Trabalhando no offshore – Guindaste offshore

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por Erik Azevedo

Nova série de artigos que irá abordar operações e atividades correlatas na indústria do petróleo em que há envolvimento direto de marítimos na mesma.

Os guindastes offshore são os braços de sondas, plataformas e navios de construção, sem eles nada pode acontecer, pois todo equipamento que é embarcado e desembarcado é por meio de guindaste, chega a ser quase tão importante para a operação quanto o supply que esta realizando a entrega ou coleta. Um guindaste parado seja por defeito ou avaria representa interrupção em diversas operações em sondas ou plataformas, por isso faz grande diferença um bom operador e um bom equipamento adequado e bem mantido, e claro uma equipe de movimentação de carga bem preparada. Já vi casos em que a unidade ficou dias em downtime* (o mesmo que off hire para navios), porque um dos guindastes apresentou problemas mecânicos, e por isso ficou em manutenção com equipes trabalhando nele 24 horas, porem o problema era mais sério, pois não haviam as peças para reposição a bordo.

* Downtime – Tempo computado como negativo para a unidade, no caso ela fica devendo estas horas ao cliente, e claro seguido de multas que podem chegar à altos valores caso seja uma interrupção de atividade crítica ou de alto custo.

Guindaste tipo lança Knuckle boom em operação em um FPSO – Foto: Erik Azevedo

Tipos de guindastes

Os guindastes podem variar bastante de uma unidade para outra, ou até numa mesma unidade possuírem 2 ou mais tipos diferentes de guindastes as vezes no mesmo bordo, e para cada operação ou atividade que a unidade desenvolve há um tipo específico de guindaste. Isto é um desafio para quem projeta um navio sonda, ou SS, ou até mesmo um FPSO ou plataforma de produção, pois é preciso aliar capacidade adequada x peso do equipamento x dimensão x custo do equipamento, porem mesmo com tantos cálculos no fim das contas quando a unidade esta já operando, pode ocorrer de o cliente ou contratante, enviar algum equipamento em que o guindaste de bordo não é adequado para movimentação do mesmo, colocando assim tanto equipamento quanto o operador no limite de suas capacidades.

Gatos tipo “Pelican Hook”

Hoje em dia existem dezenas de tipos de guindaste offshore, porem antigamente era diferente. Praticamente só existia um ou dois tipos de guindastes e estes eram guindastes “de terra” adaptados à bordo de sondas, principalmente alguns inclusive com as esteiras ainda sob eles. Estes guindastes apesar de bem resistentes não são adequados ao tipo de trabalho realizado no mar. Ainda vemos bastante destes em plataformas fixas, pois estas não balançam, por isto estes guindastes ainda sobrevivem, sem falar na falta de conforto e por ser equipamentos bem rudimentares se comparados aos modernos guindastes offshore, que estão cada vez mais sofisticados e potentes. Estes guindastes “mecânicos”, como dinossauros, pois são operados por meio de alavancas e pedais, e quase tudo é analógico, o operador costuma sofrer bastante com vazamentos, ruídos, calor/frio, e perda de potência, porem ele conta praticamente apenas com sua habilidade em operar um museu destes. Estes antigos guindastes são muito comuns em sondas antigas construídas nos Estados Unidos e plataformas fixas do GoM (Golfo do México, no Brasil também há em plataformas fixas).

Guindaste para operações leves, muito usado em FPSOs por serem rápidos, porem para operações normais.

Outro tipo antigo são guindastes de navios adaptados, estes são um pouco melhores, porem geralmente são de capacidade menor, por isso apresentam grandes deficiências quando é preciso içar grandes pesos, pois ai ele opera quase sempre em seus limites de lança x carga. Se vê destes em antigos navios sonda e plataformas, principalmente nas sondas construídas na Europa e Japão nos anos 70.

Os tipos de guindaste dependem basicamente da fonte de alimentação que fornece a “energia” para o mesmo operar, que pode ser de um motor diesel no próprio guindaste, ou energia elétrica da unidade que alimenta motores elétricos no mesmo.

Diesel hidráulico – Estes guindastes são os mais comuns de se encontrar, se baseiam no conceito antigo dos guindastes terrestres móveis, que possuem um ou mais motores diesel que são sua fonte de força primária, este motor proporciona uma certa liberdade e autonomia da unidade, pois se um incêndio, ou apagão ocorrer o guindaste não fica prejudicado sem força para operar. Porem são barulhentos, alguns modelos são lentos (giro e lança), e também há o consumo de combustível, pois o mesmo é movido à diesel, além de precisar ser reabastecido com frequência, fora a manutenção preventiva do motor e conjunto hidráulico que movimenta a lança e cabos. Estes guindastes dependem da aceleração do motor diesel, são motores de aceleração variável iguais aos em caminhões e máquinas em terra.


Elétrico hidráulico – Estes operam de forma similar aos guindastes de navios, pois dependem de energia elétrica que é fornecida pela própria unidade.

Guindaste elétrico com lança treliçada

Bombas pressurizam o sistema hidráulico, e motores elétricos operam guinchos e giro, são guindastes com menor manutenção (depende do modelo e fabricante), costumam ser rápidos e silenciosos, também foram os primeiros a apresentar níveis maiores de automação, hoje em dia dominam o seguimento de guindastes com lança articulada. A desvantagem é se um apagão repentino ocorrer na unidade durante operações críticas, por isso alguns destes guindastes tem um sistema de emergência, da qual garrafas com CO² quando acionadas mantêm o sistema mínimo à fim de possibilitar o encerramento seguro da operação.

Guindaste de bordo movido à força eletro hidráulica

Tipos de lança

Box boom - Lança em forma de caixa, montados sobre um pedestal, alguns modelos oferecem a vantagem de poder travar o “bloco principal” internamente. e não oferecer qualquer risco de com balanço o próprio gato engarrar em alguma treliça da própria lança.

Box boom – ou lança em caixa, este é um guindaste Liebherr

Lattice boom – Lança fixa treliçada, estes podem ainda se dividir em outros tipos, pois dependendo do fabricante, há uma variedade de aplicações, mas basicamente há 3 tipos, os para serviços mais leves (mais comuns em FPSOs), intermediário, e para serviços mais pesados, que alguns já classificam como “Kingpost cranes”, são mais comuns em sondas, por serem muito reforçados e mais adequados para trabalho interrupto.

Um antigo guindaste à diesel “American” atual Terex, o “vovô” do offshore


Um “Kingpost crane” da National, muito usado para atividades ininterruptas, que requerem exforços no limite do equipamento, são guindastes muito seguros, pois seu sistema de giro se baseia em um pilar longitudinal, tendo seu ponto de giro na parte superior, são guindastes com estrutura muito robusta.

Guindaste para atividades pesadas, diesel hidráulico, com lança reta treliçada

Knuckle Box Boom - Lança articulada, hoje em dia estes são os guindastes mais modernos no mercado, são um novo conceito de operação, pois um ótimo operador de lança fixa precisa se acostumar com este tipo automatizado de guindaste. A maioria destes tem sistema de compensação de balanço, na qual sensores indicam o nível de balanço da unidade e o sistema reconhece compensando automaticamente. Nestes guindastes  é possível manter a carga quase sempre o mais próximo possível da lança, oque diminui o efeito pendulo, por isso são ideais para navios sonda, e embarcações de construção submarina. Segundo os fabricantes, estes guindastes podem operar com níveis de balanço maiores do que os lança fixa, geralmente os bons “Knuckle boom são totalmente automatizados, com sensores de balanço e limites de lança automáticos bem como podem ser pré programados por um computador de bordo.

Knuckle Boom da norueguesa TTS, um dos mais modernos, podendo ser operado por controle remoto

Vários guindastes de lança articulada em um moderno navio sonda

Telescopic Box Boom – Lança telescópica, tipo de guindaste ideal para unidades que apresentam problemas com espaço, principalmente para descanso da lança, são guindastes que requerem muita atenção na operação pois sua lança é projetada para ampliar o raio de alcance, porem requer critério quanto à isso.


Operações

As operações vão variar bastante de acordo com o tipo de unidade marítima, bem como região do planeta. Geralmente nas unidades fixas e plataformas de produção, as operações tendem a ser mais rotineiras, e de pesos mais “leves”, além de não haver balanço constante ou até inexistente nas unidades fixas, e menor nível de roll em plataformas ancoradas.

De dentro da cabine se vê a câmera e indicador de carga

Nos FPSO/FSO, complica um pouco mais devido ser uma embarcação que geralmente foi um grande navio tanque, da qual é sujeita a balanço acentuado, bem como navios sonda, apesar que dependendo da unidade as operações são de rotina ou moderadas, não exigindo mais do que o tempo normal de operação de um guindaste para uso leve.

Molde Crane – De giro rápido, por isso ideal para FPSO’s e uso mais moderado

Porem nas unidades de perfuração e construção a coisa muda bastante de figura, pois nestas unidades o uso do guindaste nas operações é ininterrupto, durando até semanas sem parar, ou parando apenas pra troca de turno e abastecimento do equipamento, além de uma variedade de usos, como içamento de cargas pesadas e de variados tipos, tanto nos conveses da própria unidade bem como back load ou on load com PSV’s.

O operador precisa sempre usar dos recursos que o equipamento tem a oferecer para ele, como o rádio VHF, câmeras, sensores, alarmes de alerta, apito, a balança de carga, e atenção ao raio da lança. Porem cada tipo de guindaste tem sua peculiaridade durante a operação, alguns mais rápidos que outros e teremos equipamentos que podem demandar mais atenção do operador devido ao sistema de freio ser muito “agressivo”, bem como sistema de “queda livre” e acelerador de pé como um automóvel. Os modernos guindastes são operados com joysticks, câmeras, limites de carga automáticos, compensadores de inclinação e balanço, bem como pré programação de operação, isto é feito através de um console digital, da qual o guindaste pode ser programado para realizar boa parte da operação no automático, porem estes modelos são mais comuns em navios de construção submarina, da qual possuem quilômetros de cabo em seus tambores, à fim de instalar ou içar equipamentos no leito marinho. Alguns destes guindastes ultrapassam as 400 toneladas de capacidade.

Bons operadores não surgem do dia para noite, e por isso o mercado de trabalho sempre esteve bem aquecido para os bons operadores que possuem as certificações máximas exigidas, bem como experiencia em diversos tipos de guindastes e operações. A responsabilidade que recai sobre os ombros de um operador nível máximo é muito elevada, pois o mesmo é competente para movimentar todo tipo de carga e ademais fazer transferência de pessoal por meio de cestas. Por isso a palavra final em uma operação de içamento é sempre do operador, que deve estar bem atendo à diversas variantes, como vento, balanço, pessoal que esta circulando nos conveses, as eslingas se estão em boas condições ou a carga esta bem estabilizada ou com as eslingas passadas de modo correto. A comunicação e feedback claros entre operador e equipe de convés é de suma importância, pois qualquer anormalidade observada deve ser prontamente comunicada ao operador, o ideal é interromper a operação em caso de dúvida.

Temos notado que alguns operadores apesar de muito bons não falam português, mas continuam a operar na bacia usando “interpretes”, que nem sempre tem conhecimento ou vivência em operações tão delicadas, é preciso muito critério nestes casos, pois nas nossas águas nem todos dominam o inglês.

Guindaste gigante num navio de construção submarina –
400 toneladas de SWL

Certificações

Para iniciar neste ramo é preciso ser um profissional habilitado, porem esta habilitação se da através de certificações especiais. Cada tipo de guindaste exige uma certificação adequada, e devido a fatores como barreira linguística e regionais a indústria do petróleo necessita sempre de balizar padrões dentro de limites a fim de evitar problemas com legislação e acidentes. É por isso que existem as certificações ISO, que tem como escopo padronizar procedimentos e operações.

No caso das operações a industria do petróleo através do IMCA – International Marine Contractors Association, procura padronizar as certificações e treinamentos dentro de sistemas que foram organizados para dinamizar e trazer segurança as operações, daí exigencias como Certificações STCW para marítimos e pessoal operacional em plataformas, e cursos e treinamentos dentro dos padrões da OPITO -

OPITO stands for Offshore Petroleum Industry Training Organization (UK). Esta instituição baseada no Reino Unido é quem baliza os procedimentos e padrões de treinamentos de segurança e operacionais, ela credencia centros de treinamento pelo mundo à fora, pois seus padrões estão entre os mais elevados.


Aprendendo a operar – Inicialmente todo operador geralmente começou como ajudante, ou homem de área (isso nos guindastes offshore), os homens de área são profissionais especializados na movimentação de cargas, por isso a grande maioria tem cursos e treinamentos de “rigger” da qual precisam estar dentro dos padrões da OPITO. Uma vez treinado e certificado, há o curso de “banksman & slinger”, é importante para um banksman (sinaleiro, ou assistente), que fale inglês, pois boa parte dos comandos são em inglês, bem como nome de muitos equipamentos que são içados. “Um bom operador é um bom sinaleiro”, assim diz a experiencia (já trabalhei com um operador com 36 anos de bacia), com o tempo este sinaleiro irá adquirindo noções de operação segura do equipamento e com autorização do supervisor de movimentação de carga ele poderá começar a treinar no equipamento apenas movimentos básicos porem sempre acompanhado de um profissional habilitado. A certificação reconhecida no Brasil é de uma empresa, porem não existe apenas ela no mercado, mas como ela é a mais conhecida quase todos já reconhecem a mesma como a “padrão”. Porem a mesma é dentro dos padrões da OPITO.

Da qual começa com a OPITO – estágio 1, 2 e 3. (bem como na Noruega à as certificações G, sendo a G5 a top)

Se dividem em certificados de treinamento:

23. Offshore Crane Operator Stage 1 (Introductory)Training

24. Offshore Crane Operator Stage 2 Training

E e certificado de competência, da qual vem um log book

7. Offshore Crane Operator Stage 2 Competence Assessment

8. Offshore Crane Operator Stage 3 Competence Assessment

No nível 3 o operador é habilitado a operar tanto guindastes fixos, quanto móveis, tanto em terra quanto em unidades marítimas fixas, quanto flutuantes bem como em navios de construção submarina.

Para acensão destes estágios é necessário que o operador passe por testes in loco, exames teóricos e práticos acompanhados por um ou mais auditores credenciados pela OPITO, eu mesmo já presenciei tais auditorias à bordo, pois as grandes empresas mantêm convênios com instituições na Europa que enviam seus instrutores com certa frequência à fim de certificar ou re certificar operadores. No Brasil usualmente é adotada a certificação dada pela Sparrows, da qual é auditada dentro do padrão OPITO.

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12 Respostas para “Trabalhando no offshore – Guindaste offshore”

  1. carlos alberto:

    c ostaria de trabalh com vc eu so portuario guero uma oprtunidade porfafor obrigado

    Responder

    • Marujo Intelectual:

      Primeiro aprenda a escrever/expressar-se corretamente, sem pressa no discurso!

      ———–
      Quanto ao artigo – completo, esclarecedor, um trabalho complexo, etc.

      Saudações.

      Responder

  2. alexandre:

    De todos os equipamentos mostrado a cima ,ainda prefiro O VOVO, pois e o america velho subindo e descendo de queda livre,… alem de ser um mecanico,pneumatico ja esta na hora de colocar mais tecnologia o que acham,se a ideia e a melhoria continua,….

    Responder

  3. Paulino Soares Neto:

    Prezado Erick,
    Parabens pelo trabalho.
    Apesar de nao ter lido na integra(ainda) achei interessante mencionar que existe uma norma iso para inspecao de cabos de aco, parte componente dos guindastes e que esta sujeita a defeitos e acidentes que é:
    ISO 4309 -Cranes — Wire ropes — Care,maintenance, installation, examination and discard e que deve ser observada por todos aqueles que cuidam da manutencao deste equipamento a bordo.

    Saudacoes maquibambas
    Paulino Soares Neto – OSM

    Responder

    • Erik Azevedo:

      Chefe Paulino,
      Agradeço muito os elogios ao artigo, e o fato do senhor acrescentar pontos importantes como a Norma ISO referente à eslingas e cabos.
      Este espaço que é de todos os trabalhadores do mar é feito para exatamente isto, troca de informações úteis, e o senhor sempre tem colaborado com isto.

      Saudações marítimas
      Erik Azevedo

      Responder

  4. Luciano das Neves:

    Olá, meu nome é Luciano e trabalho com guindastes há 12 anos. sempre trabalhei em portos e agora estou buscando uma oportunidade para trabalhar offshore. Minha pergunta é a seguinte: Qual a maior dificuldade na adaptação on para off shore?
    Tenho certificado da Sparrows nível II e aguarrdoo uma oportunidade de mostrar meus conhecimentos e habilidade, bem como aprender muito mais nesse novo ambiene chamado offshore.
    Abraços e parabéns pela matéria.

    Responder

  5. Emerson:

    Boa noite!
    Sou guindasteiro venho trabalhando com içamento de cargas a dez anos fiz sparrows nivel 2 na tentativa de conseguir trabalho offshore .
    Mas nada feito as portas se fecharam tenho experiencia com maquinas de braço articulados de grande porte.
    Hoje trabalho com america 5530 de 70 ton e tadano 70 ton mesmo com essa experiencia não consigo nem como assistente você pode me ajudar.
    UM grande abraço fica com DEUS>

    Responder

  6. Luiz Guindaste:

    Parabéns pelas informações contidas no site. Trabalhei com Guindaste Offshore durante 04 anos e com certeza ele é a peça principal para embarque e desembarque de materiais na plataforma. Operar esses equipamentos em alto mar é fantástico, o problema pra mim era ficar longe da família muito tempo. Hoje trabalho com Guindastes sobre pneus de 500 toneladas.

    Responder

  7. mateus pereira de castro:

    Curriculo de operador guindaste 90 ton.

    Responder

  8. paulo victor:

    eu gostaria de saber se existe alguma norma que fala sobre o guindaste de queda livre pro setor offshore,se eles podem estar operante?

    Responder

  9. jose antonio:

    Boa tarde amigo, trabalho com guindaste e a muito tenho interesse em trabalha embarcado mais pesquisei e vi que é muito dificio entrar nessa parte vc pode me informa como faço para poder conseguir uma vaga nessa área tenho disponibilidade para viajar.
    obrigado pós sei que terei uma boa resposta sua.

    Responder

  10. Alcides Guedes:

    Erik, parabéns pelo belo trabalho!

    Permita-me fazer um acréscimo: A imagem 10 mostra dois guindastes American e um HR em primeiro plano. A máquina é um GB-60M, provavelmente montado na PPM-1. Pelo aspecto, trata-se do último lote de quatro máquinas offshore produzido pela empresa, números de série de 221 a 224.

    Posso afirmar isto pois reconheci quatro elementos projetados por mim, no saudoso tempo que trabalhei na fábrica HR em Recife: A lança, o jib, o moitão e o bloco flutuante de roldanas.

    Acho que este sim é o vovô das máquinas offshore! O American seria o bisavô, pois é bem mais antigo. Devo dizer que a HR foi, para mim e muitos colegas que lá trabalharam, uma verdadeira escola de engenharia e de vida!

    Forte abraço, e continue o belo trabalho!

    Responder


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