Formação marítima civil no Brasil seria cabivel?

sex, fev 3, 2012, 6.128 views

Ciaga/Ciaba, Convés, Destaques, Navegação  

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por Erik Azevedo

Esta matéria foi extraída de uma discussão em um fórum marítimo.

Bem, uma coisa é fato.

O EPM (Ensino Profissional Marítimo) deve estar nas mãos de gente competente, e que entenda do assunto. Pois de ingerência já basta.

Quanto a formação ser feita em centros Federais de ensino como os Institutos Tecnológicos (antigas escolas técnicas http://www.ifsp.edu.br/), ou parte do sistema S (SENAI/SEST/SENAT quem não conhece a instituição mantida pelas industrias aqui vai o link http://www.sestsenat.org.br/Paginas/Index.aspx) não há qualquer ressalva quanto a isso, pois estes tem ótima qualidade, vide o pessoal técnico formado nos Institutos de Tecnologia Federal, são gente de alto nível e gabarito, podem trabalhar em qualquer lugar desde que falem inglês.

Poderiam muito bem ser montados cursos voltados para a realidade marítima nestes institutos tecnológicos, com professores marítimos, com vivencia real de mar, salários dignos, e condições dignas de trabalho e carreira.

Não adianta nada continuarem a formar em quarteis e capitanias se os mesmos pararam a décadas no tempo, hoje em dia se prepara pessoal de outra forma, com prática. Na maioria das Capitanias dos Portos não há qualquer estrutura voltada para formação, não existem oficinas, e muito menos simuladores, algumas são elefantes brancos com prédios vazios. Até os instrutores reclamam.

Uma sala de aula de uma escola marítima na Inglaterra

Cursos do Offshore

Acho que não podemos confundir os cursinhos básicos da Resolução A. 89191(21) da IMO – MODU Code (são os cursos básicos para se trabalhar em plataformas). Com os cursos de formação do STCW Code, são coisas bem distintas.

A diferença é muito grande, e sem falar que as escolinhas privadas dos militares homologadas pela DPC, que estão ofertando e caro, (tem curso custando mais de 4 mil)  cursos do CFAQ da vida, e estas escolas não são reconhecidas pela OPITO*, e nem pelo IMCA**, pois em certos casos os próprios instrutores não possuem formação adequada, o pessoal faz os cursos relâmpagos recebem um certificado que só irá valer no Brasil.

* Offshore Petroleum Industry Training Organisation –      http://www.opito.com

**International Marine Contractors Association – http://www.imca-int.com/

A empresa que eu trabalho atualmente serve de exemplo do que a iniciativa privada tem feito mundialmente há um bom tempo, ela possui 2 centros de treinamento de alto padrão, um na Noruega e outro em Omã, todos os cursos são reconhecidos pelas autoridades Marítimas do Reino Unido (MCA), USCG (Estados Unidos), Diretoria Marítima da Noruega,  do Japão, OPITO, e IMCA, e Nautical Institute.

Profissional bem formado não pega tempo na pedra, não importa a origem.

Ao fundo o edifício aonde ficam os simuladores da Escola Federal Náutica de Warnemuende em Rostok Alemanha escola que existe desde-1842 – As antenas no alto do prédio são radares.

Estamos agora com um grande embrulho, só este ano devem chegar no Brasil mais de 10 novos navios sonda, sem contar as FPSO’s  muitos supplies, demandam também AHTS, fora os navios tanque afretados que já não irão ter que contratar brasileiros.
Quem irá tripula los?
Mais gringos?
Uma parte dos navios é de empresas nacionais. Por obrigação devem contratar gente local.

Mas se não tiver? E ai? Todos sabem que os gringos chegam e ficam, e vão ficando, e não vão mais embora, engatilham o navio todo e só eles mesmos para operar à maneira deles.

Os tempos mudaram, não adianta o EPM ficar com o militar se ele credencia qualquer escolinha para vender cursos. Infelizmente esta é a dura realidade.

Quem trabalha em empresa de petróleo sabe bem que não contratam qualquer um, as grandes empresas querem pessoal bem qualificado, muitas vezes a empresa deixa de contratar brasileiro por não ter gente bem formada.

Ano passado a empresa que estou fechou turmas inteiras do SENAI São Paulo (universidade) e de vários Institutos Federais Tecnológicos (as antigas escolas técnicas), pois o mercado esta em expansão e a empresa contrata mundialmente.
A turma não fala um bom inglês, a empresa tem mandado os novatos para Houston ou Oklahoma para fazer intercambio por conta da empresa durante 4 meses.

Mais uma vez o EPM não foi planejado há longo prazo e agora forçaram a barra para flexibilizar a única Resolução que ainda defendia um percentual de brasileiros.

Centro federal de formação marítima em Wismar Alemanha

Um pais grande se faz com uma grande força de trabalho, se falta gente no mar, também tem faltado gente em diversas áreas em terra, e no offshore não tem sido diferente nas posições técnicas, nas marítimas nem se fala.
Acho que se a DPC realmente estivesse preocupada teria há mais tempo planejado isso, e outra teriam baixado portarias impedindo que terrestres assumissem muitas das funções à bordo de plataformas e navios especiais que são inerentes ao marítimo, mas estão sendo tomadas por terrestres.

Infelizmente tem muito homem de área por ai melhor preparado do que muito MOC/MOM que já conheci, as grandes empresas de petróleo estão investindo pesado em treinamento desse pessoal e muitas exigem nível técnico para contratação.

Mas a DPC ainda insiste que os cursos do CFAQ tenham nível fundamental. Pelo amor de Deus ate para varrer rua hoje em dia tem que ter o ensino médio.

Desse jeito os filipinos sempre irão levar vantagem.
E outra oque tem de oficial de pais de
segunda categoria mandando em oficial brasileiro nesse offshore não ta no gibi.

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“Só atiram pedras em arvores que dão frutos” – Autor – Um leitor do BlogMercante

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90 Respostas para “Formação marítima civil no Brasil seria cabivel?”

  1. José Coimbra:

    Espero que o Brasil rapidamente se livre das capitanias militares e as transforme como nos paises civilizados em civis, assim como o ensino tem que ser gerido por professores que venham das áreas civis e com conhecimento do meio.
    Esqueçam o tempo da ditadura

    Responder

    • Breno Bidart:

      Temos que lembrar que,nós brasileiros, infelizmente, como nas leis referentes a aquaviários, ESTAMOS COM 100 ANOS DE ATRASO. Refiro também a lei America da de 1922 que não sabemos quando teremos semelhante no Brasil.
      Quando mudarmos e nos libertarmos pularemos 100 anos.
      Breno Bidart

      Responder

    • Marcus macedo:

      Caros amigos, sou Oficial de Máquinas e, por incrível que pareça, já digo que isto está se tornando próximo da realidade.
      Trabalho no Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN) há um ano e 06 meses. Estou no Instituto contribuindo para a formação de profissionais técnicos para atuarem na área da pesca. Ensino as disciplinas de Máquinas e Motores Marítimos, Instalações Elétricas e Hidráulicas e Operações com Embarcações.
      Apesar do curso ter apenas 2 anos e meio, já afirmo que temos uma perspectiva de crescimento enorme na área marítima. Hoje mesmo, estou ajudando para a implantação de um laboratório de Navegação.
      Adiantando que o IFPB e o IFSC já possuem autorização e recursos do MEC (SETEC) para implantação de simuladores de navegação, mais avançados que o do CIABA, CIAGA e EN. O valor foi da ordem de R$ 3 milhões.
      O IFRN já possui um navio de pesca de 26 metros de comprimento. O único impasse é porque não temos pessoal e know-how para operar a embarcação. Como único Bacharel em Ciências Náuticas do Instituto, tenho contribuido para tornar este projeto uma realidade.
      Aos colegas que gostam e pensam em um trabalho onshore, esta é uma possibilidade de trabalho. Os rendimentos não podem ser comparados aos da Mercante, entretanto para os colegas que já se aposentaram, o trabalhao pode ser uma fonte de renda extra.
      Só lembrarei a todos que, para que possamos nos libertar da Marinha de Guerra, é necessário que nós, marinheiros civis, passemos a publicar livros técnicos e científicos sobre assuntos do mar, e também passarmos a realizar pesquisas sobre navios e operações. Através de Mestres e Doutores com graduação em Ciências Náuticas, poderemos inclusive levar o curso às Universidades Federais Civis.

      Saudações Marinheiras a todos.

      2OM Marcus Macedo

      Responder

  2. Marilio Alambre do Rosário:

    Como técnico de salvamento marítimo em Portugal,a formação marítima tem que ter na essência o mínimo de profissionalismo adequado para que quem faça um curso marítimo saiba o que tem que fazer em certas alturas.
    A experiência é o melhor amigo de quem tem a missão de ensinar pois revela-se da maior importância para transmitir ao aluno todo o seu conhecimento.Num salva-vidas,barco com uma especificidade própria para navegar e trabalhar nas situações mais difíceis,somos obrigados a fazer provas de conhecimento ao vivo seja de noite ou de dia,esteja chovendo ou ventando muito,esteja sol ou calma.É essa experiência que se pode transmitir a quem quer tirar um curso marítimo.Marilio do Rosário sota-patrão de salva-vidas.(segundo comandante)de salvamento marítimo.

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  3. Carol:

    Se tem ocorrido tantos acidentes e incidentes maritimos é porque alguma coisa está errada,e sem dúvida, começa-se pela formação. Concordo que ainda é precário o ensino, que pouca noção se tem em aulas, pouca técnica e treinamento. Ainda que a vontade de alguns instrutores seja grande, se faz necessário algo mais que teoria. Afinal, investir não é perca de lucro.

    Responder

    • Lucas:

      Bom dia amigos.

      Bom … eu mesmo estou por vivenciar isso.

      Me formei no final de 2011 no CFAQ II-III M em Macaé.

      Eu havia escutado de muita gente, que fizesse o curso, que estaria empregado, que não tinha erro, que faltavam Marítimos no mercado, que empresas estavam desesperadas atras de profissionais.

      Bem, estou com a CIR na mão, e ela esta aqui ainda… em minhas mãos. E afirmo pra vocês que não foi por falta de procurar empresas, de me apresentar não.

      Agora procuro me preparar e fazer tudo o que posso pra possuir maiores qualificações e atributos pra ser visto e reconhecido pelas empresas;o meu objetivo pelo menos agora é um Inglês e o EFNT (que por sinal ta sendo segundo a capitania revisto e não foi autorizado ainda).

      Infelizmente ficamos muito atras de países como a Filipinas que se importam com o Profissional Marítimo, em qualifica-lo adequadamente, lá eles saem com o EFNT e todos os cursos que aqui precisamos fazer como complementares.

      Tenho algumas informações não confirmadas que serão abertas mais vagas para o CFAQ II-III M em 2012 do que foram abertas no ano de 2011, essas vagas a mais serão provavelmente bancadas pela Petrobras.Ai eu te pergunto amigo ! Vamos preparar os profissionais para que ???? Vamos ter uma enxurrada de Marítimos segurando suas CIR’s nas mãos e abanando ao vento esperando que alguém as pegue.

      Realmente esses navios ai de gringos que não vão necessitar de mão de obra brasileira é um passo muito grande para trás da organização Brasil.Que coloquem os Filipinos mais bem preparados. Deixem os Gringos invadirem aqui e chupar nosso petróleo fiquemos tranquilo, já dominaram a VALE o solo já é deles e agora também estamos entregando a Exploração de Petróleo. Vai lá fora nos EUA ver se tu pode trabalhar como “Ordinary Seaman” lá existe uma politica contra a mão de obra estrangeira. Eu acho que aqui no Brasil até havia neh ?!

      Bem o PREPOM 2012 já saiu, por enquanto não temos uma definição do CFAQ II-III M, parece que estão revendo e reformulando algumas “exigências”.
      Tomará que de coração alguma coisa mude para melhor no ensino profissional Marítimo nesse pais.

      “Seja a Mudança que Você quer ver no Mundo” -Mahatma Gandhi.

      Responder

      • Mrdraft:

        Meu querido, enqunato vc luta para conseguir um emprego, aqui na Norskan, tem um monte reclamando porque já estão com a passagem de volta ao trabalho comprada, isso pq ganham R$3500 limpo sem qualquer tipo de gratificação, coisa que em terra seria praticamente impossível e justamente pela formação que temos. Parece que só sabemos reclamar. Reclamamos que não somos qualificados, mas quando a empresa nos chama para realizarmos cursos de qualificação reclamamos pq vamos ter que sair de casa, do nosso repouso, para fazer algo que só vai melhorar o nosso currículum, isso pq ainda ganhamos por aquele dia perdido (R$250,00/dia a mais no salário), passagem aérea, curso de graça (que as vezes custam mais de R$2000, o q com certeza faria falta no orçamento), alimentação e hotel.
        Sendo assim, torço para que vc consiga um emprego, e qdo consegui-lo seja um diferencial.

        Um abraço!!!

        Responder

  4. Thomás Guedes:

    agora que surgiram os cursos pagos do extra prepom é muito ruim deles largarem este osso!

    por aqui tá rolando extra prepom à balde e a grana tá rolaaaaado forte!

    sem contar que o nível de exigências aos alunos no extra prepom é muito menor, uma vez que os mesmos estão pagando para fazerem o curso.
    além disso, daqui há pouco vai ter uma enxurrada de moços na pedra inchando o mercado..

    Responder

  5. joao:

    boa materia vamos deixar de criticar nossos irmaos brasileiros que dao o jeito deles para trabalhar nao sei como se atraves de compra ou facilidades das capitanias. mais vamos nos preocvupar em deixa-los trabalhar pois com documentos assim esta faltando gente imagina se nao tivessem esses cabritos , poderiam ter certaza estaria cheio de gringos e ai seria pior. agora esta materia e otima pois ve a coisa por outro lado, pois se formarmos brasileiros, o emprego sera nosso com nosas leis nao gringos que trabalham de graça e nos desvalorizam e todo curso tecnico pelo que sei sao no monimo 1200 horas e como nois todos sabemos o noso nao tem nem a metade salve o brasil. abaixo a mao de obra gringa pois o pais e nosso e o petroleo tambem temos que distribuir riquezas entre nois nao com o resto do mundo enquanto nossos irmaos passam miseria, abraços e bom fim de semana .

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Essa estória de aceitar coisas erradas é o que enfraquece nossa reputação.

      Basta de corrupção de jeitinho e de Lei de Gerson.

      Todas as denuncias de fraudes estão sendo apuradas, e os responsáveis logo serão punidos.

      Responder

  6. joao:

    Cocordo plenamente com vc mais temos de analizar os pros e os contras.Depois julgarmos se privatizar com certaza vai acabar a corrupçao.E sera feita justiça .

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Caro,

      Se ler o texto com calma verá que não fala uma linha sequer sobre privatizar algo. Porem indiretamente a DPC já vem privatizando ao seu próprio modo.

      No texto esta claro que temos instituições sérias que poderiam estar preparando bem melhor nosso pessoal.

      Responder

  7. Job:

    Sou completamente contra o tal “cabrito”… por causa desses pensamentos é que o Mercado também tem estado com más profissionais!!!
    Se a formação já é fraca, imagina os sem-formação??

    O País está sem credibilidade por causa dos profissionais ruins, aliado as más formações nos centros de formação.

    Me digam, hoje qual é a formação de um MOC? – 1º grau?
    Qual a formação de um CTR? – Edificações?
    e de um Oficial? – Matemática?

    Pelo amor de Deus… quando as nossas formações serão voltados para o trabalho no mar?
    Quando nossos professores serão reciclados (pelo menos isso!)?

    Quando realmente, já que estamos nas mãos dos Almirantes, que terá alguém sério e comprometido com a evolução do nosso país e com mãos de ferro para fazer cumprir o que a IMO determina… mas isso da forma correta e não nas coxas…?

    Cada vez que se finda um ano, uma revolta me bate… sei que cada dia mais estamos tendo profissionais menos qualificados e muitos desempregados, pois se formam e não conseguem emprego, pois muitas empresas já enxergaram a forma defasada do ensino profissional marítimo brasileiro….

    Me digam com sinceridade…. vocês contratariam um marítimo brasileiro ou norueguês?? Tendo em vista sua formação e seu conhecimento… sejam sinceros…

    Estamos anos luz atras de muitas nações… e não estamos fazendo muita coisa para mudar…

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Falou tudo Job, falta comprometimento com a causa. E infelizmente tem gente que prefere ir pelo rumo mais fácil, buscando atalhos inescrupulosos,, infelizmente o excesso de burocracia, e Normams contraditórias favorecem isso.

      Obrigado pela colaboração

      Responder

    • 2T CESAR:

      Boa visão da situação. O ASOM/N seria uma boa medida se o mercado fosse atraente. Como não é, atrai engenheiros de faculadades meia-boca. Basta ver a tragédia que foi o último concurso: candidato com 2 acertos de um total de 40 questões múltipla-escolha aprovado (ASOM – BELÉM / 2012). Será que com essa qualificação vai conseguir concluir o curso? e se derem uma mãozinha, conseguirá uma empresa para embarcar? ou o empregador não conhecerá o histórico brilhante do 2OM? Eu, como armador, proprietário de um ativo de valor incalculável, jamais permitiria um profisssional desse a bordo do meu navio. Contrataria um norueguês, ainda que o custo fosse maior…

      Responder

  8. Flavio:

    O assunto, como tema de discussão é ótimo. Está muito bem redigido.

    O problema, há muito já abordado, é sério.

    Apesar de haver algumas distinções no que precisa ser abordado, um ponto é comum: como fazer a coisa certa?

    Primeiro, é preciso aceitar – e não tem como não aceitar – que o problema da formação do marítimo no Brasil é algo que vem se agigantando nos últimos anos, seja pelo sucateamento do EPM, seja pela má “terceirização” de parte do mesmo.

    Para quem trabalha na indústria offshore, nas empresas que possuem plataformas, FPSOs e alguns tipos de embarcações especiais, onde – erroneamente – os marítimos são “incluídos no pacote” dos cursos da resolução A891 da 21ª assembléia onde descreve um curso que é uma verdadeira “mina de dinheiro”. Sem ele (com exceções), em plataforma o cidadão não embarca!

    A MB é a responsável por regulamentar estes cursos pelo país afora e, neste meio, já encontramos discrepâncias que não podem ser justificadas. Enquanto alguns “centros de treinamento” possuem instalações com equipamentos modernos e instalações minimamente adequadas, outros mal tem salas para aulas e os treinamentos práticos são feitos sob improvisos ou mesmo no meio do oceano, com os alunos sujeitos até a um ataque por tubarão! Em outro aspecto, enquanto alguns tem instrutores marítimos ou profissionais do meio offshore, em outros encontramos gente que nunca embarcou! Tudo autorizado, segundo a NORMAM 24.

    A exigência deste certificado (curso de 5 dias) é condição para embarque. Na Petrobras (ou seu sistema, como queiram) exige-se o tal curso até mesmo de Oficiais da MM, que tem uma formação muito mais ampla e certificados de todos os cursos englobados nos poucos parágrafos da Resolução A891. Como a maioria das empresas não tem ninguém no escritório com conhecimento para “peitar o terráqueo” e mostrar o STCW para eles (e, sendo o caso, usar a MB para pressioná-los a aceitar o certo como fiz em 2005), é mais um custo para as empresas, mais uma inutilidade para muitos de nós.

    O grande ponto está aí: claro que é possível ter a formação dos marítimos (CFAQ, CAAQ, EFOMM) totalmente privatizada… mas como controlar a qualidade da formação, a qualidade da montagem dos cursos, a qualidade do corpo docente, o cumprimento do prescrito no STCW?

    O STCW não exige curso algum para um “plataformista”. Basta ir a Macaé e andar pelo centro da cidade para constatar quantas “escolas formação” de plataformistas, torristas, Assistentes de sondador… O valor a ser pago para fazer o tal do Curso Básico de Segurança em Plataforma, de 5 dias (A-891(21)), caiu pela metade nos últimos 3 anos… e continua baixando. “Meia Macaé” está certificada para embarcar de alguma coisa em algum lugar.

    Na Europa as escolas são – em sua maioria – privadas e todas “civis”. Contudo, os órgãos de controle, como o britânico MCA, são sérios e, até onde se diga em contrário (e nada garante que em todos os países o sejam). Apesar de haver várias escolas em alguns destes países, não há uma formação desproporcional de mão de obra, ao menos nos países desenvolvidos.

    Aqui no Brasil seria necessário ter-se um órgão capaz de cuidar dos aspectos de qualidade e quantidade na formação, algo hoje à cargo da MB e que tem sido ineficiente. Tanto ou mais que o ensino como um todo no Brasil. Neste ponto, perguntas a se fazer:

    Vamos, hipoteticamente, considerar que temos escolas de formação privadas ou estatais, civis, ligadas à universidades e escolas técnicas.

    1. Quem, com o ensino médio concluído, vai se conformar em fazer inscrição para o CFAQ se pode fazer para a EFOMM?

    2. Se um técnico do SENAI, com o ensino médio concluído vai poder fazer prova para a EFOMM, uma vez que não vai ter limite de idade, pois não ter mais a obrigação com a MB, ele vai querer ser “apenas um condutor ou eletricista se pode vir a ser um oficial?

    Em países como a Inglaterra, o interessado em ir para o mar, pode começar sua formação ainda na adolescência, alternando períodos entre o mar e a escola, passando por diversas etapas até atingir o oficialato, diferente de como tem sido feito no Brasil, coisa que 15 anos atrás era praticamente impossível para quem vinha da guarnição.

    Uma coisa é inegável: o formato atual de formação de profissionais para a área está mal estruturado. Contudo, o problema não se limita ao formato do EPM. Temos deficiências de quantidade e qualidade no corpo docente.

    Sendo assim, como estruturar corpos docentes para estas escolas civis? Ou isso vai levar tempo, ou o risco de cair no mesmo problema de ter um corpo docente mal preparado para formar bons profissionais é praticamente garantido.

    A transformação é possível, mas o risco das “concessões” destas escolas cair nas mãos nos militares da reserva, como são a maioria dos cursos que são credenciados pela NORMAM 24, é enorme. Assim, o problema pode apenas mudar de mãos… e continuar o mesmo!

    Esse assunto tem muito pra render.

    Sds,

    Responder

  9. Jambrel:

    Boa noite, sou contra o “Cabrito”, tendo em vista que no ramo offshore conheci uns montadores de Andaimes que sequer subiram 2 metros em um andaime.Entre outros que veem a oportunidade de ganharem um bom salário, dão o tal jeitinho (diplomas,certificados) e sem perceber que isso vai lhe custar a vida!
    Quando se trabalha com “falsos Profissionais” corremos risco de vida.
    Pretendo cursar o CAAQ-IMM e estou me preparando para uma nova profissão e não gostaria de conviver 28 dias + ou- com um homem bomba a bordo!

    Responder

  10. Daniel Maykot:

    Grande materia Erik!

    Nao vamos nos esquecer aqui tambem de citar o fato de que atualmente quem paga pelo ensino maritimo no Brasil somos nos, com o dinheiro publico, para que as empresas possam fazer uso desta mao de obra que, sejamos sinceros, quando comparada com o custo da mao de obra internacional, eh muito barata. Ou seja, somos muito baratos.

    Na grande maioria dos paises onde o sistema de ensino civil e privado funciona, e funciona bem, quem paga toda a educacao do maritimo sao as proprias empresas, que necessitam deste profissional para operar seus lucros. Nao pense que maritimos la ficam “na pedra” nao, fazem curso atras de curso.

    Temos um longo caminho pela frente.

    Saudacoes.

    Daniel Maykot.

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Indiretamente eu disse isso, quando citei o exemplo da empresa em que eu trabalho atualmente, da qual preferiu até montar seus centros de treinamento.

      Os instrutores lá são os próprios tripulantes, que em folgas maiores são transferidos para lá para ministrar cursos, alguns dos cursos são realizados até a bordo.

      Realmente é curso atrás de curso, e sem falar nos refresh (renovações) que são de 5 em 5 anos lá fora.

      Já no Brasil, eu vejo a DPC apenas trocar os certificados vencidos do pessoal, isso que é fingir que prepara meu amigo.

      Abraço

      Responder

      • Flavio:

        Aparentemente a Transpetro está sinalizando neste sentido, com o primeiro curso da “Universidade Petrobrás” para formar ONs via ASON.

        Contudo, se na empresa onde você trabalha alguns marítimos tem que abrir mão de suas folgas para trabalhar como instrutores, isso está errado. Na folga se está de folga! Eventualmente, fazer um curso de reciclagem com alguns dias de duração é uma coisa, ter de ministrar instrução é outra. Claro que, se for para ter uma equipe de instrutores, esta precisa ter um rodízio, mara eventualmente embarcar e estar familiarizada com a vida de bordo, ou haver um rodízio entre se trabalhar embarcado ou no “centro de instrução.

        As “renovações de certificados automáticos” aqui do Brasil são previstas no STCW. Não há nenhum descumprimento legal quanto a isso. O problema está na base, quando se faz o primeiro curso. Se este for ruim, seja em termos de recursos, seja no nível do instrutor, o profissional que o recebe estará mal formado.

        Alguns certificados na Europa para que sejam renovados o tripulante passa por um “refreshment”. Eu fiz dois referentes ao que chamamos aqui no Brasil de ESOP/ESOG/ESOQ, para navios tanques. Mesmo que o profissional trabalhe neste tipo de navio, ele tem que fazer o “refreshment”, mas estes duram apenas 1 dia, quando muito 2!

        Na paranóica America do Norte, a renovação dos certificados dura 2 semanas, com os marítimos tendo que fazer provas escritas sobre cada certificado que possui. Tenho um colega que renovou os seus em 2008 e explicou o processo. Além disso, tem uma bateria de exames físicos.

        Na Dinamarca, a Maersk tem sua “academia”, onde os alunos da escola fazem uma complementação dos seus estudos.

        Em ambos os casos, existem orgãos que monitoram, fiscalizam estes processos. a DMA na Dinamarca e a USCG, nos EUA. Aqui no Brasil (aí está o problema) não existe um orgão específico para isso, com pessoal formado e direcionado para fazê-lo. Esta tarefa é da MB, através da DPC, via EPM.

        Poderia ser o caso de se fazer, via quadro técnico, formado por Of. Mercantes, um departamento/diretoria/setor para cuidar deste ponto dentro da MB/DPC/EPM. A marinha já tem tantos quadros complementares, este pelo menos poderia servir a algo bastante útil. Assim haveriam Mercantes cuidando de “assuntos mercantes”.

        Certamente idéias não devem faltar sobre este assunto.

        sds,

        Responder

        • Erik Azevedo:

          Obrigado por sua participação e elogios ao tema.

          Eu também acho pesado o cidadão na folga ter que ministrar treinamentos. Porem os mesmos apreciam pois recebem um bom salário para tal, e tem logo após sua folga compensada, e isto não ocorre com tanta frequência, pois como você mesmo acertou há um rodízio, afinal são mais de 18 mil funcionários pelo mundo.
          A empresa se preocupa muito com esta questão de treinamentos, por isso ela prefere ter seus centros de treinamento, que são muito bem estruturados, não devem em nada aos das empresas de treinamento coletivo da qual conhecemos bem.

          A vantagem de usar o pessoal que está embarcado é justamente à prática a vivencia, o estar perto da realidade do trabalho, pois não são apenas os cursos regulares do STCW Code que são ministrados, há diversos outros à respeito de funções operacionais. A empresa optou assim devido à essa dificuldade de padronizar o nível de treinamento dos seus funcionários.

          A vantagem é que os certificados não são “Mikey Mouse”, pois são endossados por estas autoridades marítimas citadas e órgãos da indústria do petróleo.

          Quanto à um departamento que realmente fiscalize e normatize as coisas referentes à treinamento marítimo, a ideia é exatamente esta mesma. Precisamos de um corpo técnico formados por marítimos capacitados. Para isso existe até a Universidade Marítima Mundial para treinar pessoal para isto e o Brasil tem convênio com ela. A pergunta é quantos profissionais brasileiros ano são enviados à Malmo para estudar?

          Na empresa que estou o pessoal técnico marítimo em terra, estudou lá. A Diretora de frota é uma mulher que já foi piloto.

          Abraço à todos

          Responder

          • Flavio:

            Aí sim!

            A folga tem que ser compensada. Dia trabalhado é dia trabalhado.

            Importantíssimo que os certificados sejam reconhecidos. Isso deve ser fruto da credibilidade do curso. Outro ponto muito importante é o fato destes centros serem bem aparelhados.

            Eu estive algumas vezes em Malmo. A primeira vez foi em 1991, a última, em 2003. O local é um espetáculo! A WMU é, há décadas um centro de estudos avançados para a área marítima. Eu vou mais além da sua pergunta: quantos brasileiros foram enviados por empresas para estudar lá em 20 anos?

            Com a velocidade de informação dos últimos anos, estamos cada vez mais atrasados!

            sds,

            Responder

  11. joao:

    bem meus amigos e companheiros muito bom o debate mais valera a pena sim privatizar no meu ponto de vista. mais tera de ser revisto todos esses pontos principalmente quanto a qualidade do ensino, e com certeza ai sim abrir a porta para as escolas gringas pois sao muito mais experientes nesta area e so olhar a qualidade das escolas que dao os cursos da normam 24 so as melhores sao procuradas pelas empresas boas . curso de radio operador e outros cursos sao so de algumas escolas que as empresas aceitam nao vamos fazer propaganda mais vcs sabem quais sao as melhores assim sera o cefaq nimguem quer ser cabrito ou homem bomba entao procurarão as boas escolas, bom domingo.

    Responder

  12. Chefe Sergio:

    Meus caros colegas, aqui estamos falando de ensino maritimo, lamentando o sucateamento, falta de comprometimento etc, etc. gostaria de ir um pouo mais profundo, em um pais que se sucateia e se deforma até a escola primaria, ensino medio, universidfades federais, estaduais, onde abrem muitas universidades e faculdades particulares cada ano,até graduação a distancia ou pela internet tem, onde o nivel profissional em todas as areas tem queda, onde se compram diplomas e certificados, onde continua a reinar o jeitinho, a porta dos fundos ou o pulo do tigre, queremos isso seja tambem para a marinha mercante, quando não queremos enxergar que o maior problema esta na clase politica, no estado de direito ?????, onde segundo o expresidente na primeira fase não se poderia reprovar os estudantes para não criar um trauma ????????, so para maquiar as estatisticas ja que concluindo essa fase seriam considerados letrados e não mais analfabetos, ai chega a propaganda dos fatos e feitos pelo governo.
    Caros colegas para ser profissional tem que ter boa vontade, interesse em se capacitar, tem que ter salarios os professores, tem que ter medios e material, tem que existir honestidade das autoridades para fiscalizar e administrar, quando se tenha vergonha na cara de exigir do governo, não chorar o leite derramado, nem se lamentar de isso ou aquelo, onde não investimos nem preocupamos por ser cada dia melhores, acreditando que tudo vai cair do ceu.

    abraços

    Responder

    • Erik Azevedo:

      É chefe Sérgio,

      Infelizmente esta também é a triste realidade que ocorre no EPM.

      Sucateamento, corrupção, malversação de recursos, fraudes e além de outras coisas mais, como trocas de favores, nada diferente da “nossa” classe política, pois estes políticos são o reflexo da sociedade em que vivemos.

      No artigo fui claro que se o sistema fosse aberto às escolas federais de tecnologia, da qual estão fora desta política de aprovação automática, sucateamento e salários baixos. Sabe o salário de um servidor público federal? Os estaduais nem se comparam com estes.
      Eu tenho amigos que são professores em Escolas Técnicas Federais, até pós doutorado no exterior o sistema tem pago para eles, é outra realidade bem diferente, do que a imprensa mostra todos os dias sobre as mazelas do ensino público deste país.
      Os Institutos Federais e Senai, não tem sofrido com este descaso com educação, pois são os sistemas de referencia, são os formadores da nata da mão de obra para a indústria.

      Aqui no Blog temos um dos Blogueiros que é marítimo e professor universitário, ele nunca reclamou de salários ou condições.

      Responder

      • Chefe Sergio:

        Prezado Erik, practicamente a maioria das escolas federais de tecnologia tem os mesmos problemas que as universidades federais e estaduais, efetivamente ainda alguns institutos de ensino profissional conseguem se manter com dignidade e ensino de qualidade, mais ficaria limitado a determinadas areas deste pais continente chamado Brasil, acredito poderia ser utilizado un sistema ainda melhor como ja se utiliza em muitos paises, a escola da marinha, onde dão inicio a actividades e ensino maritimo tanto practico como teorico, o problema maior enfrentado hoje é que muita gente aproximadamente 25 a 30 % somente chega pelo salario ou pensando em ir a plataformas, onde se joga fora muito oficial maritimo, que poderia e deberia continuar com sua vida de embarcado, ou seja quem quer plataforma faz os cursos de plataforma ou FPSO, não ocupa nem tira vaga da EFOMM de quem quer navegar, ( criando as dificuldades e deficiencias de pessoal que tanto se fala hoje em dia ), cursos para pessoal sub-alterno é mais facil criar, ja que não necessita de 3 ou 4 anos de formação como um oficial.
        Atenciosamente

        Responder

        • Erik Azevedo:

          Acho que temos um problema quanto à isso.
          Que é a falta de navios de Longo Curso, e um punhando apenas de navios convencionais na cabotagem.

          Hoje o mercado que carece é o offshore, e uma coisa é fato, o offshore é vasto, nada impede que o pessoal que esta em PSV, suba os degraus passando para outros tipos de embarcações mais complexas, mesmo que não saiam do lugar, mas são atividades interligadas.

          Acho que não existe nos países desenvolvidos, notadamente os que tem tanto Longo Curso quanto Offshore, formações separadas para marítimos, pois ambas são feitas para marítimos.

          Quanto as escolas Técnicas Federais, estas tem estrutura similar por todo o Brasil, mesmo não sendo a maioria, uma prova disso é que temos Oficiais mercantes ministrando cursos nestas escolas.

          Até o nível dos alunos é elevado devido à da prova de seleção ser muito puxada.

          E acho que tais cursos marítimos só devam ser abertos em algumas escolas preparadas e em determinadas regiões estratégicas.
          O IFES aqui no ES, apenas 1 tem curso técnico em Portos, os outros 5 não tem, em cada região há cursos específicos, como ha de técnico ferroviário, nas escolas aonde há ferrovias passando, como o técnico em metalurgia aonde há polos siderúrgicos.

          Não teria sentido abrir um curso técnico marítimo em Goiás ou no Mato Grosso, ou no Tocantins. Os critérios para abertura de cursos federais obedecem à estudos muito bem elaborados para evitar problemas.

          Abraço
          Erik

          Responder

  13. ARAGÃO:

    “Formação civil marítima no Brasil seria cabível?”

    A indagação já está mal formulada. O correto, me permitam, ao invés de cabível, deveria ser POSSÍVEL.

    Não posso admitir que as Universidades, particularmente, as Federais, que formam, capacitam e qualificam engenheiros, médicos, advogados, etc., para todos os ramos de atividade, pública ou privada, para o Brasil e para o mundo, nesse particular marítimo, lhes faltariam capacidade (humana/estrutural)?
    A formação profissional com a devida qualificação técnico-profissional, seja para trabalhar em terra ou para o mar diferem em Quê? APTIDÃO para oficialato ou ADAPTAÇÃO ao mar, ao balanço, à rotina? Por acaso, isso precisa ser ensinado no CIABA/CIAGA? faz parte do curriculum? ou o profissional com o tempo terá superado?

    Por outro lado, nem se pode discutir o CABIMENTO (= de cabível). O Brasil é um Pais marítimo, continental, de muitos rios, lagos e bacias. Daí a necessidade de ter pessoal capacitado e qualificado para atender a demanda que a atividade do MAR reclama com urgência.

    Nos dias de hoje (muito atrasado), resta EVIDENTE que a formação dos marítimos, a continuar subordinada à Marinha Brasileira é coisa do passado, ultrapassada e, trás grandes prejuízos à economia brasileira e seus cidadãos.

    As descobertas recentes do pré-sal e outros recursos minerais,impõem ao governo e seus administradores, que se substitua a vela, o pau-de-carga, a caldeira, a lenha – por moderna tecnologia marítima, exigindo-se das autoridades com poder de decisão, do homem e das máquinas, uma nova revolução de mentalidades, mudanças – a começar pela formação e subordinação, sob pena do Brasil permanecer na contramão da Globalização sobre tos os aspectos (capital x trabalho x tecnologia x fronteiras x soberania).

    Que PREVALEÇA a POSSIBILIDADE, diante do TAMANHO DO MAR TERRITORIAL BRASILEIRO. ABROLHOS!

    Aragão – 1º O.M – Um marinheiro de verdade.
    Turma CIABA – 77
    Advogado militante TJ/RJ.

    sds marinheiras e democráticas.

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Amigo Aragão, não usei este título apenas porque temos esta matéria aqui :

      http://www.blogmercante.com/2010/12/e-possivel-ensino-profissional-maritimo-de-qualidade/

      Ela trás uma outra abordagem sobre o mesmo tema, porem revela o maléfico sistema de falsificação de documentos e fraudes em Capitanias.

      Abraço
      Erik

      Responder

      • João Dias Aragão:

        Caro Erik,

        Em nome de uma Marinha Mercante de qualidade, atualizada e, compromissada com uma boa formação de profissionais marítimos,VOCÊ MERECE o meu reconhecimento e gratidão, creio, também, de todos que acompanham o BlogMercante, marítimos ou não.

        Cordialmente um forte abraço e sds. marinheiras

        Aragão – 1º O.M
        CIABA/77 – Um marinheiro de verdade.

        Responder

      • João Dias Aragão:

        Caro Erik,

        Você merece todas as considerações e elogios dos comentaristas que acessam o BlogMercante, marítimos ou não.

        Em nome de uma Marinha Mercante que atenda aos anseios dos seus profissionais e do mercado de trabalho, acredito, precisamos e devemos reconhecer os seus méritos com maravilhosos documentários e posts.

        ARAGÃO, CIABA/77
        Um marinheiro de verdade.

        Responder

  14. JOAO SANTANA:

    Bom dia Erik,
    Na entrevista “O MAR NÃO É PARA TODOS”, fiz alguns comentarios da participações dos Institutos Federais na formação do Pescador. Se existe problemas na formação do Primeiro grupo, imagina na formação do terceiro? Faço parte atualmente do grupo interministerial que apresentará sugestões para mudanças no fluxo de carreira e matriz curricular. meu sentimento é dar um passo de cada vez, não penso em quantidade, mas na qualidade da formação. Professores Capacitados, Infraestrutura e estagio. Quero aproveitar a cultura maritima de uma juventude que mora no interior do Pais na beira do mar/rio/lagoa e que ficou um tempão esquecida e sem perspectiva, e que com a expansão dos IFs para o interior, pode fazer esse resgate. O que estamos assistindo agora no cenario da construção naval e da formação do aquaviario, é o resultado de muitos anos de abandono. Ter que fazer em cinco anos o que se deixou de fazer em vinte, só pode ter como resultante um produto, na maioria das vezes, de baixa qualidade.
    Abraço
    João

    Responder

  15. Leandro - ELT:

    Para o Autor – leitor do blogmercante.
    Poxa campanha, me fala qual empresa que você está. Eu quero fazer curso no pólo da empresa na Noruega, ser melhor formado lá fora. Modéstia à parte, será um bom investimento pra sua empresa. Eu falo inglês (certificado por Cambridge), sou ELT, já fui MOM, Técnico em Eletrotécnica e Bacharel em Ciências Aeronáuticas. Eu pratiquei com um Electrician Officer ucraniano e, o Eletricista lá fora é nível de engenharia e nós aqui de nível técnico. É triste dizer isso, mas a verdade seja dita: o gringo ETO do navio onde eu pratiquei sabia mais do que o chefinho de máquinas brazuca bastante experiente. O ensino lá fora é muiiiiito melhor do que aqui.

    Responder

    • Flavio:

      Leandro,

      É bom salientar que o curso de formação do ETO é nos mesmos moldes do curso dos oficiais de náutica e máquinas, não é o mesmo que um técnico de elétrica do SENAI que faz um CAAQ.

      Quando o nível de automação dos navios começou a aumentar rapidamente, nos anos 80, as empresas e os governos lá fora foram rápidos para se adaptar a esta situação.

      Quando eu falava sobre isso com Chefes e Comandantes brasileiros sobre a necessidade de es ter um ETO a bordo eles mesmo diziam que isso não era necessário. Ainda hoje, nos navios brasileiros, esta função não existe, apesar dos navios e principalmente os barcos de apoio do offshore chegarem com cada vez mais automação.

      Caso o pessoal de ASOM tenha os cursos de elétrica e eletrônica, estes poderiam vir a suprir esta lacuna, uma vez que tiveram a formação fora da escola. Ao invés disso, recebem um certificado de oficial de máquinas…

      Parece ser difícil fazer a coisa certa.

      sds,

      Responder

  16. Marcos:

    Olá senhores.
    Estou aqui novamente me metendo em assunto alheio, porém como sou um entusiasta e não marítimo tenho uma visão um pouco mais real (talves não correta) da situação.
    Mais de 90% das profissões principalmente quando ainda se esta em formação é você próprio que “patrocina” sua formação.Um médico hoje formado para não passar fome tem que se afiliar a algum plano de saúde. A Unimed por exemplo o médico recem formado paga +- R$ 40.000,00 para poder trabalhar. Um piloto comercial que teve que pagar sua própria faculdade, suas horas de voo tem ainda que fazer uma adaptação ao jato que custa +- R$ 35.000,00 para poder bater na porta das empresas. Um executivo tem que pagar pelo seu NBA, mestrado, doutorado etc..
    O problema é tirar da mão dos militares o ensino e ter cursos de qualidade pois essas despesas se transformam em investimento que serão colhidos no futuro pelo bom profissional.

    Responder

    • Flavio:

      Marcos,

      Perguntas:

      Ali perto de Congonhas tem algumas escolas de formação e aeroviários (seria este o termo certo?).
      Quem controla o currículo, carga horária, qualidade de material didático, capacitação dos instrutores, etc?
      Nos cursos para pilotos, há treinamento em simuladores ou só as aulas práticas (horas de voo)?
      seria interessante a gente ter um parâmetro.

      sds,

      Responder

      • Marcos:

        Olá Flávio

        O aeroviário é aquele profissional que trabalha na aviação porém em terra, ex: despachantes, atendentes de balcão, mecânicos, engenheiros etc.. Os que trabalham embarcados, comandante, copiloto, engenheiro de voo e comissários esses são aeronautas. Apesar dos dois grupos trabalharem na aviação são bem distintos. São dois sindicatos, e regras de trabalho diferentes.
        Pilotos já em empresas aéreas realizão treinamento em sala de aula e simuladores a cada seis meses (essa exigência é só para pilotos que trabalham em empresas aéreas comerciais (Tam, Gol, Avianca Webjet, Trip) Pilotos da aviação executiva esse treinamento é anual. Uma vez trabalhando em uma empresa os custos dos treinamentos são todos dela inclusive os exames médicos anuais e semestrais para aqueles com mais de 40 anos. A homologação dos cursos são feitos pela ANAC que segue as normas internacionais da ICAO sediasda em montreal e que dita as regras da aviação mundial.

        Responder

        • Erik Azevedo:

          Amigos,

          Eu já imaginava que esta matéria fosse resultar em boas trocas de experiência.

          Obrigado pela colaboração Marcos.

          Abraços

          Responder

        • Flavio:

          Ok, Marcos. Corrigindo, Aeronautas.

          Reformulando a pergunta: a avaliação da ANAC sobre a capacitação dos pilotos e co-pilotos é conduzida por quem e como? São Comandantes aposentados, hoje instrutores? São militares da aeronáutica, hoje na reserva (tem alguns na ANAC)?

          sds,

          Responder

          • Marcos:

            Olá Flávio.
            A ANAC estipula, baseada nas normas da ICAO e baseada nas informações dos fabricantes das aeronaves como deve ser o treinamento e quanto tempo será esse treinamento. Porém eles não tem pessoas com experiência suficiente para ministrar cursos para pilotos com 5000, 10000, 20000…horas de voo.
            A própria empresa seguindo as normas da ANAC tem seu próprio centro de instrução onde normalmente comandantes aposentados ministram instruções no simulador e comandantes da ativa fazem a instrução em rota e os checks. Desde que o DAC virou ANAC não tem nada de militar na aviação civil.
            Não sei ao certo quantas faculdades de ciências aeronáuticas existem.
            O certo é que à 15 anos era apenas uma no RS hoje são dezenas só em SP.

            Existe uma quantidade muito grande de novos pilotos se formando porém com o mercado aquecido ainda é pouco.

            Só não falta piloto no Brasil porque o crescimento da aviação civil é restrito pela infraestrutura aeroportuária que não comporta um crescimento maior então sempre sobra um “pouquinho” de piloto.

            Responder

          • Marcos:

            Cabe uma observação.
            A pessoa mesmo cursando um Faculdade de ciências aeronauticas ela precisa fazer as provas nas bancas da ANAC para tirar suas licenças.
            Existem escolas homologadas pela ANAC onde o aluno estuda e faz as bancas na ANAC e tira as mesmas licenças dos que cursaram a faculdade.
            A diferença é na hora de procurar emprego. Um piloto com faculdade em ciêcias aeronauticas e as Licenças de PP/PC/IFR/Multi motor pode aplicar com 500hrs de voo.
            Aquele que possui as licenças de PP/PC/IFR/Multi motores e não tem a faculdade precisarão de no mínimo 1500hrs de voo. O mercado tem dado preferência ao universitário tornando praticamente obrigatório o curso de bacharel em ciências aeronauticas. Lembrando que um bom inglês é condição cinequanon para pilotos.

            Responder

            • Flavio:

              Marcos,
              Mais uma vez, agradeço as respostas.
              Elas ajudam a termos um parâmetro entre os aeronautas e marítimos, de como funcionam os meios e os mercados de trabalho.
              sds,

              Responder

    • Nicolas:

      CONCORDO PLENAMENTE…

      Responder

  17. Job:

    Quanto a pagar ou não pagar, a MB já recebe muito dinheiro. E este mesmo dinheiro ao invés de ir a lugares ermos (leia-se: bolso de alguns) deveria ir para o EPM, pois a verba arrecada tem direcionamento para isso… o problema é que o caminho é tortuoso…

    O ensino é gratuito e não me venham dizer que é pago com o dinheiro dos nossos impostos… já cansei de ouvir isso de “neguin” mal-informado…
    Esse dinheiro vem das empresas, vem da Marinha Mercante!!!

    Ao contrário das Universidades Públicas… essas sim são pagas com dinheiro público… e nós temos contribuição mais efetiva nisso… mas como sempre, encontramos o atalho para as verbas… sempre pegam o caminho mais curto – o bolso alheio!!!

    Responder

  18. Reginaldo:

    Na verdade, estamos precisando que às autoridades competentes se pronunciem em favor dos MARÌTIMOS BRASILEIROS. Està havendo uma invasão em massa de estrangeiros no paìs, todos estão atr\as do que è nosso, e o pior de tudo è que não respeitam os BRASILEIROS que trabalham a bordo dos navios, rebocadores e plataformas. Os gringos alegam que BRASILEIRO NÃO SABE DE NADA, e que estamos abordo apenas para COMPLETAR A GUARNICÃO, ou seja, UM BRASILEIRO ABORDO, è MENOS UM NO NAVIO.
    Tudo isso por conta de leis que foram criadas para nos tirar o diteito de trabalhar e ser respeitado em nossa patria, eu queria ver se o que està acontecendo no Brasil, fosse na VENEZUELA ou em um outro paìs onde às pessoas valorizam o que lhes pertence.

    Precisamos sim de mais organizacão em nossas escolas, mas, tambèm precisamos de leis mais duras, que imponham nossos DIREITOS frente a invasão estrangeira que estamos sendo submetidos sob alegacão de que não sabemos nada.

    MNC
    Reginaldo.

    Responder

    • Marc:

      Na Venezuela do Hugo Chaves acontece pior ainda, lá marítimo é escravo. Não se esqueçam que a ultima greve geral na Venezuela quem liderou e começou foram os marítimos da PDVSA.

      Já trabalhei naquele país e sei como são as coisas por lá. Quem domina são os Europeus, eles estão por toda à parte embarcados, isso acontece em países que não possuem cultura nenhuma de formação marítima, e nem pessoal qualificado em quantidade.

      Responder

  19. Willian:

    Gostaria mesmo é de saber qual a empresa citada para poder enviar meu curriculo.

    Fiz o CFAQ também em 2011 em Itajaí, juntamente com o colega Kempin.

    Falava-se muito em vagas para todos, e mesmo falando inglês, com certificados, passaporte com visto americano, certificado de radio operador e nível superior completo, vacinas, etc não encontro vaga!!

    Estou cheio de vontade de participar de cursos e treinamentos necessários para embarcar e por enquanto nada!

    Assim como eu, outros colegas da turma (acho que apenas 8 embarcaram) estão na procura.

    Não culpo a MB, que deu o treinamento a que se propos conforme suas condições, mas realmente, aulas práticas seriam muito interessantes, já que muitos alunos como eu nunca tiveram vivência no mar.

    abraço

    Willian
    Itajaí-SC

    Responder

  20. Willian:

    Em complemento, o que deveria ocorrer é a obrigatoriedade de tripulação brasileira. Se as empresas gastam para treinar estrangeiros, poderiam qualificar os brasileiros para suas tripulações!

    Responder

  21. marciofone:

    Vídeos mostrando como é o ensino marítimo na Inglaterra (UK)

    Meet the Merchant Navy!
    http://player.stv.tv/programmes/the-merchant-navy/2010-02-23-2000/

    Quem tiver com o inglês em dia, vai ouvir a narradora dizendo, a partir de 3:25 do vídeo.

    “The Next phase of their course: 3 months at sea, in a massive conteiner ship!”
    Tradução:
    “A próxima fase dos curso deles: 3 meses no mar, em um enorme navio conteiner!”

    Que diferença comparado ao Brasil!
    Meu Deus!

    Responder

  22. Leandro - ELT:

    Flávio,

    o curso para ETO na ucrânia são 5 (cinco) anos. Ou seja, é mais do que os moldes para 2OM, 2ON. Infelizmente! Isso não quer dizer que os gringos não façam M… à bordo, porque fazem.

    No curso para piloto comercial, há aulas teóricas e depois as horas de vôo, 150h no total. Mas para ser piloto da GOL, TAM e etc, são necessessárias 800h de vôo. Há um pouco mais de dez anos, surgiu a faculdade de Ciências Aeronáuticas, numa parceria da Varig e PUC-RS. Esse curso forma um piloto com uma visão mais qualificada do que o piloto formado em aeroclube, mas não é obrigatório para ser piloto.

    Responder

    • Flavio:

      Leandro,

      O “S” do STCW quer dizer “Standard”. Ou seja, o padrão mínimo. O mínimo exigido. Se um país signatário da IMO quiser exigir mais para a formação de seus marítimos, é permitido. Não pode é fazer menos que o exigido.

      Na polônia o período escolar também é de 5 anos e não apenas para o ETO, mas para pilotos e maquinistas, como deve ser na Ucrânia, numa estrutura montada ainda dos tempos em que estes países viviam sob a tutela de Moscou.

      Como eu mesmo já disse aqui (e quem está no mar sabe disso), em todo lugar tem gente má ou bem formada, bons ou maus profissionais, independente de cor, nacionalidade ou latitude/longitude.

      sds,

      Responder

  23. joao:

    o meu comentario la no começo da disculsao estava querendo mostrar o que o companheiro Reginaldo reafirmou. parabens amigo pelo comentario devemos nos unir sim e esses debates servem para trocarmos informaçoes, aprimorar os conhecimentos, enririquecer, parabens amigos so temos a ganhar com isso.

    Responder

  24. Renato:

    E COMO FICARÃO OS MAC E MAM DEPOIS DE MAIS UM ABAFA DA DPC CONTRA ESSA CATEGORIA RETIRANDO NA SURDINA O DIREITO DE EMBARCAR DESSE PESSOAL ?

    OS MARINHEIROS AUXILIARES QUE TINHAM O DIREITO E JÁ OBTINHAM O ESPE E O ECIN PARA TRABALHAR EMBARCADO, QUE HÁ UMA OBRIGAÇÃO DESSES CERTIFICADOS PELO STCW 72/95 PARA O EMBARQUE, E JÁ NÃO PODEM MAIS RENOVAR OS CERTIFICADOS E ASSIM PERDENDO O DIREITO DE CONTINUAREM TRABALHANDO, POIS HÁ MARINHEIROS AUXILIARES QUE TRABALHAM EMBARCADOS MAS NÃO SABEM AGORA O QUE FAZEM, POIS LHE FORAM TIRADOS OS CURSOS, ESTÁ PROIBIDO PARA NÓS E A DPC INDO CONTRA AS REGRAS DA CONVENÇÃO STCW 72/95, SE FORMA O MARÍTIMO MAS COMO IRÃO EMBARCAR ? E PREJUDICANDO O DIREITO DE TRABALHO DAQUELES QUE TRABALHAM AINDA OU JÁ TRABALHARAM EMBARCADOS E ESTÃO TENTANDO TRABALHAR E PARA ISSO PRECISAM RENOVAR SEUS CERTIFICADOS, E O PIOR É QUE A DPC CONTINUA A FORMAR MARINHEIROS AUXILIARES, MAS AONDE COM ESSA VIOLAÇÃO DA REGRA DO STCW PELA DPC ESSES MARÍTIMOS IRÃO TRABALHAR OU CONTINUAR EXERCENDO A PROFISSÃO ?

    ESSE CASO ESTÁ MAIS DO QUE NA HORA DE SER LEVADO AO MINISTÉRIO DO TRABALHO E SER AVALIADO ESSA GERÊNCIA MARÍTIMA DA DPC NO BRASIL, PELOS AUDITORES FISCAIS DO TRABALHO AQUAVIÁRIO À LUZ DO STCW PELA IMO E AS LEIS RATIFICADAS PELOS PAÍSES DA CONVENÇÃO NA QUAL O BRASIL TEM QUE HONRAR SEUS ACORDOS PERANTE A IMO, HÁ UMA VIOLAÇÃO DE DIREITOS SOFRIDA CONTRA ESSES MARINHEIROS AUXILIARES, ELES TEM UMA CIR COM REGISTRO PELA CONVENÇÃO STCW, VALIDADE INTERNACIONAL, MAS A MARINHA BRASILEIRA NÃO DEIXA ELES TRABALHAREM E NEM FAZ POR ONDE CRIAR UM ESTÁGIO OU OPORTUNIDADE DE TRABALHO NO C.T.S.

    ISSO É UMA VIOLAÇÃO DOS DIREITOS DESSA CATEGORIA E DESSES TRABALHADORES EM UM PAÍS DE DIREITO DEMOCRÁTICO CONSTITUÍDO, É UM ABSURDO QUE ISSO VENHA ACONTECER AINDA NO BRASIL NO SÉCULO QUE VIVEMOS.

    ALGUÉM TEM QUE TOMAR UMA PROVIDÊNCIA COM A DPC.

    QUERO ELOGIAR A EXCELENTE MATÉRIA DE VOCÊS TOCANDO NA PONTA SOBRE O ASSUNTO DA NOSSA FORMAÇÃO E ME DESCULPE O DESABAFO, MAS NÃO É POSSÍVEL NÃO FALAR OU TOCAR SOBRE O PESSOAL FORMADO PELO CFAQ-E,
    E O PESSOAL TEM QUE SE UNIR E EXIGIR SEUS DIREITOS !

    ABRAÇOS !

    RENATO SOARES
    MAC

    Responder

  25. Marcos:

    Respondendo ao Flávio.

    Para se tornar piloto no Brasil independente da idade que ele tenha primeiro ele cursa uma das dezenas de faculdades de 4 anos (bachareu em ciências aeronauticas) e paralelamente ele procura um aeroclube para começar com as aulas práticas. Com 40 horas de voo ele pega a licença de Piloto Privado PP, mais 150 horas Piloto comercial PC e IFR (instrument Fly roles), faz o curso de INva (instrutor de voo de aviões) e passa a dar aulas nos aeroclubes. Quando se formar e passar nos checks práticos de voo ele procura uma escola avançada para fazer a introdução ao jato. Hoje com o mercado aquecido com 500hrs ele pode aplicar o curriculum em uma empresa aerea. Uma vez admitido o piloto faz um “ground school” específico do avião que voará +- 3 meses e mais 62 horas de simulador. Um piloto de Boeing 737 não pode voar um Boeing 767 e vice versa. São licenças diferentes. Entre 8 e 12 anos de copiloto e após ser aprovado no curso de Piloto de linha aérea PLA o copiloto pode ser promovido a comandante.
    Uma faculdade de ciências aeronáuticas custa perto de R$900,00 a mensalidade e a hora de voo em média R$550,00. Existem hoje aproximadamente 3500 comandantes e 3500 copilotos na aviação comercial brasileira.

    Responder

    • Flavio:

      Marcos,

      Obrigado pela resposta.
      Para continuar o “paralelo” entre as carreiras do ar e do mar, pergunto:

      Quantas escolas de formação de pilotos (Curso de Ciências Aeronáuticas) existem no país e quantos formandos tem sido colocados no mercado por ano (média) nos últimos 10 anos?

      A ANAC ou algum outro órgão faz algum tipo de ingerência junto a estas escolas/faculdades para controlar o número de vagas oferecidas por ano a fim de tentar equilibrar procura e demanda de mercado?

      sds,

      Responder

  26. cdm william:

    a ideia é boa ,mas primeiro temos que rever algumas coisas no meu ponto de vista , primeiro centro de formações mas deviria ser um centro de formação do mar que subdivide em vai setores ,com setores da marinha mercante e outros de meio ambiente entre outros o Brasil não precisar unicamente de oficiais , vai tbm precisar de uma gama de profissionais de meio ambiente , oceanografia entre outros e além disto criar centros específicos em cada região litorânea , não pode deixar o cair o ensino marítimo na mão de iniciativa privada se não vão fazer mais merda q a marinha de guerra faz, em exemplo é os advogados que hj se forma uma grande contidade para um mercado já saturado e uma formação horríveis contudo poucos conseguem passar na prova do OAB contudo seus salários baixos e desvalorizados.
    Deveria sim fazer centros de formação civil com um controle e ainda ter um intercambio com outros centros de formações buscar profissionais muito bem qualificado com currículo impecável para dar instruções aos alunos, que é o contrario de hj que tem professores no ciaga que afundaram navio entre outras merdas q fizeram.

    e além disto tbm deveria ter uma lei proibindo mão-de-obra estrangeira na Brasil , Obrigando as empresas financiar a formação e valorizar o trabalhador brasileiro.

    Responder

  27. Robson Freire:

    Meu amigo Erik, mais uma vez você sendo brilhante, até mesmo quando lança um tema em discussão!
    Parabéns também a todos os que se manifestaram com suas brilhantes opiniões. Isso prova o quanto teríamos condições de tocar uma Marinha Mercante com o mínimo de competência e qualidade, caso tívéssemos autoridades sérias no País, que realmente soubessem valorizar seu potencial marítimo e principalmente seus profissionais marítimos, provendo-os de uma formação digna, a exemplo dos outros países citados.
    É lógico que a formação marítima não pode estar obrigatoriamente atrelada à formação militar, como ocorre hoje. É claro que o meio civíl, através de nossas universidades federais ou particulares, bem como nossas instituições técnicas ou tecnológicas, poderiam suprir esse segmento de profissionais capazes e qualificados, mas obrigatoriamente, como bem foi dito por alguns colegas, essa formação deveria ser constantemente fiscalizadas e monitoradas, atualizadas permanentemente, por orgão competente e sério, não suscetível aos males dos países tupiniquins, liderados pela corrupção e anti-ética profissional.
    Muito bom o exemplo de Macaé, que tem quase metade da população com algum tipo de “embarcável”, que possuem cursos de esquina, de casas residenciais que da noite para o dia são alugadas por algum ex-empresário profissional do ramo de cursinhos, aliados ou sócios de alguns ex-almirantes ou algo similar, que formam profissionais do petróleo a toque de caixa, não se importando com o resultado final disso tudo, e sim com sua conta bancária…Pelo menos isso é o que escuto falar!
    As vezes me pergunto se tudo isso não é intencional ou se não existem alguns interesses externos envolvidos.Essa teoria da conspiração não faz meu gênero, mas bem que é o que parece, pois essa bagunça só interessa aos gringos! O que sei é que, a formação cultural de um povo é seu patrimônio maior, o seu DNA!No Brasil, isso não está sendo levado em conta.
    Recentemente fui demitido do comando de uma plataforma de uma dessas novas plataformas nacionais, feitas na China, por entrar em conflito com um Rig Manager, que era advogado, ex-policial civil do estado do Espírito Santo! (Ex-polícia gerente de plataforma, é mole!) Basta dizer que o Deckpusher que ele queria me enfiar goela abaixo, não sabia nem usar um rádio VHF portátil. Os homens de área que ele me mandava, estavam rasgando os sacos de lixo e retirando o lixo de dentro, só porque eu pedi que o lixo fosse segregado (separado). Eu havia instruído o deckpusher que os orientasse…rsrsrs
    O que ainda me tranquiliza é que, desde que a sonda chegou no Brasil, há mais de seis meses, ainda não conseguiu entrar em operação, cheia de pendências e não conformidades.Sinal que alguém com bom senso, olhou pela segurança operacional e ao menos está tentando minimizar uma tragédia que se dizia anunciada! Mas o Rig Manager continua por lá…
    Infelizmente, eles não estão preocupados com formação de ninguém, e sim no bolso de cada um! Os derramamentos de óleo já começaram e tenho medo do que vem pela frente!
    Portanto amigos, é uma pena porque quando começarem a ver o que poderia ser feito, temo que o mal já esteja enraizado. Esse cenário é um prato cheio para a desnacionalização de nossa Marinha Mercante, que irá fatalmente sucumbir ao poderio econômico e à ambição dos abutres de sempre (aí incluídos políticos, sindicalistas profissionais que se vendem, militares que não querem largar o osso, etc etc).
    Sinceramente não espero ser o profeta do apocalipse e gostaria muito de que alguém acordasse nesse país das oportunidades (principalmente para os mal-feitores) e resolvesse tomar as rédeas dessa torre de Babel!!!
    Vamos todos torcer pela nossa salvação!
    Vida longa ao blogmercante!!!!

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Obrigado meu amigo! Muito generosas suas palavras.

      Realmente concordo com o que dizes, pois eu vejo à olhos nus esta triste realidade. Os abutres estão se saciando com a ignorância de muitos.
      Ontem conversando com um OSM amigo nosso, ele revelou que teme por minha segurança, pois se o jogo virar neste país o primeiro a ser preso e perseguido serei eu rsrsrs

      Mas voltando ao tema, com a chegada deste montão de unidades, falta gente bem preparada, e sobra apadrinhamentos de toda espécie. Contrata um ADV pra ser Rig Manager é o cumulo, mas acho que não posso esperar coisa melhor dos “safos” que dominam o jogo, já sabemos bem que todos só pensam no hoje, em faturar seus milhões, comprar uma mansão no Cancela Preta ou lá no Alphaville Macaé rsrsrsrs

      E é verdade mesmo, já estão começando os acidentes com estas novas unidades operadas por um numero razoável de gente que não tem vivência e nem conhecimento dos riscos envolvidos. Isto pode ser realmente fatal.

      E sabemos quem que quem deveria cobrar o certo, também não faz o certo, pois entrariam em contradição.
      Mas aguardem que terão surpresas, já estão preparando a puxada de tapete no offshore também.

      E ai vamos ver aonde vai levar estas vaidades sem sentido com “poder marítimo”, formação militar moral e cívica, quando tudo aqui já estiver alugado aos gringos, que estão se lixando para esse belo embuste de marinha!

      Abração e boas navegações!

      Responder

      • Flavio:

        Lamento muito pelo Freire, que foi mais uma das muitas vítimas dos “desmandos gerenciais” que não são exceção, infelizmente.

        Tem uma empresa instalada aqui no Brasil que possui um “programa de formação de futuros gerentes”. Ela tem em um grupo de universitários, que começam quase como “faz tudo”, circulando pelos departamentos da base e, neste período, fazem eventuais embarques, juntando-se às equipes de convés, plataformistas, almoxarifes, torristas… conhecendo uma plataforma. Depois de formado, vão para a estrutura de terra e chegam a gerentes das mesmas.

        Em teoria o processo é ótimo, mas na prática o resultado é o de gente que não tem noção do que está fazendo. Que acha que o corte de custos à todo custo é administrar bem. A coisa chega ao ponto de haver uma “competição” entre estes gerentes, que pressionam o pessoal de bordo a preencher o maior número de cartões de observação possível!

        Lamentavelmente, a MB, como responsável pelo “controle das coisas das águas” peca por desconhecimento. Mesmo quando se vê a boa vontade como foi quando fui à DPC e consegui fazer ver a questão da inexistência da “limitação MODU” para marítimos (que o sindinada tentou por mais de 1 ano e não conseguiu), e na mudança ou possibilidade de mudança dos artefatos pirotécnicos para as salas de controle, parece ser difícil fazer com que haja um maior entendimento da realidade de bordo aos senhores de terra. A MB, por exemplo, poderia exigir que um homem de área tivesse o CFAQ como pre requisítos para embarcar.

        sds,

        Responder

    • Chefe Sergio:

      Meu caro amigo ROBSON, lamento o acontecido, mais vc sabe que aqui em offshore ser profissional como vc é,(isto eu posso afirmar por trabalhar com vc por alguns anos), muitas vezes complica e desagrada o bajulador de turno, quem alem de não ter conhecimentos nem capacidade se sustenta pelo seu bajular do dia a dia, mais vc sabe que as voltas da vida gratificarão a vc, seja profissionalmente, embarcado em plataforma ou em qualquer tipo de embarcação que vc desejar, abrindo novas portas a seu futuro.
      abraços.
      Sergio

      Responder

  28. alvaro mendes:

    com os pouco cursos que temos pela capitania o mercado ja esta inchado e falta vaga para novatos, imagino o que aconteceria se colocassem mais concorrencia, é fudeu moçada

    Responder

  29. Robson Freire:

    Grande Sérgio, obrigado pelas palavras.
    Esqueci de dizer que já estou empregado novamente, numa condição até melhor, pois consigo deitar e dormir com a consciência tranquila, de que não me dobrei a uns tostões a mais… Minha CIR ainda tem um bom valor, senão para esses abutres, mas para quem já trabalhou comigo e fundamentalmente, para mim mesmo!
    Um forte abraço. Robson

    Responder

  30. Anderson Azevedo:

    A marinha mercante brasileira tem que se livrar desse militarismo coisa da idade da pedra! Até porque o Brasil nem de guerra vive, e nem esta preparado para um conflito! Temos que profissionalizar nossa marinha mercante sendo assim, formar escolas particulares com professores que tem experiencia na area e não ficar dependendo de CIAGA ou CIABA somente.

    Saudações.

    Master – Anderson R. Azevedo.

    Responder

  31. luciano carvalho:

    Aonde posso encontrar encontrar cursos reconhecidos no rio.

    Responder

  32. joao:

    Cautela do empregador na contratação de trabalhador estrangeiro.

    Em tempos atuais a contratação de estrangeiros por empresas brasileiras já não é tão rara; ao contrário, se percebe significativo aumento na razão de estrangeiros contratados para trabalhar em nosso país

    Certamente se trata de um fenômeno muito interessante do ponto de vista econômico e sociológico e também o é sobre o aspecto legal, sobretudo ao se considerar algumas questões relevantes, cuja inobservância pode acarretar grave ônus aos empregadores.

    Um primeiro aspecto ao qual se deve atentar é o fato de que ao estrangeiro se aplica a lei nacional, haja vista ser em nosso país a prestação de serviços. Assim, em que pese a possibilidade de que haja um ajuste escrito entre as partes, prevalecerá a lei brasileira, bem como as convenções e acordos coletivos de trabalho da respectiva categoria, salientando-se a sempre aplicação da norma mais favorável ao empregado.

    Ainda, é preciso que os empregadores conheçam o limite de contratação de um empregado estrangeiro para cada dois empregados brasileiros, o que significa que apenas um terço dos trabalhadores pode ser de estrangeiros para dois terços de nacionais.

    Além, certo que a contratação de não nacionais há de ser precedida de todas as formalidades legais quanto ao visto, sendo obrigatória a obtenção de Carteira de Trabalho e Previdência Social e o registro do contrato de trabalho, não se olvidando de todas as obrigações trabalhistas, securitárias e fundiárias decorrentes.

    A autorização para a contratação de estrangeiros deve ser obtida diante do Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério da Justiça, Polícia Federal e Secretaria da Receita Federal.

    Importante salientar que o estrangeiro fica vinculado à empresa e, na hipótese de rescisão do contrato, as autoridades deverão ser imediata e formalmente comunicadas, sendo necessária a prova da quitação integral dos direitos trabalhistas.

    Contudo, não são apenas estas as cautelas, as quais não se limitam às formalidades legais. Os empregadores, ao decidir pela contratação de estrangeiros, devem estar cientes de que hão de ser somados – desde que se trate do mesmo grupo de empresas – o período trabalhado no estrangeiro e o período trabalhado no Brasil para efeitos de direitos contratuais, rescisórios e inclusive contribuição securitária (INSS) e recolhimentos fundiários (FGTS).

    Tal condição significa que o período de trabalho no exterior e o exercido em nosso país são considerados um único contrato de trabalho, defendido pela jurisprudência sob a pecha de unicidade contratual.

    Outrossim, é proibida a distinção de remuneração aos serviços prestados por nacionais e estrangeiros, desde que se trate de trabalho de mesmo valor, ou seja, o de igual produtividade e mesma perfeição técnica, não havendo entre ambos diferença superior a dois anos de trabalho.

    Enfim, a contratação de estrangeiros implica no cumprimento de uma série de formalidades e condições que se não observadas e cumpridas poderão provocar desagradáveis e onerosas implicações aos empregados, eis porque se recomenda a contratação de assessoria especializada.

    (*) – advogados do Manhães Moreira Advogados.

    sera que as empresas sabem disto porque bem poucos de nois sabe, boa tarde a todos.

    Responder

    • Flavio:

      Ao contrário do que alguns de nós, trabalhando embarcados, fez fora do país, trabalhando com “contratos internacionais”, os estrangeiros que estão vindo para o Brasil, para trabalhar nos empregos em terra, os procedimentos para tal tem sido tal qual qualquer empregado brasileiro.

      Com vistos de trabalho, CPF, contratos nacionais, descontos para IR, INSS e FGTS, as empresas estão fazendo o certo, trazendo para cá, dentro da legalidade, profissionais de outros países. Há uma falta de mão de obra no país. Faltam técnicos, faltam engenheiros, faltam médicos, faltam juízes (os candidatos não passam nos concursos) e a formação nacional ainda tem deixado à desejar em muitas instituições de ensino.

      Seria importante saber se as empresas marítimas estão contratando os estrangeiros para “suprir suas carências de pessoal” dentro da lei, com as mesmas condições de salário, folgas e direitos trabalhistas que os brasileiros.

      Se os “terráqueos” tem que cumprir leis, os marítimos também deveriam cumpri-las. Contudo, nas empresas que tem navios em bandeiras de conveniência, a mesma “conveniência” dos contratos internacionais é ferramenta dos armadores, seja lá de onde forem.

      É incrível, mas parece que as relações de trabalho parecem ser “de outro planeta”, quando comparamos terra e mar.

      Sds,

      Responder

  33. CLC Wagner:

    ESSA “MARINHA DE ATRASO DO BRASIL” DEVE SER COM URGÊNCIA EXCLUÍDA DA RESPONSABILIDADE DE FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DOS MARÍTIMOS BRASILEIROS.

    Responder

    • Flavio:

      Saiu o corte do orçamento do governo, afetando todos os ministérios (Defesa inclusive). Agora vamos ver quanto vai “sobrar” para fazer os cursos do PREPOM…

      sds,

      p.s. Para os que acham que a MB é o mal de todos os males da MM, o ministério dos transportes também sofreu cortes… se a MM estivesse ligada a este, certamente o $$$ seria igualmente menor.

      Responder

  34. José Rodrigues Máo Júnior:

    Salve Erik Azevedo;

    Sempre tive interesse aos assuntos relacionados a questões marítimas. Quando jovem cheguei a prestar concurso para o EFOMM, infelizmente sem sucesso (maldita matemática … rs).

    Depois de muito “ralar” – lecionei muito tempo em Escolas Públicas de Ensino Médio e Privadas de Ensino Superior – hoje estou no IFSP, no Campus Cubatão, ou seja, “na Boca do Pré-Sal”.

    Em nosso Campus não temos nenhum curso diretamente ligado a área maritima. Temos os cursos Tecnológicos em Gestão de Turismo e de Automação Industrial, além dos Técnicos em Automação e Informática.

    Segundo a legislação que estabeleceu os Institutos Federais (2008), 50% dos cursos devem ser destinados ao cursos técnicos, 20% a Licenciaturas e o restante para os demais cursos de graduação. Em outras palavras, existe a possibilidade dos Institutos Federais ministrarem cursos superiores e/ou técnicos que procurem atender a demanda da área marítima.

    Nosso último PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional) é de 2009. O próximo será em 2014, onde poder-se-á discutir a abertura de novos cursos. Em geral, internamente “quebramos o pau” nas discussões do PDI, mas sempre é possível propor algo.

    Ainda estou terminando o meu “estágio probatório” de três anos na instituição. Portanto ainda não “apito muita coisa” por lá. Mas de qualquer forma, coloco-me a inteira disposição para fazer “lobby” caso haja interesse na abertura de algum curso que seja de interesse dos trabalhadores do mar!

    Saudações;

    José Rodrigues Máo Júnior

    Responder

  35. Sardinha:

    Meus caros amigos, infelizmente a culpa é que o brasileiro não é politizado e não percebe que já foi vendido o nosso petróleo; muito se discuti do profissional brasileiro mas a verdade é que a mão de obra estrangeira qualificada que vem pro brasil é minima e geralmente este é o Comandante da embarcação o restante são Latinos americanos que recebem muito menos que nós. è vergonhoso ver um oficial brasileiro embarcar em um embarcação de apóio marítimo como rádio operador e recebendo ordens de um Colombiano, Chileno, Hondurenho e por ai vai; se fala muito da formação dada pela Marinha do Brasil que tudo bem não chega ao nível de uma Noruega mas com certeza está muito a frente dos países citados acima. O pior é que o marítimo brasileiro não se impõe como tal, parece que estamos de favor na nossa própria água. Estou no offshore já são oito anos e já cansei de ver CLC sendo mandado por 1ON Peruano, chega ser umilhante, vi aqui profissionais nossos falando de filipinos, vocês não tem a mínina noção ele são um bando de incivilizados que só faltam puxar a faca uns pros outros a bordo mas o mesmo cuta pouco pra impresa começando pelo tempo a bordo que geralmente são 6 meses embarcado enquanto ficamos 28 dias, não tem direito a décimo terceiro, férias, não recebe no período de folga. Vocês ainda vão ficar defendendo essa bandeira, acorda brasil, vamos tirar o gringo daqui; como pode o Brasil é hoje o país mais desenvolvido da américa do sul e a alegação das empresas é que não temos profíssionais preparados mas será que Perú, Chile, Uruguaia e Colombia estão na nossa frente na área de exploração petrolífera isto é uma piada. Se cobramos a Marinha e o Governo federal com relação a isso com certeza depois a Mrinha do Brasil vai começar a fazer a parte dela melhor.

    Responder

  36. c.carlos:

    Torço que o cursos saiam do “poder” da marinha, pois assim acabaria aquelas “ajudas” das pessoas que lá trabalham (militares e não militares) pois hj em dia se conhecer alguem da capitania/ciaga e tiver “disposição” de perder algo, consegue-se fazer qualquer curso, chegou ao ponto de conseguir subir de categoria dando “camarão”, enquanto em outros países esses cursos são feitos em escolas tecnicas (na noruega.

    Sem contar que quando “acabar” de haver cursos na marinha de guerra tambem vai haver mais fiscalisação em cima das empresas, pois as empresas não seriam obrigadas a “ajudar” a marinha com o fundo …. da marinnha mercante

    Responder

  37. josé:

    A VERDADE É QUE AGORA AINDA TEM ESSA HISTORIA DE NAVIO GRINGO DEIXAR DE TER BRASILEIROS A BORDO…AI LASCA TUDO

    Responder

  38. 2TEN CESAR:

    Srs. do BLOG,
    Sou oficial RNR da Marinha do Brasil, formado pela antiga EFORM, e também engenheiro civil pela UERJ. Por curiosidade, lendo uma relação de aprovados no concurso do ASOM/N de 2012, me chamou a atenção candidatos aprovados com o que parecia ser baixíssima média, beirando à nota mínima. Fui buscar informações no edital e verifiquei o seguinte:
    Item 8.3 – Cada prova conterá 20 questões objetivas, do tipo MÚLTIPLA ESCOLHA, [........], sendo 5 pontos o valor de cada questão, ….
    Item 8.5 – O candidato que tirar NOTA ZERO em qualquer das provas será eliminado…
    Como a seleção era composta de duas provas, com 20 questões cada, a pontuação máxima seria de 100 pontos cada prova.
    Verificando as médias dos aprovados, constatei:
    1º ) Somando o número de aprovados em Máquinas e Náutica, no RJ, daria 210 aprovados. No entanto, destes, 139 estavam com média abaixo de 50% de acertos;
    2° ) Verificando a média do último aprovado no ASOM/BELÉM, esta consta como 5,00 pts, ou seja, de um total de 40 questões, só houve 2 acertos ( um em cada prova);
    3° ) uma pergunta: como pode alguém em uma prova de múltipla escolha de 20 questões tirar zero? É mais difícil que acertar todas. Uma criança de cinco anos, marcando aleatoriamente, poderia acertar 4 questões.
    Ou eu estou fazendo uma grande confusão, e se for isso, peço desculpas aos leitores do BLOG, ou houve erros na divulgação dos resultados. Me ajudem a decifrar o enigma.

    Responder

    • ricardo de carvalho machado:

      campanha Cesar é isso aí depois querem reclamar que os gringos são isso, são aquilo, que estão tomando nossos empregos se o caboclo é admitido nas escolas com essa média pífia não generalizando mas esse tópico é real, e eu mesmo como trabalhador aquaviário vejo essas irregularidades à bordo dos navios aos quais trabalhei e uma minoria querem por à culpa ne pessoal da Gloriosa Marinha de Guerra
      sds marinheiras do CABELUDO

      Responder

      • 2OM Fabio Silva:

        Cabeludo deve ser da MB. Se os caras ai estão entrando de modo avacalhado, é porque estão permitindo, e quem permite essa ZONA, que esta a MM, é a MG (Marinha de Guerra, que é uma zona maior ainda, não dão uma gota de exemplo em nada. Pior ainda são os milicos que janelam direto para CLC, sem nunca ter pisado em navio mercante, enfim Marinha Mercante neste pais é casa de prima comandada por sacana.

        E lembrando

        A Marinha de Guerra é a lustrosa (ou a lambona, joga óleo no mar e tudo mais)

        A Marinha Mercante é a verdadeira gloriosa, pois trás lucros e gera emprego.

        Responder

        • ricardo de carvalho machado:

          prezado Fábio Silva .a permissão não é da MB é a demanda de
          Oficiais Brasileiros no mercado de trabalho nacional.
          a MB pressionada pelo sistema; abre à guarda para suprir essa demanda que é do conhecimento de todos nós marítimos.
          quanto à ser da ” GLORIOSA” sou sim com muito orgulho reservista naval de primeira categoria como vossa senhoria que é segundo tenente da reserva não remunerada. confere?
          quanto aos :CF, CMG ETC… é o direito deles.
          onde cursas-te para seres oficial mercante??????
          existe sim deficiências,arbitrariedades,desmandos etc.. mas toda regra há exceções. quanto à poluíção no mar isso são casos isolados de ambas as partes existe sim essas lambanças principalmente por manobras erradas em embarcações mercantes estou mentindo?
          quanto à você Fábio um dia verás que estou certo em defender à MARINHA DO BRASIL.
          sds marinheiras do CABELUDO!

          Responder

          • Fabio Silva:

            Sou vapo com muito orgulho, maquinista navegado. Eu me lixo pra pra carta patente, isso não me serve de nada, infelizmente tive que frequentar por 3 anos aquele regimesinho teatral de escola. Sempre rebarbei isso, sempre literalmente caguei pra isso tudo.

            Dou valor ao meu STCW e me orgulho do meu CoC. Vai la pedir grana pra MG, aquele sumidouro de recurso público, o governo torra 82 bilhões ano com essa turma que só sabe jogar bola.

            Cara se a MG/DPC não sofre pre$$$ão na rede rsrsrs e muita pre$$ão de “armadores” pirangueiros, quando falam em tirar essa boca fácil, os caras lá pira, hauahuahua, devem ter te contratado pra encher a bola mucha deles.
            Você é comediante, o milico janela a parada na maior cara dura, claro a DPC atropela o STCW, risca rasga e reescreve essa tosqueira que é a Normam, eles dão carta pra quem bem quiserem, ta tendo agora nova distribuição de carta pra ASON/M, praticagem etc, é muita cara de pau mesmo.

            Navio do vapo joga óleo na água, por manobra errada, ou escondido, agora as latas cinza, despejam na cara dura! Tu entende de manobra de máquinas, e conhece praça de máquinas? Já viu separador em navio de guerra? tanque de resíduo em navio de guerra? Eles vivem com a dala limpinha e seca, pra onde vai o óleo? Porão grande na vazante!!

            Não me orgulho nem uma gota da marinha dos trapalhões.

            Responder

  39. everaldo:

    oi gostaria de saber se alguem sabe onde eu possa fazer um extra prepom pago (ebps e espe)e sabe o valor

    Responder

  40. CLC Marco:

    Gostei muito da idéia de trasnformarmos todos os quartéis em conjuntos habitacionais, e criar escolas particulares para o ensino prfissional, não só marítimo, como em qualquer área, e quem sabe em breve teremos escolas para a formação de políticos. É claro que será um curso barra pessada, começando até pelas exigencias para a inscrição, e tb pq todos os atuais políiticos que queiram regularizar e principalmente clarear seu ganha pão, serão os primeiros a serem reprovados, logo de cara na insrição, e se conseguirem – como sempre -driblar o regulamento, com suas cabeças recheadas de 95% de erda, não passarão da primeira semana de aula. É, pensando bem será dinheiro jogado fora, pq quem está habilitado para endireitar os políticos. É um curso natimorto.

    Responder

  41. CLC Jorge:

    Tem que tirar esse filé da MB urgente, do jeito que a coisa ruma vamos acabar na pior.

    Como disseram acima, a ditadura acabou faz tempo.

    Responder

  42. Nascimento:

    Há quantos anos não se abrem concurso público para o preenchimento de vagas para professor nas Escolas de Formação de Oficiais da Marinha Mercante?
    Há algum regime de contratação por D.E. (dedicação exclusiva)? Ou seja o professor receberia um bom salário, porém só teria aquele emprego, podendo se dedicar ao ensino, ao seu próprio desenvolvimento técnico-científico e a pesquisa…
    Qual ou quais pesquisas foram publicadas pelos mestres da EFOMM Rio ou de Belém? Quais pesquisas estão em andamento?
    Não existe sequer um planetário nestas escola, o que se faz muito necessário para as aulas de navegação astronomica. Estamos anos/luz atrasados em termos de laboratórios adequados, pesquisas, salas de aula, simuladores de todos os tipos.
    Quem aqui já tentou entrar na “casa do marítimo”, pelo menos é isso que ouvimos quando nos formamos durante a cerimônia de formatura. Não consigo entrar no Ciaga se não estiver fazendo um curso lá. Não existe guichê de atendimento para Oficiais da Marinha Mercante, todos entram na mesma fila e são atendidos igualmente. Não há a distinção de oficiais supeiores, subalternos, sub-oficiais e praças.
    Já vi, diversas vezes, CLC`s na mesma fila de um moço para fazer sua inscrição num curso. Foi pra isso que estudamos?
    Vi professores que nunca entraram num navio e continuam ensinando o que não sabem.
    O que fazer, minha gente?

    Responder

    • ricardo de carvalho machado:

      TÁ AÍ NASCIMENTO A MARINHA DO BRASIL É COMPOSTA POR SUA MAIORIA DE DEMOCRÁTICOS EM NÃO FAZER ACEPÇÃO DE CATEGORIAS E RAÇAS O NOME JÁ DIZ “FILA” UMA ALA ORGANIZADA PARA SE TER UM ATENDIMENTO ORGANIZADO EM QUE VOSSA SENHORIA É MELHOR QUE OS SUBALTERNOS POR ACHAR QUE ESTUDOU MUITO?
      ESTUDAR NÃO É COISA DO OUTRO MUNDO.
      VOSSA SENHORIA SERIA BEM VINDO À MARINHA DE HITLER!
      SDS MARINHEIRAS DO CABELUDO

      Responder

  43. Nicolas:

    DE QUEM É A CULPA?
    CFAQ COM ENSINO FUNDAMENTAL É “AS RAIAS DO ABSURDO” DESVALORIZA A IMAGEM DO PROFISSINAL
    É UMA VERGONHA…MAIS DE 8000 KM DE COSTA, NOS TEMOS UM MERCADO PODEROSO E ESTRAGEIRO Q GANHA A VEZ
    NÃO PODEMOS DAR MOLE.
    A IDEIA DE LEVAR A FORMAÇÃO DE MARITIMOS PARA INSTITUTOS TECNICOS É EXCELENTE, MAS A ESTRUTURA VEM SENDO PREPARADA?

    Responder

  44. Alex Ambrosi:

    http://www.institutocpm.com.br/

    http://www.cienciasnauticas.com.br/

    Ambas as escolas desse link também poderia ministrar esses cursos no nível das escolas do sistema inglês se não fosse o monopólio da Marinha

    Responder


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