nos homens”. O meu único adversário sou eu mesmo. Eu não faço elogios gratuitos à mulher dos outros. Ora, elas são bajuladas desde o ventre simplesmente porque são mulheres. Precisam mostrar outros tipos de valores para merecem elogios sinceros (como o trabalho bem feito ou uma conduta moral isenta de críticas). Ser mulher não é um motivo.
fevereiro 21st, 2012 em 8:32 pm
Deixem elas provarem que realmente elas não ficam nada a dever aos homens, mais, sempre ira existir o preconceito e a discriminação em relação as mulheres não só a bordo como também em várias outras áreas, culpa da nossa cultura preconceituosa e ignorante, tal como os homens há excelentes mulheres profissionais e também várias que não são boas profissionais e deixam a desejar. Mais aí vai depender de querer crescer na área técnica e também na profissional. Um abraço a todos. E vida longa ao blog.
fevereiro 22nd, 2012 em 9:40 am
Este é um assunto o qual eu ja tive duas experiencias opostas. Quando imediatei na bandeira Americana, tive uma exelente contramestre muito trabalhadora e super profissional. Aqui no Brasil, tive uma certa dor de cabeça com uma marinheira de maquinas que nunca embarcou barra fora e passou mal, eu tive que retornar ao porto pois ela nao aguentava! O pior de tudo foi que quando ela soube que o rebocador estava de retorno a terra, ela começou ate contar piadas com o resto da guarnição.
Diferentes pessoas.
Valeu pela materia Erik.
Anderson Azevedo.
fevereiro 24th, 2012 em 5:06 pm
Trabalhando a bordo de um FPSO da empresa SBM, em 2009, na bacia de Campos, ouvi varios casos sobre mulheres que Tinham outro objetivo além de trabalhar. Mulheres sem carater e dignidade e Iludidas com estrangeiros de varias nacionalidades a bordo. Porém há neste FPSO mulheres dignas trabalhando há mais de 08 anos, hotelaria, mecanicas, tradutoras. chefes de familia e profissionais eticas!
fevereiro 26th, 2012 em 6:38 pm
Concordo com vc. Existem as aproveitadoras. As que querem aventuras. Queimam a imagem da mulher guerreira.
fevereiro 24th, 2012 em 10:23 pm
Logicamente que a mulher nunca vai se comparar ao homem no quesito força braçal, mas em outros quesitos sim. Mas em todo segmento tem o bom profissional e o mal profissional. Parabéns a todas as guerreiras…
fevereiro 25th, 2012 em 11:38 am
O direito de manifestar opiniões nos Blogs
(extraído do Blog Hiroshi Bogéa
em 25/02/2012, 8:15)
Desembargador Estácio Luiz Gama de Lima, em decisão monocrática, negou seguimento ao recurso impetrado por Osvanilton Adelino de Oliveira, delegado da Polícia Civil de Alagoas, contra Roberto Villanova. O delegado exigia que o blogueiro ficasse proibido de publicar reportagens ou manifestar opiniões, de forma direta ou indireta, que envolvam a sua pessoa.
“Não se encontram satisfeitos os requisitos ensejados da tutela requerida. Isso porque, diante de um conflito aparente de direitos fundamentais constitucionalmente garantidos (liberdade de expressão versus inviolabilidade da vida privada e direito de imagem), deve o julgador se valer do princípio da proporcionalidade para identificar qual deles deve prevalecer no caso concreto”, afirmou o desembargador Estácio Luiz.
Para o relator do processo, deve prevalecer a liberdade de informação dos meios de comunicação, prevista na Constituição Federal, notadamente porque Osvanilton Adelino é integrante da segurança pública do Estado de Alagoas. Com isso, fica justificada a veiculação de notícias de interesse público, mesmo sem o consentimento da parte.
Osvanilton Adelino havia recorrido da decisão de primeiro grau com a alegação de que as menções feitas por Roberto Villanova em seus blogs ultrapassariam os limites da razoabilidade.
Propôs, ainda, uma ação indenizatória por danos morais, uma vez que se sentiu prejudicado com o conteúdo publicado. Ao seu ver, a liberdade de pensamento e de informação não poderia servir de blindagem para a prática de ofensas à sua honra.
Aragão – 1º O.M, CIABA/77
(advogado militante TJ/RJ)
sds. marinheiras
fevereiro 25th, 2012 em 12:02 pm
Pessoal , alguem tem mais detalhes sobre o naufragio da balsa da MB na antartida ?
http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/marinha-brasileira-ocultou-naufragio-na-antartica
fevereiro 25th, 2012 em 1:07 pm
Cara Rosana,
Estive dando uma sondada em algumas empresas de navegação de vitória e realmente a oportunidade para Mulheres trabalharem embarcadas é um pouco escassa, mesmo para as oficiais, pois foi aquilo que você falou a discriminação ainda é muito grande, mas Dia Desses a Flexibras estava precisando de um eletricista e acabou encontrando uma eletricista , ela ainda não foi admitida mais já está com todos os exame prontos de admissão para embarcar, não tem nada haver com a tua categoria , mas já é um esperança para acabar com esse preconceito e acredito também que ela embarcando vai haver oportunidade para outras mulheres de outras categoria embarcarem. Na Skymar do grupo São Miguel, tinha uma mulher a bordo lá, só não me lembro de qual categoria ela é, enfim tenha fé corra atrás que você irá embarcar com certeza!
Abraços
fevereiro 26th, 2012 em 6:00 pm
Machado,
Esta mulher da Skymar era moço de máquinas!
Abraços
fevereiro 27th, 2012 em 10:32 pm
Rosana eu trabalhei na Skymar por duas vezes e posso te dizer que mesmo sendo contratada pela empresa,alguns tripulantes tinham preconceito,mas nem por isso deixavam de trabalhar normalmente comigo.Eu fui chefe de máquinas do LN Ponta Negra e posso dizer que fui muito feliz no período em que trabalhei nesta embarcação,com uma ótima equipe muito prestativa.Penso que,quem faz nosso local de trabalho é a gente mesmo,pois em muitos momentos e em diversos lugares, tive motivos pra pensar em abandonar tudo,mas sempre olhava as situações uma segunda vez e minha perspectiva muitas vezes,era bem diferente.A realidade é:respire fundo e acredite que tudo vai melhorar,que não pode ser pior e que tem gente BEM PIOR!!!!E assim,a vida segue seu curso e quando você percebe,está sendo grandemente abençoada com os presentes que Deus nos dá todos os dias,e que as vezes a gente nem percebe!Bjus e boa sorte na jornada!
março 1st, 2012 em 9:04 am
E quanto à Academia Marítima da Transpetro?
Poderá haver mulheres? Se sim, haverá limite de idade?
Se alguém tiver qualquer tipo de informações a cerca da AMT agradeço se enviarem para o meu e-mail: ikaro.182@hotmail.com
Obrido, []’s.
março 1st, 2012 em 7:01 pm
Aqui no Bourbon liberty 218 tem duas mulheres, u,a é oficial de maquinas e a outra é marinheira de maquinas, mas eu posso te dizer que elas atrapalhan demais o trabalho e sobrecarrega de mais o moço de maquinas e o segundo, pois alem delas não fazerem o trabalho direito não querem pegar no pesado. Já na outra tripulação as duas mulheres é uma taifeira e uma cozinheira, segundo meus amigos a taifeira é uma “nó cego”, não quer fazer nada, quem faz tudo é a cozinheira, nem a limpeza que cabe a ela fazer. Mas não vou generalizar que as mulheres não sabem ou não tem a capacidade de trabalhar na área, pois conheçtotal condiçoões de trabalhar em qualquer embarcação.
março 2nd, 2012 em 8:31 pm
Ola, também acho as mulheres atrapalham, muitas querem ser paparicadas, principalmente as da máquina, não fazem o serviço direito e querem se exibir, para o comando.Fiquem em casa cuidem da limpeza e dos filhos, aqui é lugar de homem. Vai lavar roupa.
março 3rd, 2012 em 12:15 am
Acho que é um pouco demais generalizar…espero que seu comentário não seja fundamentado em alguma triste experiência de trabalho com alguma mulher tripulante,pois da forma como narrou,só me cabe pensar isso.Sou marítima a 3 anos,trabalho na praça de máquinas e nunca me esquivei ou fiz corpo mole para o trabalho,inclusive muitos colegas meus de trabalho já falaram sobre meu trabalho aqui neste blog.Lamento por você pensar desta forma,pois eu sou uma das mulheres que luta para que a aceitação seja cada vez maior,mas muitos homens ainda relutam a aceitar a idéia.Mas,posso lhe dizer uma coisa,já fui muito cobrada,já sofri muito preconceito sim,e seria hipócrita se dissese ao contrário.Não tenho que dizer que a vida a bordo é um mar de rosas,pois nem pra mulher e nem pro homem é,por diversos fatores.Nunca imaginei optar por essa profissão para me exibir,muito pelo contrário,quis optar por fazer algo que me desse o sentimento de estar fazendo por gostar,por querer,e acredito que nem uma mulher escolhe essa profissão por exibicionismo,aliás,apertar parafuso,trocar óleo,soldar,trocar gaxeta,alinhar bomba…para se exibir?Parece meio incoerente,mas…São preconceitos bobos,sem cabimento e muitas vezes sem embasamento, que fazem com que as mulheres pensem de verdade se vale a pena.Por coincidência,hoje mesmo eu me peguei refletindo sobre isso,e chego no blog e leio sua opinião…e me pergunto:será que alguns homens tem,na verdade,medo de serem rejeitados profissionalmente e aceitar que a mulher consegue se sair bem no mesmo tipo de trabalho?O mundo é tão pequeno,o dia de amanhã ninguém sabe…como a humanidade é tão grande,mas algumas pessoas conseguem ser tão pequenas.Acredito que algum dia,esse papo de mulher isso,mulher aquilo irá acabar,e seremos tratadas como um ser humano trabalhador como qualquer outro,e poderemos enfim ganhar o pão nosso de cada dia,ajudar nossos companheiros e nossa família a ter uma condição de vida melhor,dar um bom estudo e uma boa educação a nossos filhos.Já me julgaram,inclusive,por me ausentar da minha filha durante muito tempo e não dar uma boa educação para ela,então,o que me diz dos pais que se dedicam tempo integral aos filhos e mais tarde se tornam bandidos,traficantes,usuários de drogas,pedófilos,estelionatários…será que é dedicação demais?Enquanto o preconceito corre pela obscuridade,a miséria,a pobreza,a falta de amor ao próximo,de companheirismo,a falta de caráter do poder público e a hipocresia perambulam bem embaixo dos nossos narizes,e o que a gente faz?Faz de conta que não vê!Nos perdoem por sermos culpadas,por quererermos apenas conquistar um lugar ao sol!
Desabafo de uma mulher marítima…
Abraços a todos
março 4th, 2012 em 1:24 am
Juliana
Você merece parabéns pelo exemplo de profissional e, principalmente, por ser uma mulher que defende a causa de outras mulheres. São comentários machistas e sem nenhum fundamento de pessoas como essa aí de cima que fazem muitas mulheres se privarem de muitas coisas. Eu sei que isso não é justificativa para essas mulheres (me incluo entre essas), pois você prova que a mulher pode vencer esse preconceito e ser um profissional tão bom quanto um homem, pois profissionalismo não é definido por gênero.
Sou Moço de Convés desde 2009, mas nunca tive coragem de embarcar… os homens que conheço que exercem essa função me desencorajam. Falam que “isso não é trabalho para mulher”, “Tu não tens força pra isso” e coiss desse tipo. Mas eu não os culpo pela minha falta de coragem, pois sei que eu sou a única responsavel pelas minhas ações (e pela falta delas). Mulheres como você nos fazem ver que também somos capazes.
Obrigada pelo seu “desabafo”!
março 4th, 2012 em 9:28 pm
Sou um guerreiro em cima de navio, ainda acredito em historias em quadrinho da mulherada, acho que elas escrevem e falam muito, maquinista igual a mim, no Brasil são poucos. Eu sou o melhor conheço de tudo e não perco pra ninguem ainda mais por esta mulherada que só quer se dar bem em cima de navio e embaixo também…
março 5th, 2012 em 4:41 pm
Vc é um pobre espírito vagando pela face da terra,ou melhor,navegando.Lamento por sua opinião ser essa…mas se vc é o melhor,que bom,fico feliz em saber!Parabéns pelo mérito que,provavelmente,vc mesmo se deu!Aposto que vc é tão bom que deve ter seu próprio navio não é mesmo?Ou trabalha para alguma empresa?rsrs seria cômico se não fosse triste e trágico ver tanto preconceito em uma só pessoa!Abraços e que Deus te abençoe e te ilumine!
março 7th, 2012 em 11:34 pm
Ola Juliana, gostei da sua brabeza, voce esta muito revoltada se controla o sol é para todos, no meu navio eu penso assim também, só o dono do meu serviço e isso ninguém me tirá, eu converso com os motores, e quando vejo alguma coisa errada lembro das mulheres igual a você, venha trabalhar comigo, que te ensino a trabalhar corretamente, sou um grande cavalheiro gostaria de te conhecer pessoalmente, para ver o seu lado como pessoa e deixar as desavensas vamos nos unir e montar uma nova vida.
março 12th, 2012 em 1:50 am
Tavares,
Sinceramente chorei… com os relatos das maquinistas Juliana e Isis… como são incompreendidas…!!!
Deixa elas sonharem… vivemos na terra de Dilma…
Tem mulher sendo promovida a Cmt, para fazer marketing para a empresa… Muitas estão assumindo “cargos” para os quais não tem conhecimento…
Viva o feminismo… a qualquer custo…!!!
Parabéns para elas…
março 12th, 2012 em 1:54 am
Desculpe Isis,
Vc não é de máquinas…
É de convés…!!!
A bom…então pode…!!!
Tavares deixa elas…
março 14th, 2012 em 8:52 pm
Meu camarada,
por essas e outras os homens continuam machistas e ignorantes!
Trabalhei nos portos do ES por 04 anos fazendo inspeções em navios e cargas, comandando varios colegas de trabalho e todos homens!
Trabalhei em navio FPSO na Bacia de Campos e vi muita coisa na área offshore que não é ETICO comentar.
Sou moçA de conves atualmente em empresa de Turismo Nautico, ralo pra caramba, é já ouvi do condutor de maquinas que sou melhor do que o contramestre que é tripulante e responsavel pela embarcação.
O fato é quem quer trabalhar honestamente e ama a profissão vence tudo!
E no mais, tendo 03 cursos superiores (MATEMATICA, LETRAS-INGLES E COMERCIO EXTERIOR) não é necessario SÓ ficar em casa pra lavar roupa e ciudar dos filhos!!!
Cuidado que uma mulher ainda vai tomar o seu lugar,heim,,,,,,, penso ser isso o que incomoda os machistas! Muita força nos braços e cérebro fraco!
Modere seus comentarios e seja ETICO sempre!
março 18th, 2012 em 11:50 pm
ola patroa, to na área se precisar de mim, para qualquer coisa, falou bubissa…
março 2nd, 2012 em 8:22 pm
amigos e amigas de profissao.imagine ficar 28 dias sem ouvir uma voz femenina a bordo. um bom dia,uma boa conversa, tudo isso para nós homens do mar é gratificante. si uma ou outra nao cumpre com seu dever, ela ta si auto desclassificando mais eu apoio as mulheres q merecidamente vir trabalhar conosco. um abraço e viva as mulheres do brasil
março 12th, 2012 em 1:57 am
Curioso é que sempre tem alguém(homem ou mulher) que acha que vai se dar bem com elas a bordo…
Não é xará…???
Viva as mulheres…!!!
março 4th, 2012 em 12:45 pm
Excellent. Though not in English, I could fathom what your blog is all about. Keep it up mate!!
George Marikas
março 7th, 2012 em 11:17 am
O q houve com o blog hem? Não se posta uma matéria relacionada a empresas boas ou ruins. Kd a rádio cipó? Kd as denuncias?
março 9th, 2012 em 3:09 pm
O pior é que preconceito é valido para todos que tentão entrar em um grupo formado, seja mulher, negro, branco, novato de área, se for do CIAGA então veio de escola parece que atrai a descriminação….Lamentavelmente.
março 26th, 2012 em 8:42 pm
Sofri preconceito quando procurei embarque em empresas ofshore e obtive resposta negativa. E algumas faram bem claras: Não contratamos mulheres na máquina. E graças a Deus, nunca deixei a desejar no meu trabalho.
abril 12th, 2012 em 12:40 am
Acordem mulheres , parem de futilidades femininas e passem o que as mulheres tem de melhor q é a honestidade e sinseridade e Pudor. Atuem profissionalmente e acabem de vez com a imaturidade, eu acho q o CARLOS tem razão devem oferecer as oportunidades as mulheres mais maduras e casadas que com certeza levam a profissão mais a sério. Sou mulher e adoro meu serviço mais me invergonho de tais mulheres que ajem como se estivessem em um baile funk. Espero q seja analisado os comentários gerais. Abraços a todos q levam o profissionalismo a sério!